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Técnicos de enfermagem anunciam paralisação no HGF após mudança de cooperativa no Ceará

Profissionais da rede pública estadual protestam contra alterações contratuais promovidas pela Sesa e denunciam risco de desvalorização da categoria

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Técnicos de enfermagem anunciam paralisação no HGF após mudança de cooperativa no Ceará
Foto: GCMais

Técnicos de enfermagem que atuam na rede pública estadual do Ceará anunciaram uma paralisação das atividades e uma manifestação em frente ao Hospital Geral de Fortaleza (HGF) nesta quarta-feira (13). O movimento é motivado por mudanças contratuais promovidas pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), que, segundo os profissionais, podem provocar redução salarial e precarização das condições de trabalho.

A mobilização está marcada para o meio-dia e deve reunir técnicos de enfermagem de diferentes unidades da rede estadual de saúde. A categoria afirma que a manifestação busca chamar atenção das autoridades para os impactos das mudanças envolvendo cooperativas responsáveis pela contratação dos trabalhadores.

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Os profissionais denunciam que a troca da atual cooperativa, a Coaph, pela Coopernordeste poderá resultar em diminuição significativa dos valores pagos pela hora trabalhada, tornando inviável financeiramente a permanência de muitos trabalhadores na rede pública estadual.

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Categoria denuncia desvalorização profissional na saúde pública

Segundo representantes do movimento, a paralisação ocorre em defesa da valorização dos técnicos de enfermagem e das condições mínimas de trabalho no sistema público de saúde.

Rafael Santos, enfermeiro e coordenador da enfermagem na Cooperativa de Atendimento Pré & Hospitalar (Coaph), afirmou que a categoria está mobilizada para evitar perdas salariais e garantir reconhecimento aos profissionais.

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“A Coaph está lutando pela categoria dos técnicos de enfermagem para que não sejam desvalorizados, diminuindo o valor da hora trabalhada”, declarou.
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O coordenador destacou ainda a importância dos profissionais para o funcionamento das unidades hospitalares da rede estadual.

“Queremos chamar atenção para essa categoria que é a força da enfermagem, que está ao lado dos pacientes nas 24 horas do dia”, afirmou.
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Rafael Santos também ressaltou a qualificação técnica dos trabalhadores que atuam nos hospitais públicos.

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“São profissionais capacitados, muitos especialistas em áreas como pediatria e neonatologia. Profissionais que merecem respeito”, disse.

Os trabalhadores alegam que a redução nos valores dos contratos compromete diretamente não apenas a renda da categoria, mas também a qualidade da assistência prestada à população.

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Paralisação de técnicos de enfermagem no HGF cobra diálogo com a Sesa

O movimento ganhou força após uma decisão liminar provisória da Justiça determinar o retorno do processo licitatório envolvendo as cooperativas responsáveis pela contratação dos profissionais.

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Atualmente, os técnicos de enfermagem são vinculados à Coaph. No entanto, segundo os trabalhadores, a Sesa pretende transferir o contrato para a Coopernordeste, que teria apresentado valores menores para execução dos serviços.

Representantes da categoria afirmam que os novos valores propostos são insuficientes para garantir remuneração considerada adequada aos profissionais da enfermagem.

“Com os valores que estão sendo apresentados, o técnico de enfermagem praticamente vai pagar para trabalhar. É uma desvalorização absurda de profissionais que sustentam diariamente o funcionamento da saúde pública”, afirmou um representante do movimento.
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Os profissionais também alertam que a redução salarial pode provocar evasão de trabalhadores da rede estadual, aumentando a sobrecarga nas unidades hospitalares e impactando diretamente o atendimento à população.

Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão a manutenção da atual cooperativa até decisão judicial definitiva, garantia de remuneração considerada digna, abertura imediata de negociação com representantes dos trabalhadores e preservação das condições mínimas de trabalho.

Profissionais afirmam que mobilização deve continuar

Os organizadores da manifestação afirmam que a paralisação não tem como objetivo prejudicar pacientes ou interromper atendimentos essenciais, mas alertar para os impactos que as mudanças contratuais podem gerar no sistema público de saúde.

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A expectativa é de que profissionais de diferentes hospitais da rede estadual participem do ato em frente ao HGF, uma das principais unidades públicas de saúde do Ceará e referência em atendimentos de alta complexidade.

Os técnicos de enfermagem afirmam que permanecerão mobilizados até que haja uma definição considerada justa para os trabalhadores envolvidos no processo.

Até o momento, a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará não divulgou posicionamento oficial sobre as reivindicações apresentadas pela categoria nem sobre as mudanças contratuais envolvendo as cooperativas.

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