A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) prendeu mais oito suspeitos de envolvimento em crimes contra provedores de internet em Fortaleza e na Região Metropolitana. A ação integra a Operação Impacto – Fase VI e foi deflagrada nesta quarta-feira (10). Com as novas prisões, o total de capturados nas operações relacionadas ao caso chega a 98 desde o início das investigações.
A ofensiva é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP). Segundo a Polícia Civil, o objetivo é desarticular uma organização criminosa investigada por ataques, ameaças e outras ações ilícitas contra empresas do setor de telecomunicações no Ceará.
Os mandados foram cumpridos em bairros de Fortaleza, como Alto da Balança, Quintino Cunha e José Walter, além do município de Maracanaú. Ao todo, foram executados oito mandados de prisão e dez mandados de busca e apreensão domiciliar.
Entre os presos está uma mulher apontada pelas investigações como proprietária de um provedor de internet e suspeita de ligação com o grupo investigado. Um dos alvos já se encontrava no sistema prisional, enquanto os demais foram localizados em liberdade.
Operação contra crimes contra provedores de internet prende oito suspeitos
Segundo a Polícia Civil, esta nova fase representa mais um avanço nas apurações sobre a estrutura financeira e operacional do grupo criminoso.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam nove aparelhos celulares, veículos e outros materiais considerados relevantes para o andamento das investigações. Todo o material será periciado para identificação de possíveis conexões com outras ações criminosas.
Os suspeitos foram encaminhados à sede da Draco, em Fortaleza, onde permanecem à disposição da Justiça.
As ações fazem parte de uma estratégia contínua das forças de segurança para combater ataques, ameaças e tentativas de controle sobre o funcionamento de provedores de internet em áreas da capital e da Região Metropolitana.
Polícia bloqueia R$ 3,5 milhões de investigados
Além das prisões, a operação também resultou na representação pelo bloqueio judicial de aproximadamente R$ 3,5 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. A medida tem como objetivo impedir a movimentação de valores supostamente relacionados às atividades criminosas e aprofundar a análise financeira do grupo.
De acordo com a Polícia Civil, o rastreamento de transações bancárias tem sido uma das principais ferramentas utilizadas para identificar possíveis fontes de financiamento e conexões entre os investigados. As equipes também seguem analisando documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante a operação.
Investigações apontam tentativa de controle do setor de internet
As investigações apontam que a Operação Impacto é um desdobramento da Operação Strike. Segundo a Polícia Civil, há indícios de atuação de uma organização criminosa com origem no Rio de Janeiro, que buscaria influenciar ou controlar a prestação de serviços de internet em determinadas regiões de Fortaleza.
A estratégia, conforme os investigadores, envolveria ameaças, intimidações e outros crimes com o objetivo de dificultar a atuação de empresas concorrentes e impor domínio sobre o serviço em áreas específicas. As forças de segurança afirmam que vêm intensificando ações para garantir a livre concorrência no setor e proteger empresários, trabalhadores e moradores afetados pelas ocorrências.
Com as novas prisões, o número de capturados nas operações relacionadas ao caso chega a 98. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181 ou pelos canais oficiais da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).




