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Ceará reduz áreas de seca extrema após chuvas em 2026

Novo levantamento aponta redução das categorias mais severas de estiagem no Ceará após acumulados de chuva registrados entre fevereiro e abril

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Ceará reduz áreas de seca extrema após chuvas em 2026
Chuvas fazem Ceará sair da condição de seca extrema em abril. Foto: Reprodução


O Ceará apresentou melhora significativa nas condições de estiagem durante o mês de abril, segundo dados divulgados pelo Monitor de Secas. O novo levantamento mostra redução das áreas classificadas nas categorias mais severas do fenômeno e aponta que a seca extrema deixou de existir no território cearense.

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A mudança no cenário climático ocorre após os acumulados de chuva registrados entre fevereiro e abril em diferentes regiões do estado. Os dados indicam retração importante da seca grave e avanço das áreas classificadas com seca fraca, considerada menos intensa.

Segundo o mapa mais recente do Monitor de Secas, a área com seca extrema, que em março representava 13,79% do território estadual, desapareceu completamente em abril. Já a seca grave apresentou forte redução. Em março, a categoria atingia 24,26% do Ceará. Agora, o índice caiu para 5,14%.

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O levantamento também mostra redução da área com seca moderada, que passou de 46,82% para 38,51% do território estadual. Enquanto isso, houve aumento da área classificada com seca fraca, que saltou de 15,13% para 56,35% do território cearense.

Chuvas ajudaram a reduzir áreas de seca extrema no Ceará

Segundo o diretor técnico da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, Francisco Vasconcelos Junior, a melhora nas condições de seca está diretamente ligada às chuvas registradas nos últimos meses.

De acordo com ele, regiões do centro do estado e da Jaguaribana tiveram destaque nos acumulados pluviométricos, contribuindo para a redução das categorias mais severas de estiagem.

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“O último mapa do Monitor de Secas indica melhora das condições de seca no estado do Ceará em relação ao mês anterior. Essa atenuação da intensidade da seca está associada aos acumulados de chuva registrados em algumas regiões do estado”, afirmou.

O técnico destacou ainda que o desaparecimento da seca extrema representa o principal avanço observado no novo levantamento. Além disso, áreas hidrográficas do Alto Jaguaribe, Cariri cearense e Litoral Norte também contribuíram para a melhora relativa identificada pelo monitor.

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Expansão da seca fraca indica mudança no cenário climático

Apesar da melhora geral, o levantamento mostra que a seca ainda segue presente em todo o território cearense, embora com intensidade menor em grande parte do estado. Segundo Francisco Vasconcelos Junior, o aumento das áreas classificadas com seca fraca indica uma reconfiguração do cenário climático observado nos últimos meses.

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Na prática, isso significa que houve retração das categorias mais severas e predominância de condições menos intensas de estiagem. Esse comportamento reduz impactos mais graves sobre abastecimento hídrico, agricultura e atividades econômicas dependentes das chuvas.

Mesmo assim, especialistas alertam que o monitoramento contínuo segue necessário devido à irregularidade climática característica do semiárido nordestino.

Entenda como funciona o Monitor de Secas

O Monitor de Secas é um sistema de acompanhamento periódico das condições de estiagem no Brasil. Os resultados são divulgados mensalmente por meio de mapas que indicam a intensidade e a evolução do fenômeno em cada estado.

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A análise considera indicadores de curto e longo prazo utilizando dados meteorológicos, hidrológicos e agrícolas. O objetivo é identificar tanto a intensificação quanto a redução da seca ao longo do tempo.

O processo é coordenado nacionalmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e reúne informações compartilhadas por órgãos federais e estaduais, além de redes de observadores locais.

Diferentemente de modelos que avaliam apenas índices de chuva, o Monitor de Secas leva em consideração impactos reais sobre reservatórios, solo, agricultura e abastecimento hídrico no país.

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