Os alagamentos provocados pela chuva voltaram a atingir moradias na noite deste sábado (2), no bairro Aerolândia, em Fortaleza. A água e a lama invadiram casas e tomaram ruas da comunidade, ampliando os impactos registrados desde a queda de parte de um muro nas proximidades do aeroporto. A ocorrência foi acompanhada por equipes da Defesa Civil. O cenário reforça a situação de alerta na região.
Imagens feitas por moradores mostram vias completamente alagadas, como a rua Parque Augusto Severo, com dificuldade de circulação em diversos trechos.
De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Fortaleza registrou cerca de 120 milímetros de chuva entre sábado (2) e domingo (3), o maior volume do estado no período.
Novo episódio ocorre semanas após desabamento de muro
Os alagamentos na Vila Gomes voltam a ocorrer quase 20 dias após o desabamento parcial de um muro no entorno do aeroporto, registrado em abril. Na ocasião, a estrutura cedeu após fortes chuvas, provocando uma onda de lama e água que invadiu dezenas de residências.
Desde então, reuniões foram realizadas entre moradores, órgãos públicos e representantes das empresas envolvidas. Entre as principais demandas estão o ressarcimento por danos materiais e a adoção de soluções permanentes para os problemas de drenagem.
As intervenções incluem a tentativa de escoamento da água acumulada e outras medidas emergenciais para reduzir os impactos em períodos de chuva.
Alagamentos na Vila Gomes persistem e moradores cobram soluções
Os alagamentos na Vila Gomes seguem sendo registrados mesmo após o início de obras e medidas emergenciais na área. Problemas de drenagem continuam afetando o dia a dia das famílias, especialmente durante chuvas mais intensas.
Uma das moradoras, Mariana Pereira, relatou dificuldades relacionadas à estrutura do local. “Eles estão tentando drenar, mas lá em cima ainda tem água. O primeiro problema é a areia também, que tem que ser tirada que eles não resolvem ainda, não deram um posicionamento de quando vão tirar essa areia. Até hoje eles não falaram isso”, afirmou.
Ela também destacou que a água continua atingindo residências próximas ao ponto onde houve o rompimento. “O que eles falam muito é somente sobre o ressarcimento de móveis, danos nas casas, mas o principal, que é o muro e a areia, eles não falam. Ali, quando chove, continua entrando água naquela casa, que é a que sai do muro, onde vem a pressão, que foi onde quebraram. Mas continua saindo água e eles não dão nenhum posicionamento quanto a isso”, acrescentou.
Outra moradora, Jessyca Rodrigues, afirmou que a comunidade aguarda cumprimento de prazos acordados. “As negociações estão em andamento, deram prazo de sete dias. A gente está aguardando até amanhã, o prazo termina entre amanhã e sábado, então a gente está aguardando esse prazo para fazer, se for necessário, outra manifestação ou não”, declarou.
Ela também demonstrou preocupação com a situação das estruturas próximas. “Até porque a gente viu no dia da visita técnica, esses muros aqui estão todos moles. A gente não sabe o que pode acontecer. Então assim, a gente está nessa negociação, mas não é nada concreto ainda”, disse.
Enquanto isso, órgãos como a Defesa Civil seguem monitorando a área. A empresa responsável pelas intervenções, a Fraport, informou que obras de drenagem estão em andamento, com acompanhamento técnico.
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