Organização afirma que morte de Ana Kévile reflete misoginia estrutural e pede políticas públicas de prevenção
UNICEF se manifesta após feminicídio de adolescente no Ceará e cobra ações contra violência de gênero
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) se manifestou publicamente após o feminicídio da adolescente Ana Kévile, de 17 anos, ocorrido no município de Deputado Irapuan Pinheiro, no Ceará. Em nota, a organização expressou indignação e cobrou medidas urgentes para combater a violência de gênero no Brasil.

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De acordo com o UNICEF, o crime não deve ser tratado como um caso isolado. “Sua morte não foi um acidente nem um crime isolado. É a expressão mais brutal da misoginia estrutural que permeia a sociedade brasileira”, afirmou a entidade.
Organização cobra resposta da sociedade
A instituição destacou que a violência contra meninas e mulheres é um problema coletivo e exige ações coordenadas. “O feminicídio de Ana Kévile é um lembrete doloroso de que a violência contra meninas e mulheres não é um problema delas, mas de toda a sociedade”, reforçou.
Dados recentes apontam que o Brasil registra, em média, quatro feminicídios por dia. O cenário é considerado alarmante por especialistas e organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
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Feminicídio de adolescente no Ceará e posicionamento do UNICEF
O caso ganha ainda mais gravidade por envolver uma adolescente. Para o UNICEF, situações como essa evidenciam falhas na prevenção e na proteção de meninas.
A organização ressaltou que combater a violência de gênero não depende apenas das vítimas. “A prevenção da violência de gênero não depende apenas da menina que sabe dizer não, mas de uma sociedade que ensina meninos e homens a respeitar esse não”, destacou.
Necessidade de políticas públicas
O UNICEF defende a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção da violência contra adolescentes, com planejamento de longo prazo e integração entre diferentes setores.
Entre as medidas apontadas estão investimentos em educação para igualdade de gênero, ações de conscientização e programas voltados à formação de jovens. A instituição também destaca a importância de estratégias com abordagem intersetorial e foco na redução de desigualdades.
Apelo por mudanças
Ao final da manifestação, o UNICEF reforçou que casos como o de Ana Kévile não podem ser naturalizados e exigem respostas concretas. “Nenhuma mulher, nenhuma menina, deve morrer para que medidas sejam tomadas”, afirmou.
A organização também se solidarizou com familiares e amigos da adolescente, destacando a necessidade de mobilização social e institucional para evitar novas tragédias.
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