A volta ao mundo do piloto cearense Alex Bacana entrou em uma nova etapa nesta segunda-feira (22), marcando a saída da Austrália e o início da chamada fase 5 da expedição. O aviador deixou Darwin e passou a avançar em direção ao Sudeste Asiático, com destino final planejado na Rússia.
Com 101 dias de viagem, mais de 180 horas de voo e passagem por 21 países, a expedição entra em uma das fases mais complexas da rota. A partir deste ponto, o planejamento exige ajustes constantes devido às diferenças de espaço aéreo, condições meteorológicas e autorizações internacionais.
Segundo o piloto, a primeira parada prevista é o Timor-Leste, onde a equipe deve pernoitar antes de seguir para as Filipinas. A partir daí, o trajeto segue em análise, com quatro possibilidades para conectar a rota até a Rússia: Japão, Coreia do Sul, Taiwan ou China.
Piloto cearense inicia fase 5 da volta ao mundo após deixar a Austrália
A nova etapa da expedição é considerada uma das mais estratégicas da jornada. Após cruzar cinco continentes, o objetivo agora é alcançar o território russo, ponto-chave para a sequência do percurso que inclui o retorno pelo Ártico até o Alasca.
“Estamos tentando vencer e achar um caminho de chegar lá. Cada opção tem suas restrições e problemas, mas vamos seguir em frente”, afirmou Alex Bacana.
A chegada à Rússia representa um marco importante dentro do planejamento global da viagem, que segue rumo ao encerramento após a travessia do hemisfério norte.
Expedição soma 101 dias, 21 países e mais de 180 horas de voo
Ao completar pouco mais de três meses de jornada, o piloto destacou o balanço da experiência até agora. O percurso incluiu desafios técnicos, panes mecânicas, interferências eletrônicas e barreiras burocráticas em diferentes países.
Apesar das dificuldades, a expedição também reuniu momentos marcantes, com passagens por destinos históricos e culturais ao redor do mundo.
Entre os principais marcos da primeira metade da viagem estão a travessia da Groenlândia, o sobrevoo do Monte Etna, a visita à Acrópole de Atenas, a passagem pelas pirâmides do Egito e pelo Taj Mahal, além da longa travessia pelo Oceano Índico rumo ao Sudeste Asiático.
Próximos desafios envolvem rota até a Rússia e cenário geopolítico
A etapa atual exige planejamento detalhado devido às restrições de espaço aéreo entre países da região. Japão, Coreia do Sul, Taiwan e China surgem como alternativas possíveis para conectar a expedição até o território russo.
Após a entrada na Rússia, o plano prevê a subida em direção ao Alasca, etapa que marca o retorno ao continente americano e aproxima a expedição da fase final da volta ao mundo.
Mesmo após 101 dias de jornada, Alex afirma que a missão segue com o mesmo objetivo inicial: concluir a volta ao mundo e retornar ao Brasil após cruzar todos os continentes.




