Senador afirma que já previa derrota e questiona escolha de Jorge Messias
Cid Gomes critica Lula e diz que “faltou espírito republicano” em indicação ao STF
O senador Cid Gomes (PSB-CE) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Em entrevista concedida em Lisboa, na quarta-feira (29), o parlamentar afirmou que faltou “espírito republicano” na escolha e que o resultado negativo já era esperado no Senado.

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Segundo Cid, ele chegou a avisar o próprio indicado, ainda em novembro, que a votação não teria apoio suficiente. O senador destacou que o cenário político já indicava dificuldades para a aprovação do nome.
“Depois vira brincadeira”, disse o parlamentar, ao avaliar a sequência de indicações feitas pelo presidente. Apesar da crítica, ele afirmou que não tem objeções pessoais ao indicado.
Indicação ao STF gera reação e críticas no Senado
Ao analisar o processo, Cid Gomes afirmou que o Senado já havia aprovado nomes ligados ao presidente, como Cristiano Zanin e Flávio Dino, o que, segundo ele, dificultaria a aceitação de uma nova indicação com perfil semelhante.
“Ele indicou o Zanin, que tinha sido advogado dele. Um advogado competente, respeitado, muito bem. Depois indicou um cara que é da política, aliado dele historicamente. Tudo bem, foi aprovado. Depois vira brincadeira. Acho que faltou espírito republicano na indicação. Nada, repito, nada contra o garoto lá”, declarou.
O senador também avaliou que fatores políticos diversos influenciaram o resultado, incluindo insatisfações dentro e fora da base governista.
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Cid Gomes aponta Rodrigo Pacheco como nome natural ao STF
Durante a entrevista, Cid Gomes defendeu o nome de Rodrigo Pacheco como alternativa para a vaga. Segundo ele, havia um entendimento mais amplo dentro do Senado em torno do parlamentar.
“Tinha um sentimento muito claro de que o nome natural era o do Rodrigo Pacheco. Ele não era o candidato do Davi, como se tenta colocar. Ele era o candidato do país, um nome talhado para o Supremo”, afirmou.
Cid também comentou sua ausência na sessão de votação, dizendo que sua participação não mudaria o resultado. “Eu sabia que ele tinha menos do que 35 votos. Eu disse a ele em novembro que o meu voto não representaria nada”, concluiu.
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