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Inadimplência no Ceará recua em abril, mas valor médio das dívidas cresce

De acordo com o levantamento, a taxa de consumidores negativados caiu de 12,2% em março para 10% em abril deste ano.

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Inadimplência no Ceará recua em abril, mas valor médio das dívidas cresce
Em abril de 2025, o percentual de negativados no Ceará era de 2,5%. (Foto: Reprodução)


A inadimplência no Ceará apresentou redução em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo SPC Brasil e reunidos na edição de maio do Radar do Varejo Cearense, elaborado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE). Apesar da queda mensal no número de consumidores negativados, os indicadores ainda permanecem elevados e seguem entre os principais pontos de atenção para o comércio e para a economia cearense.

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De acordo com o levantamento, a taxa de consumidores negativados caiu de 12,2% em março para 10% em abril deste ano. O índice também ficou abaixo do registrado em fevereiro, quando a inadimplência atingia 11,5%.

Na comparação anual, porém, o cenário ainda aponta avanço do endividamento. Em abril de 2025, o percentual de negativados no Ceará era de 2,5%. Um ano depois, o índice chegou a 10%.

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Número de negativados cai no Ceará em abril

Os dados do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas mostram uma leve melhora no curto prazo, mas ainda refletem dificuldades financeiras enfrentadas por parte significativa dos consumidores cearenses.

O detalhamento do levantamento aponta que a maior parcela dos inadimplentes possui dívidas de menor valor acumulado.

Segundo o relatório:

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  1. 31,5% dos consumidores negativados possuem débitos de até R$ 500
  2. 17,4% acumulam dívidas superiores a R$ 7,5 mil

Outro dado que chama atenção é o valor médio devido pelos consumidores negativados no estado.

Em abril de 2026, a média chegou a R$ 4.686 por pessoa, considerando o total de atrasos registrados. O número representa aumento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

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O avanço da inadimplência impacta diretamente o consumo, especialmente em setores que dependem de compras parceladas e acesso ao crédito.

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Quando o consumidor enfrenta restrições financeiras, o comércio tende a sentir reflexos como redução nas vendas e maior cautela na concessão de crédito.

Valor médio das dívidas cresce no estado

Além do aumento no valor médio devido, o Ceará também registrou crescimento expressivo no número de dívidas em atraso.

Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, o avanço foi de 17,9%, segundo o Radar do Varejo Cearense.

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O levantamento também detalha os segmentos responsáveis pela maior parte das dívidas negativadas no estado.

O setor bancário lidera, concentrando:

  1. 59,3% dos débitos em atraso

Na sequência aparecem:

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  1. água e energia: 17,8%
  2. comércio: 6,7%

Outro indicador relevante envolve a reincidência entre consumidores negativados.

Segundo o estudo, 92% dos inadimplentes registrados em abril já haviam enfrentado situação semelhante anteriormente ou voltaram a ter restrições financeiras dentro do período de 12 meses analisado.

O dado reforça um cenário de dificuldade persistente para parte da população, mesmo diante da desaceleração da inflação observada nos últimos meses em nível nacional.

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PIB do Ceará segue acima da média nacional

Apesar do avanço da inadimplência, a economia do Ceará continua apresentando desempenho acima da média brasileira.

Estimativas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) cearense cresceu 2,9% em 2025.

O resultado supera a projeção nacional, estimada em 2,3%.

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Os dados do IPECE funcionam como uma prévia do indicador oficial, que ainda será divulgado pelo IBGE.

Mesmo acima da média do país, o crescimento desacelerou em relação a 2024, quando a economia cearense havia avançado 6,5%.

Segundo o levantamento, o setor de serviços foi o principal responsável pelo desempenho econômico do estado, com crescimento de 3,1%.

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Na sequência aparecem agropecuária e indústria.

As projeções para 2026 indicam manutenção do ritmo de crescimento no Ceará, com expectativa de alta de 2,9% no PIB estadual.

Já para o Brasil, o Boletim Focus projeta crescimento de 1,8%.

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Comércio acompanha cenário de atenção

Ao comentar os dados do levantamento, o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará, Freitas Cordeiro, destacou que o Ceará mantém atividade econômica aquecida, geração de empregos e desempenho acima da média nacional, mas alertou para os desafios relacionados à inflação e à inadimplência.

O cenário observado pelo Radar do Varejo Cearense indica que, embora haja crescimento econômico e expansão de setores importantes da economia local, o endividamento das famílias continua sendo um fator de atenção para o comércio, o setor financeiro e formuladores de políticas públicas.

A combinação entre renda comprometida, juros elevados e aumento do custo de vida ainda afeta parte significativa dos consumidores, especialmente aqueles mais dependentes de crédito para manter despesas e consumo.

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