O caso do menino Axel Guilherme Costa Lima vai a júri popular em Fortaleza após acusação de espancamento e morte registrada no bairro Vicente Pinzón, na capital cearense. Os acusados, Isaac de Sousa Alves Silva e Vanderlei Acosta Damasceno, respondem por homicídio qualificado em um processo que avançou após decisão da Justiça.
O crime ocorreu em 3 de maio de 2025 e ganhou repercussão após a confirmação da morte da criança, de apenas um ano e seis meses, em uma unidade hospitalar. Segundo a investigação, o menino apresentava múltiplos sinais de agressão quando deu entrada no atendimento médico.
A decisão judicial que levou o caso ao Tribunal do Júri considerou elementos reunidos ao longo do processo, incluindo depoimentos e provas técnicas. A acusação sustenta que a vítima teria sido espancada dentro do ambiente familiar.
Júri popular em Fortaleza julgará acusados pela morte de criança no Vicente Pinzón
De acordo com informações do processo, a criança chegou ao hospital em estado grave na madrugada do crime. A mãe teria levado o menino acompanhada do padrasto, enquanto vizinhos auxiliaram no socorro. O pai da criança relatou o impacto da notícia ao ser informado sobre a morte.
“Foi de madrugada, bateram na minha porta e chegaram com a notícia de que tinha acontecido a fatalidade com meu filho, que ele tinha sido agredido pelo padrasto”, afirmou. Ele também descreveu o período de incerteza após a internação. “A gente ainda achava que ele ia voltar pra casa, mas depois que a ficha caiu, vimos que não tinha mais condição”, disse.
Defesa tenta mudar acusação e evitar julgamento por homicídio qualificado
A defesa dos acusados apresentou recurso para tentar reverter a decisão de pronúncia e desclassificar o crime para lesão corporal seguida de morte. O objetivo é retirar o caso da alçada do Tribunal do Júri. Segundo especialistas em Direito, a decisão de pronúncia significa que há indícios suficientes para levar o caso a julgamento popular, mas ainda pode ser contestada.
“A pronúncia significa que é uma sentença que vai levar eles a júri popular. A defesa entrou com recurso para tentar desclassificar o homicídio para lesão corporal com resultado morte”, explicou uma especialista. Ela também destacou as possíveis mudanças no desfecho jurídico.
“Se for aceito, eles deixam de ir a júri popular e passam a ser julgados por um juiz singular”, afirmou. A família da vítima acompanha o processo e cobra condenação. “Eles vão ser julgados e vão pagar pelos erros que fizeram. Não foi só ele, foram os dois”, disse um familiar.
Comoção no Vicente Pinzón marcou início das investigações
O caso provocou forte comoção no bairro Vicente Pinzón, onde moradores relataram suspeitas de maus-tratos antes da confirmação da morte da criança.
O processo ainda aguarda novas decisões judiciais, incluindo a análise do recurso da defesa, antes da definição da data do júri popular em Fortaleza.




