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“Ele disse que não descansaria enquanto não matasse ela”, relata irmã de vítima que teve casa invadida no Ceará

Irmã relata invasão da casa, perseguição até hospital e diz que vítima deixou a cidade com o filho após ameaças de morte

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“Ele disse que não descansaria enquanto não matasse ela”, relata irmã de vítima que teve casa invadida no Ceará
Foto: GCMais

A irmã da vítima que sofreu uma tentativa de feminicídio em Lavras da Mangabeira, no interior do Ceará, relatou novos detalhes sobre o caso e expôs o medo vivido pela família após a invasão da casa da mulher pelo ex-companheiro. Em entrevista, Paula Batista afirmou que o suspeito, preso após descumprir medida protetiva, fez ameaças de morte e chegou a perseguir a vítima até o hospital onde ela trabalhava, reforçando a gravidade da situação. Segundo ela, a mulher e o filho, de 4 anos, precisaram deixar a cidade às pressas e seguem abalados com o ocorrido.

“Ela não está confiando que, se por acaso liberem ele, ele vai concluir o que ele prometeu, que ele disse que não descansaria enquanto não matasse ela”, afirmou.

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O caso ocorreu durante a madrugada, quando o homem invadiu a residência da ex-companheira e destruiu o imóvel. Ele foi preso em flagrante na segunda-feira (4), no município de Bela Cruz, e levado à Delegacia de Polícia Civil de Lavras da Mangabeira, onde foi autuado por diversos crimes, incluindo descumprimento de decisão judicial, injúria, ameaça, violação de domicílio e dano. A investigação segue em andamento.

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Relato da irmã expõe medo e impacto da tentativa de feminicídio

A fala de Paula Batista revela o impacto direto da violência na vida da vítima. De acordo com ela, a mulher deixou Lavras da Mangabeira sem qualquer planejamento, por medo de novos ataques. “Eles tiveram que abandonar a cidade de maneira brusca, sem roupas, sem nada”, disse.

O abalo emocional também atinge a criança. “Ela tá muito abalada, não tá conseguindo conversar, mal consegue conversar com a gente”, relatou a irmã, ao descrever a situação da vítima.

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Ainda segundo Paula, a família viveu momentos de apreensão com a possibilidade de soltura do suspeito na audiência de custódia. “A gente tem a informação de que ele não foi liberado. Isso pra gente já é uma vitória, porque a família inteira estava bem apreensiva”, afirmou.

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Tentativa de feminicídio no Cariri: invasão, destruição e perseguição

Antes da prisão, o suspeito invadiu a casa da vítima, mesmo com medida protetiva em vigor. Imagens mostram o imóvel completamente destruído, com móveis quebrados e marcas de sangue. “Ele quebrou tudo com os próprios punhos. Quebrou portas, janela, fogão, televisão. Ele destruiu tudo da casa dela. E aquele sangue é dele, ele se feriu e mesmo assim não parou”, contou Paula.

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No momento da invasão, a vítima não estava em casa porque trabalhava como técnica em enfermagem. Um vizinho percebeu a movimentação e conseguiu alertá-la. “Um vizinho, vendo que ele tinha invadido a casa, ligou pra ela, avisando pra ela não vir”, disse.

Sem encontrar a ex-companheira, o homem foi até o hospital onde ela estava de plantão. “Chegando lá no hospital, ele tentou arrombar a porta, xingou ela. Ela ficou escondida lá dentro com medo, mas conseguiu gravar ele xingando”, relatou.

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Segundo a irmã, a intenção do suspeito era consumar o crime. “Ele tentou arrombar a porta do hospital pra concluir o que ele tinha ido fazer, que era matá-la”, afirmou.

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Histórico de violência antecede o crime

Paula Batista também revelou que o relacionamento, iniciado em junho de 2025, foi marcado por ameaças e agressões. “Quatro meses depois ela já viu que ele não era uma pessoa adequada para se relacionar e tentou sair. Ele começou a ameaçar que ia se matar se ela deixasse”, contou.

As agressões físicas começaram meses depois. “Ele já começou a agressão física nela. E continuou a ameaça de morte, de que mataria ela, mataria o filho, se mataria”, disse.

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Em março de 2026, um episódio mais grave ocorreu dentro de uma igreja. “Ele tentou asfixiá-la dentro da igreja, na presença de outros membros. Foi ali que ela viu que ele teria coragem sim de matá-la”, relatou.

Após esse episódio, a vítima registrou boletim de ocorrência e conseguiu uma medida protetiva, posteriormente descumprida pelo suspeito.

Família cobra justiça após tentativa de feminicídio

Diante da gravidade do caso, a família pede que o suspeito permaneça preso e responda por todos os crimes. “A gente deseja que a justiça seja feita, que ele pague pelo que ele fez. Nada além, mas nada menos também”, afirmou Paula.

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Ela também destacou as consequências deixadas pela violência. “A vida dela está destruída. Ela agora não está com segurança, está desempregada, está sem a casa”, disse.

O caso continua sendo investigado pelas autoridades e gerou repercussão nas redes sociais, levantando discussões sobre a eficácia das medidas protetivas e a proteção de mulheres vítimas de violência.

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