A investigação sobre uma mulher de 37 anos suspeita de se passar por adolescente de 12 anos em diferentes estados do Brasil revelou novos elementos sobre sua passagem por Fortaleza e outras regiões do país. A mulher, identificada como Amanda Maria de Souza, é alvo de apurações por supostos golpes que teriam sido aplicados ao longo de anos em diferentes localidades, incluindo o caso mais recente registrado em Santa Catarina.
Segundo informações apuradas, a suspeita teria construído diferentes versões de identidade ao longo do tempo, o que passou a chamar a atenção das autoridades após relatos de vítimas em estados distintos. Em um dos episódios mais recentes, ela teria enganado um casal por mais de um ano, se apresentando como adolescente e recebendo apoio emocional e atendimento médico sob essa condição.
Em Fortaleza, há registros e relatos de moradores sobre a possível passagem da investigada por diferentes bairros da capital e cidades da Região Metropolitana. Um dos locais citados é o bairro Bom Jardim, na periferia da cidade.
Mulher fingindo ser adolescente teve passagem por Fortaleza, dizem moradores
No Bom Jardim, moradores relatam lembranças pontuais da infância da investigada. O imóvel associado à família da mulher está atualmente desabitado, e familiares já não residiriam no local há mais de um ano. Segundo moradores, a presença de Amanda na região era discreta e não chamava atenção na época.
“Já a vi, mas foi há pouco tempo, só que não tive conhecimento com ela”, relatou uma moradora ao comentar a possível passagem da investigada pelo bairro. Outra moradora afirmou não ter convivência próxima e disse não lembrar de detalhes específicos do comportamento da investigada.
“Não lembro muito não, acho que ela era normal. Só de passagem”, afirmou. A repercussão do caso também surpreendeu moradores da região, que disseram não ter conhecimento sobre a ligação da mulher com antigos residentes do bairro.
“Foi surpresa, a gente não sabia. Eu até então nem sabia que ela era filha dela”, disse outra moradora.
Investigação aponta circulação da suspeita em unidades de saúde e escolas
Além dos relatos no Bom Jardim, a investigação aponta outros possíveis locais de circulação da mulher em Fortaleza e na Região Metropolitana.
Um dos pontos citados é uma unidade de saúde mental na capital cearense, mencionada por ela durante audiência de custódia como local de atendimento. A instituição informou que não pode comentar casos individuais, citando sigilo profissional e a Lei Geral de Proteção de Dados.
A apuração também cita um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no município de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, como outro possível ponto de atendimento.
Outro registro investigado envolve uma escola da rede estadual localizada no bairro Benfica, onde a mulher teria tentado matrícula em 2010. Segundo a unidade, ela compareceu apenas no momento inicial do procedimento e não retornou.
“Amanda apenas se matriculou aqui nessa data, dia 7 do 10 de 2010. Ela veio apenas nesse dia, no horário da matrícula, não retornou mais”, afirmou uma coordenadora. De acordo com a escola, a estudante teria vindo de uma unidade de Pacajus e possuía histórico escolar anterior.
Caso de identidade falsa envolve registros em diferentes estados do Brasil
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis deslocamentos e versões utilizadas pela mulher ao longo dos anos.
O caso ganhou repercussão nacional após relatos de vítimas em outros estados, especialmente em Santa Catarina, onde ela teria mantido convivência prolongada sob a identidade de adolescente, segundo informações apuradas pelas autoridades.
A polícia segue reunindo informações para esclarecer a trajetória completa da investigada e eventuais impactos provocados pelas diferentes identidades utilizadas ao longo do período apurado.




