O Banco do Nordeste (BNB) anunciou a liberação de R$ 15 milhões para um projeto de pesquisa e inovação da NeoGenomica Análises Genômicas, empresa sediada no Recife, em Pernambuco, voltado ao desenvolvimento de tecnologias capazes de antecipar diagnósticos de doenças e fortalecer a prevenção ao câncer.
Os recursos são provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e serão destinados à criação de exames modernos que unem genética e inteligência artificial. A proposta é ampliar o acesso da população brasileira à chamada medicina de precisão, área que personaliza diagnósticos e tratamentos com base no perfil genético de cada paciente.
A expectativa é que os primeiros exames desenvolvidos com apoio do projeto cheguem ao mercado ainda neste semestre, representando uma nova possibilidade para pacientes que buscam diagnósticos mais rápidos, seguros e acessíveis.
Tecnologia pode mudar a forma de detectar doenças
Entre os produtos previstos estão testes genéticos voltados à longevidade, exames neonatais ampliados e plataformas de oncologia de precisão. Na prática, isso significa identificar predisposições a doenças antes mesmo do surgimento dos sintomas, permitindo acompanhamento médico antecipado e mais chances de sucesso no tratamento.
O CEO da NeoGenomica, médico João Bosco, afirma que a iniciativa busca democratizar o acesso a tecnologias já utilizadas em centros avançados do mundo. “Estamos utilizando metodologias inovadoras, que permitem análises mais completas com custos reduzidos para os pacientes”, destaca.
Especialistas da área de saúde consideram o diagnóstico precoce um dos fatores mais importantes no combate ao câncer. Em muitos casos, identificar alterações genéticas ou sinais iniciais da doença pode significar tratamentos menos invasivos e maiores índices de cura. Além da oncologia, os exames neonatais ampliados também podem beneficiar famílias logo nos primeiros dias de vida do bebê, ao detectar doenças raras ou hereditárias com maior rapidez.
Investimento fortalece economia e inovação no Nordeste
Além do impacto na saúde, o financiamento também movimenta a economia regional. Segundo o superintendente do BNB em Pernambuco, Hugo Luiz de Queiroz, o projeto já gera empregos qualificados e fortalece a cadeia produtiva local.
“Essa operação estimula a produção de tecnologia dentro do Brasil e traz benefícios diretos para a população. Hoje, o projeto emprega cerca de 30 pesquisadores, incluindo mestres e doutores, além de movimentar mais de R$ 5 milhões em aquisição de materiais e serviços terceirizados”, explica.
O Banco do Nordeste também acompanha a execução por meio de equipes técnicas do Hub de Inovação do Nordeste (Hubine), oferecendo suporte especializado para acelerar resultados e ampliar oportunidades.
Para a gerente executiva de Inovação do BNB em Recife, Ana Paula Santos Machado, a parceria entre instituições financeiras e empresas inovadoras é essencial para transformar conhecimento em soluções reais.
Leia também:
Nova regra obriga empresas a orientar trabalhadores sobre vacinação contra HPV e prevenção ao câncer




