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OPERAÇÃO ROTA FANTASMA

PF e CGU investigam esquema de R$ 29 milhões em licitações de prefeituras do Ceará

Operação Rota Fantasma cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em seis cidades cearenses. Investigação aponta que empresas suspeitas movimentaram cerca de R$ 29 milhões em contratos públicos entre 2017 e 2023.

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PF e CGU investigam esquema de R$ 29 milhões em licitações de prefeituras do Ceará
Os mandados foram cumpridos em endereços localizados em Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema. (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira (9) a Operação Rota Fantasma para aprofundar investigações sobre suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos federais em municípios do interior do Ceará. Segundo a investigação, empresas sob suspeita movimentaram cerca de R$ 29 milhões em contratos públicos entre 2017 e 2023. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão autorizados pela 18ª Vara da Justiça Federal.

As apurações envolvem contratos de locação de veículos e execução de obras destinados a diversas secretarias municipais de Jaguaretama, Acopiara, Abaiara, Iracema e Jaguaribe. Os mandados foram cumpridos em endereços localizados em Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema.

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De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações, além de identificar a participação individual dos suspeitos e rastrear a destinação dos recursos públicos federais repassados aos municípios investigados.

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Operação Rota Fantasma investiga fraudes em licitações no Ceará

Segundo a PF, a investigação teve início em 2025 após uma comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As informações apontavam movimentações financeiras incompatíveis com a estrutura operacional e a capacidade econômica de determinadas empresas participantes de processos licitatórios.

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Conforme os investigadores, essas empresas teriam recebido recursos provenientes de contratos firmados com entes públicos, apesar de apresentarem indícios de não possuir capacidade logística e operacional compatível com os serviços contratados.

A suspeita é de que parte dos valores recebidos tenha sido destinada a possíveis servidores públicos envolvidos nos processos licitatórios, hipótese que será analisada a partir do material apreendido durante a operação.

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PF cumpre mandados em seis municípios cearenses

Os mandados de busca e apreensão foram executados nas cidades de Jaguaribe, Jaguaretama, Brejo Santo, Acopiara, Abaiara e Iracema. Segundo a Polícia Federal, as diligências têm como finalidade fortalecer o conjunto de provas reunidas até o momento. Os investigadores pretendem identificar o fluxo dos recursos públicos, eventuais conexões entre empresas e agentes públicos e a possível existência de um esquema estruturado para fraudar licitações. Até o momento, a corporação não divulgou a identidade dos investigados nem informou sobre afastamentos de servidores públicos relacionados à operação.

Empresas investigadas movimentaram R$ 29 milhões

As investigações indicam que as empresas suspeitas participaram de processos licitatórios realizados entre 2017 e 2023, período em que movimentaram aproximadamente R$ 29 milhões em recursos provenientes de contratos com a administração pública.

A análise do material apreendido deverá auxiliar na identificação da destinação desses valores e na verificação de possíveis desvios ou apropriações indevidas de recursos federais. A atuação conjunta entre PF e CGU busca ampliar os mecanismos de controle sobre a aplicação do dinheiro público e responsabilizar eventuais envolvidos caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo da investigação.

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Quais crimes estão sendo apurados pela Polícia Federal

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, previstos nos artigos 333 e 317 do Código Penal. Também são apurados possíveis crimes de fraude em licitações, previstos nos artigos 337-E e 337-F do Código Penal, além de lavagem de capitais, conforme a Lei nº 9.613/1998.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que o conteúdo apreendido durante o cumprimento dos mandados será submetido à análise técnica para subsidiar os próximos desdobramentos do caso. Como a investigação está em andamento, eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito policial e do oferecimento de denúncia pelo Ministério Público Federal. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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