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JUSTIÇA

Médico acusado de matar paciente após “harmonização de bumbum” é preso no Ceará

Marcelo Alves Vasconcelos responde por homicídio qualificado pela morte de uma comerciante que faleceu horas após um procedimento estético realizado no Recife

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Médico acusado de matar paciente após “harmonização de bumbum” é preso no Ceará após dois meses foragido
Acusado de homicídio após procedimento estético no Recife é localizado no Ceará. Foto: Reprodução

O médico Marcelo Alves Vasconcelos, acusado de provocar a morte de uma paciente após um procedimento conhecido como “harmonização de bumbum”, foi preso em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, após permanecer mais de dois meses foragido da Justiça. A captura ocorreu no último sábado (6), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Pernambuco.

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Marcelo é réu por homicídio qualificado pela morte da comerciante Adriana Barros Lima Laurentino, de 46 anos. Segundo a acusação, o crime teria sido praticado por motivo de ganância, circunstância que pode agravar a pena em caso de condenação.

A prisão preventiva havia sido decretada em 27 de março pela 3ª Vara do Tribunal do Júri do Recife. Após ser localizado pela Polícia Militar do Ceará (PMCE), o médico foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Aquiraz e passou por audiência de custódia no domingo (7), quando a prisão foi homologada pela Justiça cearense.

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Médico preso no Ceará é acusado de morte após procedimento estético

O caso investigado ocorreu em janeiro de 2025, no Recife. Adriana Barros morreu poucas horas depois de se submeter a um procedimento estético realizado em uma clínica da capital pernambucana.

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Segundo as investigações, a intervenção envolveu a aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA), substância cujo uso para fins estéticos e reparadores foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

De acordo com o inquérito policial, a paciente começou a sentir fortes dores após deixar a clínica. Horas depois, foi encontrada sem vida no banheiro de casa.

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A investigação concluiu que a causa da morte foi embolia pulmonar.

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Ao decretar a prisão preventiva, a juíza Danielle Christine Silva Melo Burichel afirmou que a medida era necessária para preservar a ordem pública e evitar a repetição de situações semelhantes enquanto o médico responde ao processo.

A magistrada também marcou para 22 de setembro de 2026 a audiência de instrução do caso.

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Investigação aponta uso de PMMA e irregularidades no atendimento

O inquérito conduzido pela Polícia Civil de Pernambuco reuniu elementos que embasaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Segundo a apuração, Adriana apresentava uma infecção urinária prévia que teria evoluído para um quadro de choque séptico. Os investigadores sustentam que exames básicos de sangue e urina poderiam ter identificado o problema antes da realização do procedimento.

A polícia também aponta que Marcelo Alves não possuía inscrição ativa no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) na época dos fatos, o que configuraria exercício irregular da atividade médica no estado.

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De acordo com as investigações, o médico teria atendido a comerciante apenas no dia da intervenção e recebido R$ 21 mil pelo procedimento.

O inquérito afirma ainda que ele tinha conhecimento dos riscos relacionados ao produto utilizado e assumiu o risco de um possível resultado fatal, priorizando o lucro em detrimento da segurança da paciente.

Outro ponto citado pelos investigadores é um histórico de investigações anteriores que apontariam a participação do médico em um esquema de fraude para ingresso em cursos de Medicina nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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Defesa diz que médico sempre esteve à disposição da Justiça

Em nota, a defesa de Marcelo Alves Vasconcelos afirmou que o médico sempre esteve à disposição da Justiça por meio de seus representantes legais.

O advogado Niefson Bruno Oliveira Santos informou que continuará adotando as medidas cabíveis no processo e destacou que seu cliente pretende responder às acusações com responsabilidade e confiança na análise judicial dos fatos.

Sobre a morte de Adriana Barros, a defesa afirmou que não comentará detalhes do caso por ele tramitar sob segredo de Justiça. Segundo a nota, as questões médicas e técnicas serão discutidas exclusivamente nos autos do processo.

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O advogado acrescentou que Marcelo lamenta a morte da paciente, manifesta solidariedade aos familiares e acredita que a Justiça esclarecerá todas as circunstâncias relacionadas ao caso. Com a homologação da prisão, Marcelo Alves Vasconcelos permanecerá à disposição da Justiça enquanto aguarda os próximos desdobramentos do processo criminal.

A fase seguinte será a audiência de instrução marcada para setembro, quando deverão ser ouvidas testemunhas e apresentadas novas provas pelas partes. Ao final da instrução, a Justiça decidirá sobre o prosseguimento da ação penal e os próximos passos do julgamento do caso que resultou na morte da comerciante Adriana Barros Lima Laurentino.

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