PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
CIÊNCIA

Substância encontrada no Ceará mostra potencial contra câncer de próstata e ovário

Pesquisa da UFC identifica substância produzida por bactéria marinha do litoral cearense com ação promissora contra células tumorais

Compartilhe
Substância encontrada no Ceará mostra potencial contra câncer de próstata e ovário
Pesquisadores estudam substância produzida por bactéria marinha / Foto: Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de São Paulo (USP) identificaram uma substância produzida por bactérias associadas a organismos marinhos do litoral cearense que apresentou resultados promissores no combate a células de câncer de próstata e ovário.

O estudo analisa moléculas produzidas por microrganismos marinhos com potencial para uso em futuros tratamentos contra o câncer. Segundo os pesquisadores, os compostos demonstraram capacidade de inibir o crescimento de células tumorais em testes laboratoriais.

Leia também: Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos

O que é a substância estudada

PUBLICIDADE

A substância analisada pelos pesquisadores é a piericidina A1, um produto natural produzido por bactérias do gênero Streptomyces.

PUBLICIDADE

No estudo, essas bactérias foram encontradas sobre zoantídeos do gênero Palythoa, organismos marinhos parentes próximos de corais e anêmonas presentes no litoral cearense.

A piericidina A1 é estudada desde a década de 1970 e já era conhecida por apresentar atividades biológicas com potencial antibiótico e anticâncer.

PUBLICIDADE

Como os pesquisadores chegaram ao resultado

PUBLICIDADE

Na pesquisa publicada, os cientistas avaliaram a ação citotóxica da substância — ou seja, sua capacidade de provocar a morte celular — em diferentes tipos de câncer.

Os resultados apontaram que a piericidina A1 conseguiu causar a morte de células relacionadas a:

PUBLICIDADE
  1. câncer de próstata;
  2. câncer de ovário;
  3. câncer de intestino;
  4. tumores cerebrais.
PUBLICIDADE

Segundo os pesquisadores, um dos fatores que mais chamou atenção foi a potência da substância.

Os efeitos positivos foram observados mesmo quando a piericidina A1 foi aplicada em concentrações extremamente baixas. De acordo com os cientistas, isso indica um potencial biológico considerado altamente potente.

“Acreditar que aquelas concentrações eram verdadeiras, para mim, foi o maior desafio”, afirmou a pesquisadora de pós-doutorado Katharine Florêncio, do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da UFC. Ela participou do desenvolvimento da pesquisa ainda durante o mestrado.

PUBLICIDADE

Cientistas chegaram a desconfiar dos resultados

A pesquisadora Bianca Sahm, atualmente pós-doutoranda no Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, explicou que a equipe chegou a suspeitar que os resultados poderiam estar incorretos.

Segundo ela, os cientistas cogitaram que a piericidina A1 pudesse estar interferindo no método de análise utilizado inicialmente.

PUBLICIDADE

Movidas pela desconfiança, mas também pelo otimismo com os resultados observados, as pesquisadoras decidiram aplicar uma segunda metodologia de análise. O novo método confirmou os resultados positivos obtidos anteriormente.

Estudo busca novos tratamentos contra o câncer

Segundo os cientistas, pesquisas com compostos naturais marinhos vêm ganhando espaço devido à capacidade de algumas moléculas apresentarem forte ação biológica.

PUBLICIDADE

A expectativa é que, futuramente, esses compostos possam contribuir para tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais.

Os pesquisadores também afirmam que o uso de bactérias e fungos marinhos pode reduzir impactos ambientais, já que permite produzir substâncias em laboratório sem exploração excessiva dos organismos encontrados na natureza.

Pesquisa reúne cientistas da UFC e da USP

PUBLICIDADE

A pesquisa foi desenvolvida por cientistas ligados ao Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC em parceria com pesquisadores da USP.

Os estudos utilizam bactérias e fungos associados a organismos marinhos encontrados nas praias da Taíba e Paracuru, no litoral do Ceará, incluindo espécies ligadas a corais e sedimentos marinhos.

Segundo os pesquisadores, o objetivo é identificar biomoléculas com potencial farmacológico a partir da biodiversidade marinha brasileira.

PUBLICIDADE

Pesquisa ainda está em fase inicial

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que os estudos ainda estão em fase laboratorial e não representam a criação imediata de um medicamento.

As próximas etapas incluem aprofundamento das análises biológicas, avaliação de segurança e realização de novos testes para verificar a eficácia dos compostos.

PUBLICIDADE

com informações da Agência UFC

Leia também
Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos
OUTUBRO ROSA
Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos
02 de out. de 2026 - 16:52
Fortaleza deve ter 1,2 mil novos casos de câncer de mama em 2026
SAÚDE
Fortaleza deve ter 1,2 mil novos casos de câncer de mama em 2026
02 de out. de 2026 - 09:50
Doação de sangue tem novas regras no Brasil; veja idade, prazos e teste para malária
SAÚDE
Doação de sangue tem novas regras no Brasil; veja idade, prazos e teste para malária
02 de out. de 2026 - 08:13