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Campanha busca ajudar cearense que perdeu R$ 50 mil após vício em apostas online

Iniciativa arrecada recursos para pessoa afetada por jogos online enquanto especialistas alertam para riscos do vício em apostas digitais

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24 de abril de 2026
Paulo Martins

Uma campanha solidária tem mobilizado ajuda para uma pessoa identificada como Assíria, que enfrentou um quadro de vício em jogos de apostas online e acumulou dívidas significativas. A iniciativa busca arrecadar recursos para auxiliar na quitação dos débitos e possibilitar um recomeço financeiro.

Campanha busca ajudar cearense que perdeu R$ 50 mil após vício em apostas online
Foto: Reprodução

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Além do apoio financeiro, Assíria também passou a receber acompanhamento psicológico gratuito após a repercussão do caso. A campanha tem sido divulgada nas redes sociais e permite doações por meio de Pix, utilizando a chave 6056515@vakinha.com.br, com o objetivo de reunir valores para auxiliar na recuperação da vítima.

A mobilização também chama atenção para a necessidade de apoio contínuo a pessoas em situação de dependência de jogos, reforçando a importância de tratamento especializado e suporte familiar no processo de recuperação.

Apostas online e o crescimento de casos de dependência

O caso ocorre em um contexto de preocupação crescente com o impacto dos jogos de apostas online, que têm se popularizado no Brasil. Plataformas e jogos digitais, como o conhecido “Jogo do Tigrinho”, são apontados por especialistas como fatores de risco para o desenvolvimento de comportamentos compulsivos.

Segundo profissionais da área da saúde mental, o que muitas vezes começa como entretenimento pode evoluir para um problema grave de dependência. O ciclo de apostas envolve a expectativa de ganhos rápidos, o que pode estimular o comportamento repetitivo e descontrolado.

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Vício em apostas e impactos na saúde mental

A psicóloga Karla Haick explica que o vício em jogos de apostas apresenta características semelhantes a outras formas de dependência. Segundo ela, “quando a pessoa sente a necessidade de apostar para tentar recuperar dinheiro perdido, isso já demonstra um padrão de risco, porque os jogos são estruturados para gerar perdas recorrentes”.

Ela destaca ainda que o impacto do problema não se limita às finanças. “O jogo não afeta apenas o bolso. Ele interfere diretamente na saúde mental, no convívio familiar e na qualidade de vida da pessoa”, afirma.

Outro comportamento preocupante ocorre quando o jogo passa a ser usado como escape emocional. De acordo com a especialista, “quando a pessoa joga em momentos de tristeza ou tédio, buscando a sensação de adrenalina, isso pode indicar dependência”.

Tratamento e formas de apoio disponíveis

O tratamento para o vício em apostas envolve acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico. Profissionais da saúde podem indicar terapias e, quando necessário, uso de medicamentos para controle da compulsão.

Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que acompanham casos de dependência e transtornos mentais. Grupos de apoio como os Jogadores Anônimos também atuam de forma gratuita, oferecendo suporte baseado em experiências compartilhadas.

Especialistas reforçam que reconhecer o problema e buscar ajuda são passos fundamentais para a recuperação, destacando a importância do apoio familiar e da redução do estigma em torno da dependência comportamental.

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