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TRÂNSITO

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para tirar primeira CNH no Ceará

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para quem vai tirar a primeira CNH nas categorias A e B no Ceará; entenda o que muda.

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Exame toxicológico passa a ser obrigatório para tirar primeira CNH no Ceará
Até então, o exame toxicológico era exigido principalmente de motoristas profissionais e condutores das categorias C, D e E. (Foto: Reprodução)

Quem pretende tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para conduzir motocicletas ou automóveis no Ceará agora precisa cumprir uma nova etapa obrigatória: apresentar exame toxicológico negativo antes da emissão da Permissão para Dirigir (PPD). A exigência vale para candidatos das categorias A e B e já vinha sendo aplicada no estado desde o fim de 2025.

A mudança ganhou alcance nacional após orientação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para que os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) passassem a incluir o teste no processo da primeira habilitação.

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A nova regra reacendeu discussões sobre segurança no trânsito, fiscalização e impacto financeiro para quem deseja conquistar a CNH. O exame custa, em média, R$ 150 e passa a integrar as despesas obrigatórias do processo de habilitação.

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Exame toxicológico passa a ser obrigatório para primeira CNH

Até então, o exame toxicológico era exigido principalmente de motoristas profissionais e condutores das categorias C, D e E.

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Agora, candidatos que desejam obter a primeira habilitação para moto ou carro também precisarão apresentar resultado negativo em teste realizado por laboratórios credenciados.

Segundo especialistas do setor, a medida busca impedir que pessoas sob efeito de substâncias ilícitas tenham acesso à habilitação logo no início da vida como condutor.

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A engenheira Ana Maciel afirmou considerar a mudança positiva mesmo com o aumento de custos.

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“Pra mim vai ser super importante. Eu tenho três filhos, então às vezes eu preciso me locomover de um lugar a outro, então isso vai ser super necessário”, afirmou.

Questionada sobre possível preocupação com burocracia ou despesas adicionais, ela minimizou o impacto.

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“Não, não. Não me preocupei com nada”, declarou.

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Para Ana, a exigência pode contribuir para a redução de riscos nas vias.

“Com certeza pode sim. Achei super válido, inclusive”, disse.

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Ceará já aplicava nova regra antes da orientação nacional

No Ceará, a obrigatoriedade começou a ser implementada entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano, antes mesmo da orientação nacional da Senatran.

O vice-presidente do Sindicato das Autoescolas, Alisson Maia, explicou que a medida ampliou a exigência em todo o país.

“Antes não era obrigatório o teste toxicológico para primeira habilitação, apenas para categorias profissionais ou atividade remunerada”, afirmou.

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Segundo ele, o Ceará já vinha adaptando o sistema estadual.

“Desde dezembro, comecinho de janeiro, aqui no estado do Ceará, já se tornou obrigatória a realização do teste toxicológico na primeira habilitação”, explicou.

Alisson Maia destacou ainda que a Senatran orientou os Detrans a consolidarem o procedimento em âmbito nacional.

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Quanto custa o exame toxicológico para tirar habilitação

A nova etapa acrescenta mais uma despesa ao processo de obtenção da CNH, que já inclui:

  1. taxas do Detran;
  2. exames médicos;
  3. avaliação psicológica;
  4. aulas teóricas;
  5. aulas práticas;
  6. provas teórica e prática.

O exame toxicológico custa, em média, R$ 150, segundo representantes do setor.

Parte dos candidatos avalia que a exigência pode reforçar a segurança no trânsito. Outros demonstram preocupação com o aumento do custo total da habilitação, especialmente para jovens e pessoas de baixa renda.

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Também existem dúvidas sobre quais medidas serão adotadas em casos de resultado positivo para substâncias ilícitas.

Especialistas avaliam impactos da nova exigência

De acordo com Alisson Maia, o exame deve ser feito antes da emissão da Permissão para Dirigir e somente em laboratórios autorizados.

Ele avalia que a medida pode trazer impactos positivos para a prevenção de acidentes.

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“O que muda, o que a gente enxerga são duas vertentes. Pode causar uma segurança viária maior”, afirmou.

Segundo o representante das autoescolas, o objetivo é reduzir riscos provocados pela condução sob efeito de drogas.

“Se você faz o teste toxicológico e retira a CNH dessa pessoa que supostamente iria conduzir o veículo com substância ilícita, você reduz o risco de um sinistro de trânsito ou de uma morte de trânsito”, declarou.

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Apesar disso, ele pondera que ainda há discussões sobre o encaminhamento dado aos candidatos reprovados no exame.

“Há uma outra vertente, que é o que vai fazer com esse cidadão que for positivado no exame”, destacou.

O que muda para quem vai tirar carteira de moto e carro

Com a nova regra, candidatos às categorias A e B precisam incluir o exame toxicológico no cronograma da habilitação antes da emissão da permissão para dirigir.

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O procedimento deve ser realizado em laboratórios credenciados, e o resultado negativo passa a integrar a documentação obrigatória da primeira CNH.

A Senatran afirma que a medida busca padronizar o processo em todo o país e fortalecer políticas preventivas de segurança viária.

Os Detrans ainda passam por adaptações nos sistemas e procedimentos internos para adequar completamente o novo modelo de exigência nacional.

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Especialistas em trânsito apontam que a mudança amplia o controle preventivo, mas também deve aprofundar o debate sobre acessibilidade ao processo de habilitação e políticas públicas voltadas à conscientização de novos condutores.


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