VILA GOMES

Empresa propõe evacuação de 67 famílias após queda de muro no Aeroporto de Fortaleza

Moradores da Vila Gomes recusam acordo com empresa responsável por obra no entorno do Pinto Martins após alagamentos e riscos estruturais

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20 de abril de 2026
Paulo Martins

A empresa Aerotrópolis Empreendimentos, responsável pelas obras do Centro Logístico no entorno do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, propôs a evacuação da maior parte das famílias residentes na área afetada por recentes desabamentos de muro e alagamentos. A medida foi apresentada na noite desta segunda-feira (20), durante reunião com moradores da comunidade Vila Gomes, localizada no bairro Aerolândia, mas não houve acordo entre as partes. As informações foram compartilhadas pelo vereador Gabriel Aguiar, que acompanha a situação na região.

Empresa propõe evacuação de 67 famílias após queda de muro no Aeroporto de Fortaleza
Foto: Reprodução

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A região abriga dezenas de famílias, com pelo menos 67 residências diretamente impactadas pelos problemas estruturais e ambientais registrados desde o último dia 13 de abril. Desde então, moradores enfrentam episódios de alagamentos e rupturas no solo, agravados pelas chuvas e pelas intervenções realizadas na área do empreendimento logístico.

Reunião termina sem acordo entre moradores e empresa

Durante o encontro, a empresa propôs que os moradores deixassem temporariamente suas casas, com a oferta de custeio de hospedagem em hotéis, pousadas ou imóveis por meio de aluguel por temporada. No entanto, a proposta previa a assinatura de um documento em que os próprios moradores declarariam concordar com a saída voluntária, sem garantias jurídicas claras.

Segundo relatos apresentados durante a reunião, o documento não especificava prazos para o retorno das famílias, nem assegurava responsabilidade formal da empresa sobre os danos causados ou sobre a reintegração dos moradores às suas residências. Diante dessas condições, a proposta foi recusada pela comunidade.

Representantes locais informaram que os moradores optaram por permanecer em suas casas, mesmo diante dos riscos apontados, e que o diálogo com a empresa deve continuar nos próximos dias. A preocupação principal é a falta de segurança estrutural e a ausência de definições sobre medidas emergenciais.

Defesa Civil acompanha obras e empresa diz que medidas são preventivas

Em nota, a Aerotrópolis Empreendimentos informou que as intervenções de drenagem no entorno do Aeroporto Internacional Pinto Martins seguem em andamento com acompanhamento técnico da Defesa Civil, tanto em nível estadual quanto municipal. Segundo a empresa, as ações têm caráter preventivo, especialmente diante da previsão de chuvas mais intensas, e incluem orientações à população em áreas consideradas mais vulneráveis.

Ainda de acordo com o posicionamento, a possibilidade de acolhimento temporário de famílias em locais seguros foi apresentada como uma medida opcional, respeitando a decisão individual dos moradores. A empresa também afirmou que as obras já apresentam resultados iniciais, com redução do nível de água em pontos críticos, e que os trabalhos continuam dentro dos trâmites legais, com licenciamento e fiscalização dos órgãos competentes.

 

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Evacuação de famílias após queda de muro no Aeroporto de Fortaleza

A proposta de evacuação ocorre após uma sequência de incidentes envolvendo a estrutura do muro do aeroporto. O primeiro desabamento foi registrado no dia 13 de abril, quando parte da construção cedeu e atingiu um veículo e imóveis na rua Vila Gomes. Uma das residências precisou ser interditada pela Defesa Civil.

Desde então, moradores relatam o aumento de problemas como alagamentos frequentes e instabilidade do terreno. De acordo com a comunidade, essas situações passaram a ocorrer com maior intensidade após o início das obras do Centro Logístico conduzidas pela empresa responsável pelo empreendimento.

Além dos impactos diretos, há preocupação com o acúmulo de água na área e com a formação de uma espécie de contenção que, segundo relatos, funciona como uma barreira entre a comunidade e um grande volume de água represado. A situação é vista como potencial risco em caso de novos episódios de chuva intensa.

Contexto das obras e preocupações ambientais

A área onde ocorre a intervenção faz parte do projeto de expansão logística vinculada ao aeroporto e tem sido alvo de críticas por parte de moradores e representantes locais. Entre as preocupações apontadas estão alterações no terreno, possíveis impactos ambientais e a supressão de vegetação.

Relatos mencionam a modificação significativa da paisagem, incluindo intervenções em áreas consideradas sensíveis do ponto de vista ambiental, o que teria contribuído para o agravamento das condições enfrentadas pela população local.

A situação segue em acompanhamento por autoridades e pela comunidade, que cobra medidas efetivas para garantir a segurança das famílias e a reparação dos danos. Novas reuniões devem ser realizadas para tentar um acordo entre moradores e empresa, enquanto persistem os riscos estruturais e ambientais na região afetada.

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