A Polícia Civil do Ceará prendeu um homem de 33 anos suspeito de cometer uma série de roubos de joias em Fortaleza, principalmente alianças de ouro. Segundo as investigações, o homem pode ter feito mais de 100 vítimas na capital cearense, tendo mulheres como principal alvo das abordagens criminosas. A prisão ocorreu na última sexta-feira (22), mas os detalhes da investigação foram divulgados nesta segunda-feira (25) à equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza.
O investigado foi capturado durante uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), unidade vinculada ao Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri). Conforme a Polícia Civil, ele já possuía antecedentes por roubo e era investigado por crimes registrados em bairros como Passaré, Benfica e Monte Castelo.
Polícia Civil investigava série de roubos há seis meses
Segundo o diretor do Depatri, delegado George Monteiro, a investigação começou após a polícia identificar semelhanças entre diversos registros de roubos de joias na capital.
“Dentro do trabalho do DEPATRI, por intermédio da delegacia de roubos e furtos, nós estávamos realizando levantamentos para entender a dinâmica da criminalidade no que se refere à subtração de joias, relógios, alianças”, afirmou o delegado à TV Cidade Fortaleza.
De acordo com ele, o modo de agir do criminoso chamou a atenção dos investigadores. A polícia percebeu que os crimes aconteciam em horários parecidos e com características semelhantes, incluindo o uso da mesma motocicleta e roupas parecidas.
“Mesmo modus operandi, dentro do mesmo horário aproximado, utilizando-se sempre da mesma motocicleta ou com sinais característicos semelhantes, inclusive de vestes. A gente identificou a partir daí que poderia se tratar de apenas um indivíduo”, explicou George Monteiro.
A Polícia Civil informou que o homem continuou atuando durante cerca de seis meses em diferentes regiões de Fortaleza, enquanto equipes realizavam cruzamento de informações obtidas por meio de boletins de ocorrência, registros da Ciops e imagens de câmeras de segurança.
Mulheres eram os principais alvos dos assaltos
Segundo as investigações, o suspeito costumava abordar mulheres que estavam sozinhas em vias públicas, muitas vezes usando celular próximo a residências, condomínios ou estabelecimentos comerciais.
“Ele geralmente simulava portar arma de fogo e, com aquele poder coercitivo dele, ele obrigava as vítimas a entregar as alianças”, relatou o delegado.
Ainda conforme a Polícia Civil, o homem circulava pela cidade em uma motocicleta e escolhia as vítimas antes de realizar as abordagens. Apesar de também roubar outros objetos em algumas situações, as alianças de ouro eram o principal foco das ações criminosas.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram diferentes ataques praticados pelo suspeito em bairros da capital.
Suspeito foi localizado com apoio de drone
A captura aconteceu em uma área próxima ao bairro Canidezinho. Para evitar fuga, equipes da Polícia Civil montaram uma operação com apoio de drone e cercaram o local onde o suspeito estava escondido.
“Deslocamos quatro equipes policiais com auxílio de drone para poder realizar uma abordagem cirúrgica sem dar possibilidade de evasão”, afirmou George Monteiro.
Segundo o delegado, o investigado tentou fugir ao perceber a chegada dos policiais, mas acabou cercado.
“Quando percebeu que estava todo o perímetro cercado por policiais, ele se rendeu e foi conduzido sem nenhum tipo de resistência”, disse.
Durante a operação, os policiais apreenderam uma motocicleta, roupas, capacete e alianças que podem ser produtos dos crimes investigados.
A polícia também informou que a motocicleta utilizada nas ações criminosas estava registrada em nome de terceiros e possuía a placa parcialmente encoberta de forma proposital para dificultar a identificação.
“Ele declinou quando da prisão, que inclusive aquilo ali era proposital, era para dificultar realmente a identificação do veículo”, explicou o delegado.
Polícia apura participação de receptadores
Além dos roubos, a Polícia Civil agora investiga possíveis receptadores envolvidos no esquema criminoso. Segundo George Monteiro, crimes patrimoniais desse tipo normalmente envolvem pessoas responsáveis pela revenda ou transformação das joias roubadas.
“Nesse tipo de crime, via de regra, pela experiência, se faz necessário um intermediador, que geralmente até derrete os bens subtraídos e confecciona novos, evitando a rastreabilidade do bem”, afirmou.
A Polícia Civil informou que pelo menos 30 casos já estão formalmente em investigação, mas acredita que o número de vítimas seja superior.
Vítimas podem procurar a Delegacia de Roubos e Furtos
A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sido vítimas do suspeito procurem a Delegacia de Roubos e Furtos para verificar possíveis reconhecimentos de objetos apreendidos durante a operação.
A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.




