Um incêndio iniciado na madrugada desta quarta-feira (8) atingiu o Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. O fogo já foi controlado e afetou principalmente o teto.Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, não há registro de vítimas. A operação conta com cerca de 60 bombeiros militares, de seis unidades, com apoio de mais de 20 viaturas e equipes especializadas.
Estrutura de segurança evitou danos maiores
A prefeitura do Rio informou que não há bloqueios nas vias do entorno. O velódromo abriga desde agosto do ano passado o Rio Museu Olímpico como parte do legado para relembrar os Jogos Olímpicos de 2016. A instalação é moderna e oferece uma experiência imersiva para os visitantes, foi erguido no andar superior do velódromo em uma área de cerca de 1,7 mil metros quadrados. O acervo do espaço tem mil peças instaladas em 13 áreas temáticas.
De acordo com o secretário de Defesa Civil do estado do Rio, coronel Tarciso Salles, a prioridade foi evitar que o incêndio se alastrasse para outras áreas do complexo, sendo possível preservar o museu e o interior da edificação. As chamas atingiram apenas a cobertura da estrutura. As causas ainda serão apuradas.
Velódromo atende cerca de 5 mil alunos, distribuídos em 33 modalidades esportivas
O prefeito Eduardo Cavaliere esteve no local do incêndio que atingiu o Museu Olímpico, no Parque Olímpico, e destacou que tanto o espaço cultural quanto o velódromo estavam em pleno funcionamento no momento da ocorrência. Segundo ele, o velódromo atende cerca de 5 mil alunos, distribuídos em 33 modalidades esportivas, e havia recebido, ao longo da semana, um campeonato mundial de esgrima, cuja programação seria encerrada neste fim de semana. Já o museu acumulava mais de 20 mil visitantes.
De acordo com o prefeito, as primeiras informações indicam que o fogo começou em uma área interna específica e se espalhou pela cobertura da estrutura.
— Uma sala imersiva acabou tendo um foco maior e acabou comprometendo a lona, o teto do museu, que acabou se alastrando. Claro que a perícia vai dizer com mais precisão. Ao longo do dia teremos mais informações sobre a reforma que será necessária para reabrir esse equipamento. A gente imagina que os danos sejam absolutamente possíveis de a gente reparar o mais rápido possível para colocar em funcionamento — disse.
Cavaliere ressaltou ainda que o complexo possui sistema de combate a incêndios aprovado pelo Corpo de Bombeiros, e que a atuação rápida das equipes foi essencial para conter as chamas.
— A brigada que ocupava o Museu Olímpico e o velódromo foi fundamental, junto com o time dos bombeiros, para minimizar os impactos desse incêndio. As imagens aéreas dão uma sensação um pouco assustadora em relação à proporção, mas quero informar à população que o museu está praticamente preservado. Mas claro que na lona, no teto, onde é mais sensível o material, a gente vai precisar fazer uma reforma.
O subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luciano Sarmento, informou que as equipes seguem atuando para evitar a propagação do fogo.
— Temos militares no interior da edificação, de modo que não se propague (o incêndio). Não sabemos as causas, mas é fato que se iniciou na parte externa.
Até o momento, não há previsão para o término da ocorrência.
Leia também | BNB recebe instalação de Banco Gigante como símbolo de combate ao feminicídio em Fortaleza
Com informações da Agência Brasil




