PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

“Deus tá vendo”: Cid Gomes expõe marcas de tiros ao reagir à aliança entre Ciro e Capitão Wagner

Senador relembrou os disparos sofridos durante a crise policial de 2020 em Sobral e associou o episódio à aproximação política entre o irmão e o ex-deputado federal

Compartilhe
“Deus tá vendo”: Cid Gomes expõe marcas de tiros ao reagir à aliança entre Ciro e Capitão Wagner
Cid Gomes relembra atentado em Sobral após aproximação de Ciro com Capitão Wagner. Foto: Reprodução


O senador Cid Gomes voltou a associar publicamente o motim policial de 2020 à atual movimentação política no Ceará. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele mostrou marcas dos tiros que sofreu durante a crise em Sobral e reagiu à aproximação entre o irmão, Ciro Gomes, e o ex-deputado federal Capitão Wagner. Ao final da declaração, Cid resumiu a crítica em uma frase curta: “Deus tá vendo”.

Leia também: De Virgílio Távora a Elmano: quem foram os governadores do Ceará nos últimos 60 anos

A manifestação ocorreu após o senador ser questionado sobre a presença de Capitão Wagner no lançamento da pré-candidatura de Ciro ao Governo do Ceará. Wagner foi citado pelo interlocutor como uma das lideranças políticas ligadas ao movimento de policiais militares que entrou em confronto com o governo estadual em 2020.

O episódio ainda é considerado um dos momentos mais traumáticos da trajetória política de Cid Gomes. Na ocasião, o senador tentou atravessar um bloqueio montado por policiais amotinados em Sobral usando uma retroescavadeira e acabou atingido por disparos de arma de fogo.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Cid Gomes relembra tiros sofridos durante crise policial em Sobral

No vídeo publicado nas redes sociais, Cid detalhou os ferimentos sofridos durante o episódio e voltou a destacar a gravidade da situação enfrentada naquele momento.

“Pra quem não acredita, tem gente que não acredita, o outro foi bem aquecido, um a um centímetro da subclava, que é uma artéria que se fosse atingida eu daria dois passos e estaria morto”, afirmou.

O senador também relatou que outro disparo passou próximo ao coração.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

“E no coração eu não daria nem os dois passos, eu seria morto e a outra bala passou a dois centímetros aqui do coração”, declarou.

Cid ainda mencionou um terceiro tiro que teria passado raspando sua cabeça e deixado estilhaços. Durante a gravação, ele mostra as marcas deixadas pelos disparos no corpo.

A fala rapidamente ganhou repercussão política porque resgata um episódio que marcou profundamente a crise de segurança pública enfrentada pelo Ceará em 2020 e que ainda provoca desdobramentos políticos no estado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Aproximação entre Ciro Gomes e Capitão Wagner gera desgaste político

A reaproximação entre Ciro Gomes e Capitão Wagner passou a chamar atenção nos bastidores políticos nos últimos meses. O movimento ocorre em meio às articulações para as eleições estaduais e surpreendeu parte do grupo político historicamente ligado aos Ferreira Gomes.

Capitão Wagner construiu sua trajetória política com forte ligação às pautas da segurança pública e aos movimentos de policiais militares no Ceará. Durante a crise de 2020, o nome dele apareceu frequentemente no debate político sobre o motim.

Embora Wagner nunca tenha sido apontado oficialmente como responsável pelos disparos sofridos por Cid Gomes, a associação política ao movimento sempre gerou tensão dentro do grupo político dos irmãos Ferreira Gomes.

PUBLICIDADE

A nova aproximação entre Ciro e Wagner acabou reacendendo esse histórico. A fala de Cid evidencia que o episódio ainda provoca desconforto político e pessoal dentro da família e também entre aliados históricos do grupo.

Caso de Sobral marcou um dos episódios mais graves da política cearense

O episódio envolvendo Cid Gomes teve repercussão nacional em fevereiro de 2020. Naquele período, policiais militares encapuzados ocupavam batalhões e promoviam paralisações em diferentes regiões do Ceará em meio a reivindicações salariais.

Em Sobral, Cid tentou romper um bloqueio feito em frente a um batalhão da Polícia Militar utilizando uma retroescavadeira. Durante a ação, foi baleado e precisou ser hospitalizado.

PUBLICIDADE

As imagens circularam em todo o país e ampliaram a tensão política em torno da crise na segurança pública cearense. O cenário levou ao envio da Força Nacional para reforçar a segurança no estado durante o período de paralisação.

Desde então, o caso passou a simbolizar um dos capítulos mais delicados da relação entre política e segurança pública no Ceará.

Declaração de Cid repercute no cenário político do Ceará

A nova declaração do senador deve ampliar o debate político em torno das alianças para a disputa estadual. O comentário também reforça um possível distanciamento entre Cid e a estratégia política adotada por Ciro Gomes neste momento de reorganização das forças políticas no Ceará.

PUBLICIDADE

Além do impacto eleitoral, a fala reacende discussões sobre os efeitos da crise policial de 2020 e sobre as consequências políticas deixadas pelo episódio que terminou com um senador da República baleado em praça pública.


Leia também
De Virgílio Távora a Elmano: quem foram os governadores do Ceará nos últimos 60 anos
HISTÓRIA POLÍTICA
De Virgílio Távora a Elmano: quem foram os governadores do Ceará nos últimos 60 anos
03 de out. de 2026 - 06:00
Alcolumbre pauta PEC do fim da escala 6x1 para a terça pós-eleição, dia 6 de outubro
NO SENADO
Alcolumbre pauta PEC do fim da escala 6x1 para a terça pós-eleição, dia 6 de outubro
02 de out. de 2026 - 20:06
Eleições 2026: Enel reforça equipes e prepara geradores para atender locais de votação no Ceará
POLÍTICA
Eleições 2026: Enel reforça equipes e prepara geradores para atender locais de votação no Ceará
02 de out. de 2026 - 10:38