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LINHA LESTE

Obra da Estação Luíza Távora do metrô levanta dúvidas sobre futuro da praça em Fortaleza

Projeto da futura Estação Luíza Távora, da Linha Leste do metrô, prevê intervenções na praça e desperta questionamentos sobre preservação da arborização, do patrimônio histórico e do espaço de convivência.

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Obra da Estação Luíza Távora do metrô levanta dúvidas sobre futuro da praça em Fortaleza
Um dos pontos de preocupação diz respeito ao impacto sobre a arborização da praça, considerada tradicional na capital cearense. Foto: Divulgação / Governo do Ceará

A futura Estação Luíza Távora, que integrará a Linha Leste do metrô de Fortaleza, tem provocado questionamentos sobre os impactos da obra em um dos espaços públicos mais conhecidos da capital. Embora a estação seja totalmente subterrânea e o projeto tenha sido elaborado para reduzir interferências na área, moradores e especialistas demonstram preocupação com a preservação da praça, da arborização e do patrimônio histórico.

A licitação ainda está em andamento, e a expectativa é que as obras tenham início entre o fim de 2026 e o começo de 2027. Segundo a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), a nova estação faz parte da expansão da Linha Leste do metrô e foi planejada para minimizar os impactos na superfície. A proposta prevê intervenções na área central da Praça Luíza Távora, utilizando uma técnica construtiva voltada à redução das interferências durante a execução da obra.

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A Seinfra informa ainda que estruturas históricas existentes no entorno serão preservadas. Entre elas estão os castelinhos tombados, o estacionamento da Avenida Santos Dumont e a própria via.

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A arquiteta Fernanda Rocha destaca que "o projeto foi desenvolvido para reduzir ao máximo as interferências na praça e preservar as principais características do espaço".

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O que está previsto para a obra da Estação Luíza Távora

Apesar das garantias apresentadas pelo projeto, um dos principais debates envolve a forma como a praça será utilizada após a implantação da estação.

Para Fernanda Rocha, a mudança vai além da construção física e pode alterar a dinâmica de um espaço tradicional de convivência.

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"O que vai se transformar na praça, na verdade, é um local de entrada e saída de uma estação de metrô. Então, assim, aquilo que era praça, como local de convívio — porque isso é o que é uma praça, é um local de convívio — vai se transformar num local de fluxo intenso. Então, assim, por que que não se pensou anteriormente, a priori, em outras opções para a localização desse acesso? Que inclusive potencializasse o uso dessa praça por pessoas que vêm de outros lugares", afirma a arquiteta.

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A discussão gira em torno da possibilidade de conciliar o avanço da mobilidade urbana com a preservação de um dos espaços públicos mais tradicionais de Fortaleza.

Preservação das árvores ainda depende de estudos ambientais

Outro ponto que permanece sem definição é o impacto sobre a arborização da praça. De acordo com a Secretaria da Infraestrutura, ainda não há decisão sobre a necessidade de retirada ou transplante de árvores. Essa definição dependerá dos estudos ambientais e dos projetos executivos da obra.

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Para o agrônomo Marco Aurélio, manter a arborização é essencial para a qualidade ambiental da cidade.

"Pensar em arborização, sobretudo em Fortaleza, é pensar em sombreamento, né? As árvores são o meio mais efetivo e mais barato de sombrear a cidade. Elas melhoram não somente a questão da temperatura, que elas diminuem, mas também melhoram a umidade relativa, elas diminuem a poluição do ar e a poluição sonora. E sem falar que traz uma sensação de bem-estar, né? Numa cidade quente e tão agitada como a nossa."

Frequentadores também demonstram preocupação

As dúvidas sobre a preservação da praça também são compartilhadas por quem utiliza o espaço regularmente. Marina Uchôa, estudante de 9 anos, conta que uma das maiores preocupações é com as árvores do local.

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"Eu quero aproveitar antes que derrubem a praça pra fazer a estação de metrô. Eu também gosto muito das árvores. Tem uma árvore bem ali que eu sempre subo quando eu venho", relata.

Quando começam as obras

A licitação da Estação Luíza Távora ainda está em andamento. A previsão é que os serviços sejam iniciados entre o fim de 2026 e o início de 2027.

Segundo o cronograma apresentado, a execução deverá durar até 30 meses. Após a conclusão, a nova estação ampliará o acesso da população ao sistema metroviário de Fortaleza, integrando a expansão da Linha Leste do metrô.

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