Política

Fim da escala 6×1: “é uma necessidade humana”, diz Boulos sobre proposta de Lula

Boulos afirma que proposta enviada por Lula é urgente e prevê redução da jornada com dois dias de descanso semanal

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16 de abril de 2026
Danielle Christine

O fim da escala 6×1 voltou ao centro do debate político após declarações do ministro Guilherme Boulos, em entrevista exclusiva ao programa Balanço Geral da Manhã, da TV Cidade, nesta quinta-feira (16). Durante a conversa, ele comentou o projeto enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional.

Fim da escala 6×1: “é uma necessidade humana”, diz Boulos sobre proposta de Lula
Foto: Reprodução/Ruy Castro

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A proposta, que tramita em regime de urgência desde terça-feira (14), prevê mudanças na jornada de trabalho no Brasil, com redução da carga semanal e ampliação do descanso dos trabalhadores. Segundo o governo, a medida busca melhorar a qualidade de vida e atender a uma demanda considerada essencial.

O ministro destacou que o modelo atual, que são seis dias de trabalho para um de descanso, compromete o tempo livre dos trabalhadores. Durante a fala, ele explicou de forma direta: “o que é escala 6×1 gente? é o trabalhador que só tem um dia de descanso”. Além disso, citou que, em muitos casos, esse único dia ainda é ocupado por tarefas domésticas, especialmente entre as mulheres.

Ainda de acordo com Boulos, o fim da escala 6×1 é tratado como uma necessidade humana básica. Ele afirmou que o presidente Lula “abraçou essa pauta” e decidiu enviar o projeto com urgência após a demora no avanço do tema no Legislativo.

O texto já foi oficialmente encaminhado e estabelece prazo para votação nas duas Casas. Conforme o regime de urgência constitucional, são 45 dias para análise na Câmara dos Deputados e mais 45 dias no Senado.

Fim da escala 6×1 e prazo para votação no Congresso

Com o envio do projeto, o governo tenta acelerar a aprovação da proposta ainda no primeiro semestre. Segundo Boulos, a expectativa é que o texto seja votado até meados de julho, respeitando o calendário imposto pelo regime de urgência.

O ministro também explicou que a medida não se limita apenas à redução dos dias trabalhados. “Se você só reduz a escala e não reduzir a jornada, não dá”, afirmou, ao reforçar que o projeto também prevê a diminuição da carga horária semanal.

A proposta enviada pelo Executivo estabelece a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial. Além disso, garante dois dias de descanso remunerado, consolidando o modelo 5×2 como padrão no país.

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Fim da escala 6×1 prevê mudanças na jornada e qualidade de vida

O fim da escala 6×1, conforme o governo federal, deve impactar diretamente a rotina de diversas categorias profissionais. A proposta tem abrangência nacional e inclui trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, além de categorias específicas com regulamentação própria.

Outro ponto defendido pelo Executivo é que a mudança pode melhorar a qualidade de vida da população. A ampliação do tempo livre permitiria maior convivência familiar, além de espaço para lazer e qualificação profissional.

Apesar disso, o tema ainda enfrenta resistência no Congresso. Segundo Boulos, há tentativas de adiar a votação, o que motivou o envio do projeto em regime de urgência. O governo, por sua vez, defende que a aprovação seja rápida e sem longos períodos de transição.

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