A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) cumpriu, nesta terça-feira (30), 56 mandados de prisão preventiva durante mais uma fase da Operação Impacto. Entre os alvos estão duas advogadas, investigadas por suspeita de atuar como intermediárias na comunicação entre integrantes presos do Comando Vermelho e criminosos que permaneciam em liberdade, segundo a corporação.
A ação também cumpriu 82 mandados de busca e apreensão e resultou na determinação judicial de bloqueio de ativos financeiros de 83 investigados. Cada alvo teve até R$ 500 mil em bens indisponibilizados, totalizando mais de R$ 40 milhões.
Os mandados foram executados em Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante, Iguatu e também em Brasília, no Distrito Federal.
Operação Impacto cumpre 56 prisões contra integrantes do Comando Vermelho
Do total de mandados de prisão preventiva, 31 tiveram como alvo homens e 25, mulheres.
Segundo a Polícia Civil, 21 ordens judiciais foram cumpridas contra investigados que já estavam presos — 20 em unidades prisionais do Ceará e uma em um presídio federal, em Brasília. Os outros 35 suspeitos foram localizados e presos durante a operação.
Entre os alvos estão as advogadas Maria Viviane de Vasconcelos e Priscila Carvalho Melo. Conforme a investigação, elas são suspeitas de atuar como "pombo-correio" da organização criminosa, transmitindo mensagens entre faccionados custodiados no sistema prisional e integrantes que permaneciam em liberdade.
Até a publicação desta matéria, a defesa das duas advogadas não havia sido localizada para comentar as prisões.
Polícia aponta atuação de advogadas e companheiras de presos
As investigações tiveram início após a prisão de uma mulher durante fases anteriores da Operação Impacto, em 2024. A análise do celular apreendido com ela permitiu identificar outros integrantes do grupo criminoso e revelar a participação de diversas companheiras de faccionados presos.
De acordo com a Polícia Civil, essas mulheres passaram a desempenhar funções consideradas estratégicas para a manutenção das atividades da facção.
Segundo a corporação, elas atuavam na transmissão de ordens, na movimentação de recursos financeiros e no apoio logístico à organização criminosa, garantindo a continuidade das atividades mesmo com lideranças presas.
A Operação Impacto integra uma série de ações da Polícia Civil voltadas ao combate às organizações criminosas com atuação no Ceará. Segundo a corporação, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura e o funcionamento da facção.
Justiça bloqueia mais de R$ 40 milhões dos investigados
Além das prisões e buscas, a investigação também resultou na determinação judicial para o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados.
Ao todo, 83 pessoas tiveram valores indisponibilizados, com limite de R$ 500 mil para cada alvo. A medida representa um bloqueio superior a R$ 40 milhões e busca enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço da apuração.




