Bolsa de valores no Brasil fechou em queda
Dólar fecha abaixo de R$ 5 e atinge menor valor desde março de 2024
O dólar encerrou esta segunda-feira (20) em queda de 0,18%, cotado a R$ 4,97, mantendo-se abaixo da marca de R$ 5 e atingindo o menor nível desde março de 2024. O movimento ocorre em meio às incertezas no cenário internacional, especialmente relacionadas às tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.

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A moeda norte-americana já vinha de recuo na semana passada, quando acumulou queda de 0,56%, ficando abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 27 de março do ano passado. O comportamento do câmbio reflete a cautela dos investidores diante de riscos geopolíticos e mudanças nas expectativas econômicas globais.
Ibovespa sobe com baixa liquidez no feriado de Tiradentes
Enquanto o dólar recuava, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou em alta nesta segunda-feira. Com o volume de negociações reduzido por conta do Dia de Tiradentes, o índice chegou a subir 0,3% ao longo do pregão e encerrou o dia com avanço de 0,2%, aos 196.132,06 pontos.
A leve alta ajudou a recuperar parte das perdas registradas na semana anterior, quando o Ibovespa havia acumulado queda de 0,81%. Mesmo com o desempenho positivo, o mercado segue sensível a fatores externos, especialmente aqueles ligados ao fornecimento global de energia e às tensões políticas internacionais.
Bolsas europeias caem em meio à tensão entre EUA e Irã
Diferentemente do mercado brasileiro, as bolsas europeias fecharam em queda nesta sessão, refletindo o aumento das incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,8%, após ter avançado mais de 1% na última sexta-feira.
Entre os principais mercados do continente, o índice DAX, da Frankfurt, caiu 1,15%, enquanto o FTSE 100, da Londres, registrou baixa de 0,55%.
O recuo ocorre após um período de otimismo impulsionado pela reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. No entanto, o cenário voltou a se deteriorar após o Irã anunciar um novo bloqueio da passagem no fim de semana.
Guerra no Oriente Médio pressiona mercados globais
A situação no Oriente Médio continua sendo um dos principais fatores de influência sobre os mercados financeiros. Após reabrir o Estreito de Ormuz na semana passada, o Irã voltou a restringir a passagem, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
Além disso, autoridades iranianas negaram participação em uma nova rodada de բանակցiações com os Estados Unidos para um cessar-fogo definitivo. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que considera “altamente improvável” a prorrogação da trégua de duas semanas entre os países.
Segundo Trump, caso não haja acordo, o conflito pode se intensificar novamente. “Se a trégua acabar sem um acordo de paz, a situação pode voltar a se agravar”, declarou em entrevista, sinalizando o risco de uma nova escalada militar.
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Expectativa de inflação sobe e pressiona cenário econômico
No cenário doméstico, o mercado financeiro elevou pela sexta semana consecutiva a previsão de inflação para 2026. A estimativa para o IPCA subiu de 4,71% para 4,8%, ultrapassando o limite de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% com margem de 1,5 ponto percentual.
A alta nas projeções inflacionárias aumenta a pressão sobre a política monetária e influencia diretamente as expectativas do mercado.
Mercado prevê juros mais altos ao fim do ano
Diante da perspectiva de inflação mais elevada, analistas também revisaram suas projeções para a taxa básica de juros. A expectativa agora é que a Taxa Selic encerre o ano em 13% ao ano, acima da previsão anterior de 12,5%.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central do Brasil para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a desestimular o consumo e o crédito, contribuindo para reduzir a pressão sobre os preços.
Perspectivas seguem voláteis com foco no cenário externo
O comportamento dos mercados nos próximos dias deve continuar sendo influenciado principalmente pelos desdobramentos da crise no Oriente Médio. A combinação de incertezas geopolíticas, oscilações no preço do petróleo e revisões nas expectativas econômicas mantém investidores em estado de alerta.
No Brasil, a trajetória do dólar e do Ibovespa dependerá tanto do cenário internacional quanto da evolução das projeções de inflação e juros, que seguem como fatores centrais para a tomada de decisão no mercado financeiro.
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