SÉRIE HISTÓRIAS QUE EMPREENDEM

Maria Pitanga: como uma barraca de açaí em Fortaleza virou rede internacional

História de empreendedorismo cearense mostra expansão da marca criada por João Batista Ximenes, que hoje atua no Brasil e na Europa

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20 de abril de 2026
Paulo Martins

O programa Balanço Geral Ceará iniciou na última sexta-feira (17) a série “Histórias que Empreendem”, que apresenta trajetórias de empresários que investiram no Ceará e transformaram pequenos negócios em grandes marcas. A primeira reportagem destacou a história da Maria Pitanga, rede de açaí criada pelo empresário João Batista Ximenes, em Fortaleza.

Maria Pitanga: como uma barraca de açaí em Fortaleza virou rede internacional
Foto: Reprodução

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A marca começou de forma simples e hoje se tornou uma rede com mais de 200 unidades no Brasil e presença internacional, incluindo Europa.

Da lembrança de juventude ao início do negócio

A origem da empresa está ligada à experiência de vida do fundador no setor de alimentação ainda na juventude. João Batista relembra o início da trajetória e como decidiu investir no segmento de açaí.

“Lá na minha infância, quando eu tinha 16 para 17 anos, eu trabalhei num restaurante aqui em Fortaleza. Aí eu achei por bem fazer uma investida em cima daquele mesmo local. Eu comprei o restaurante e transformei numa área voltada para o açaí”, afirmou o empresário.

Ele explica que, no início, o consumo do produto ainda era limitado na capital cearense.

“Naquele momento não era um costume muito absoluto de consumo de açaí. Eu fui buscar no Belém do Pará um material interessante e comecei a perceber que ali estava uma grande chance da minha vida”, disse.

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Expansão e modelo de franquias

A partir da consolidação do negócio, o empresário passou a estruturar o crescimento da marca no formato de franquias. A expansão começou a ser desenhada ainda em 2010 e ganhou força nos anos seguintes.

“Eu sempre sonhei em ser um franqueador. Comecei a imaginar como seria essa realidade dentro desse novo segmento e fui melhorando o produto, que foi o grande diferencial da Maria Pitanga”, explicou João Batista.

Segundo ele, o foco sempre foi ir além do produto tradicional.

“Nós não nos propomos a vender só o açaí. Nós nos propomos a vender saúde”, destacou.

A estratégia incluiu a adição de ingredientes considerados mais saudáveis, ampliando o cardápio e o público consumidor.

Maria Pitanga: crescimento da marca de açaí do Ceará

Com o modelo de franquias consolidado, a marca cresceu rapidamente. Atualmente, são mais de 200 lojas no Brasil e expansão internacional iniciada há mais de uma década.

A diretora jurídica e de marketing, Aline Ximenes, destaca o avanço da empresa para o exterior.

“Sempre foi um sonho empreender de forma internacional. A Maria Pitanga estudou os caminhos e atravessou o oceano, chegando a Portugal, Espanha e também aos Estados Unidos”, afirmou.

Hoje, a rede conta com unidades em Portugal e Espanha e segue estudando novos mercados.

Estrutura, logística e produção

A expansão exigiu a criação de uma estrutura logística própria. O centro de distribuição em Fortaleza abastece todas as unidades, inclusive internacionais, garantindo padronização dos produtos.

O coordenador de estoque, Rafael Alves, destaca o cuidado no processo de distribuição.

“A gente trata cada pedido com muito carinho. É a logística de entregar o produto certo, na quantidade certa e com qualidade para o cliente”, explicou.

A empresa também instalou sua fábrica próxima ao Porto do Pecém para facilitar exportações, já que o açaí é processado no Ceará após chegar do Pará.

Sustentabilidade e inovação

A Maria Pitanga também investe em práticas sustentáveis. A empresa utiliza energia solar e materiais biodegradáveis em suas operações.

“Nossa fábrica conta com 600 placas solares. Foi uma forma de reduzir impacto ambiental e também custos de energia”, explicou João Batista.

Segundo a empresa, todas as embalagens utilizadas nas lojas seguem padrão biodegradável, inclusive nas unidades internacionais.

Legado e história registrada em livro

A trajetória do empresário também virou livro, reunindo a história da criação e expansão da marca. A obra foi escrita ao longo de dois anos e contou com participação familiar no processo.

A proposta é registrar o impacto do empreendedorismo como legado.

“Legado não é o que deixamos para as pessoas, é o que deixamos nelas”, afirmou o empresário.

A Maria Pitanga segue em expansão e se consolida como uma das principais redes de açaí com origem no Ceará e atuação internacional.

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