A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já foi emitida para mais de 2,7 milhões de pessoas no Ceará. O número representa 29,62% da população do estado e mostra o avanço da substituição gradual do antigo Registro Geral (RG) pelo novo documento, que utiliza o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como identificação única em todo o país.
A mudança busca tornar os cadastros públicos mais seguros e reduzir a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados distintos. Além disso, a CIN amplia a integração entre bases de dados governamentais e fortalece os mecanismos de combate a fraudes.
O avanço no Ceará acompanha o cenário nacional. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), mais de 55,8 milhões de brasileiros já emitiram a nova identidade. Em todo o país, a média é de cerca de 39,6 mil emissões por dia, o equivalente a mais de 1,1 milhão de documentos emitidos mensalmente.
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita. Para solicitar o documento, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento atualizada em um dos postos de atendimento habilitados.
Quase 30% da população do Ceará já possui a Carteira de Identidade Nacional
A Carteira de Identidade Nacional foi criada para unificar a identificação dos brasileiros e modernizar o sistema de registro civil do país.
Antes da implementação da CIN, era possível que uma mesma pessoa obtivesse números diferentes de RG em estados distintos. Com a adoção do CPF como identificador único, o Governo Federal pretende aumentar a confiabilidade dos registros e facilitar o compartilhamento seguro de informações entre órgãos públicos.
A iniciativa também faz parte da estratégia de digitalização dos serviços públicos, permitindo uma identificação mais eficiente em plataformas eletrônicas e reduzindo a burocracia em diversos atendimentos.
Além da versão física, a CIN possui uma versão digital disponível por meio do aplicativo GOV.BR. Após receber o documento impresso, o cidadão pode acessar a plataforma e baixar a identidade digital para uso em situações que exijam comprovação de identidade.
Nova identidade oferece mais segurança e integração digital
Entre as principais novidades da Carteira de Identidade Nacional está a incorporação de novos mecanismos de segurança.
Um dos recursos é o QR Code presente no documento, que permite a validação rápida da autenticidade da identidade por meio de sistemas oficiais. A tecnologia dificulta fraudes e aumenta a confiabilidade das informações apresentadas.
A CIN também está integrada aos sistemas biométricos utilizados pelo poder público. Essa conexão fortalece os processos de identificação e amplia a segurança no acesso a serviços governamentais.
Outro benefício é a integração com a plataforma GOV.BR. A nova identidade permite ao cidadão obter uma conta de nível Ouro, considerada o mais alto grau de segurança da plataforma.
O documento também pode ser utilizado para recuperar o acesso à conta GOV.BR em situações como perda ou troca de celular. Nesse caso, basta realizar o reconhecimento facial e fazer a leitura do QR Code da identidade.
Além disso, a versão digital possibilita reunir diversos documentos em um único ambiente. Entre eles estão o Título de Eleitor, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), documentos militares e registros vinculados a programas sociais.
Carteira de Identidade Nacional terá papel maior no acesso a benefícios públicos
A validade da Carteira de Identidade Nacional varia de acordo com a idade do titular.
Para crianças de até 12 anos incompletos, o documento deve ser renovado a cada cinco anos. Já para pessoas entre 12 e 60 anos incompletos, a validade é de dez anos. Para cidadãos com mais de 60 anos, a validade passa a ser indeterminada.
A CIN também segue padrões internacionais de identificação e conta com uma zona de leitura mecânica semelhante à utilizada em passaportes. Isso permite seu uso em viagens para países que mantêm acordos específicos com o Brasil, como integrantes do Mercosul.
Nos próximos anos, o documento ganhará importância ainda maior para o acesso a serviços públicos. Um cronograma definido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) prevê que pessoas sem biometria cadastrada em bases oficiais precisarão da CIN para solicitar ou renovar benefícios sociais a partir de janeiro de 2027.
Para quem já possui biometria registrada em sistemas oficiais, como os da Justiça Eleitoral, do passaporte ou da Carteira Nacional de Habilitação, a exigência começará em janeiro de 2028.
Com mais de 2,7 milhões de emissões no Ceará e mais de 55 milhões em todo o Brasil, a Carteira de Identidade Nacional se consolida como um dos principais instrumentos de identificação do cidadão e deve assumir papel cada vez mais relevante na integração dos serviços públicos digitais.




