A derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, marcou a pior campanha da Seleção Brasileira em um Mundial nos últimos 36 anos. Eliminado ainda na primeira fase do mata-mata, o Brasil voltou a se despedir da competição antes das quartas de final pela primeira vez desde a Copa de 1990, disputada na Itália.
O resultado também encerrou uma sequência de nove edições consecutivas em que a Seleção figurou entre as oito melhores equipes do torneio. Além disso, ampliou para 24 anos o jejum sem conquistar o título mundial, desde o pentacampeonato obtido em 2002.
A eliminação aconteceu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A Noruega venceu por 2 a 1 e avançou às quartas de final, onde enfrentará o vencedor do confronto entre Inglaterra e México.
Brasil iguala campanha registrada em 1990
A última vez que a Seleção Brasileira havia sido eliminada nas oitavas de final foi na Copa do Mundo de 1990.
Na ocasião, a equipe perdeu por 1 a 0 para a Argentina, em Turim, com gol de Claudio Caniggia após assistência de Diego Maradona. A partida ficou marcada também pela polêmica envolvendo o lateral Branco, que afirmou posteriormente ter ingerido uma água oferecida pela comissão técnica argentina contendo uma substância que o deixou tonto durante o jogo.
Antes de 1990, o Brasil também havia sido eliminado nas oitavas na Copa de 1934.
Em toda a história dos Mundiais, apenas duas campanhas foram inferiores à de 2026: as eliminações ainda na fase de grupos em 1930 e 1966.
Derrota interrompe sequência entre as oito melhores seleções
Desde a Copa de 1994, a Seleção Brasileira sempre alcançava, no mínimo, as quartas de final.
Nesse período, conquistou dois títulos mundiais, foi vice-campeã uma vez, chegou a uma semifinal e acumulou eliminações nas quartas de final em diferentes edições.
Com a queda para a Noruega, essa sequência foi interrompida.
Campanhas do Brasil desde 1990
- 1990: eliminado nas oitavas de final
- 1994: campeão
- 1998: vice-campeão
- 2002: campeão
- 2006: eliminado nas quartas de final
- 2010: eliminado nas quartas de final
- 2014: semifinalista
- 2018: eliminado nas quartas de final
- 2022: eliminado nas quartas de final
- 2026: eliminado nas oitavas de final
Como foi a eliminação para a Noruega
O confronto começou equilibrado, mas o Brasil desperdiçou a principal oportunidade da primeira etapa ao perder um pênalti cobrado por Bruno Guimarães, defendido pelo goleiro Nyland.
Na segunda etapa, Carlo Ancelotti promoveu as entradas de Endrick, Neymar e Danilo Santos para aumentar a força ofensiva da equipe.
A Noruega abriu o placar aos 34 minutos do segundo tempo. Andreas Schjelderup cruzou para Erling Haaland, que cabeceou sem marcação para vencer Alisson.
Mesmo pressionando nos minutos finais, o Brasil voltou a sofrer aos 44 minutos, quando Haaland marcou seu segundo gol na partida em finalização de fora da área.
Nos acréscimos, Casemiro sofreu pênalti. Neymar converteu a cobrança e diminuiu para 2 a 1, mas a reação brasileira terminou com o apito final.
Jejum contra seleções europeias continua
Além da eliminação, o Brasil ampliou uma sequência negativa diante de seleções da Europa em fases eliminatórias da Copa do Mundo.
A última vitória brasileira ocorreu na final de 2002, quando derrotou a Alemanha por 2 a 0 e conquistou o pentacampeonato.
Desde então, a Seleção foi eliminada por:
- França (2006)
- Holanda (2010)
- Alemanha (2014)
- Bélgica (2018)
- Croácia (2022)
- Noruega (2026)
O retrospecto também permanece desfavorável diante dos noruegueses. Em seis confrontos entre as seleções, o Brasil nunca venceu: são três empates e três derrotas, incluindo os jogos da Copa de 1998 e da Copa de 2026.
Próximo desafio será a Copa de 2030
Com a eliminação, o Brasil encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026 e passa a mirar o próximo ciclo da Seleção.
A próxima edição do torneio será realizada em 2030, com sede principal em Espanha, Portugal e Marrocos. O planejamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) prevê a continuidade do trabalho do técnico Carlo Ancelotti, que renovou contrato antes do Mundial para permanecer no comando da equipe durante o próximo ciclo até a disputa da Copa de 2030.




