Um novo salário de R$ 1.874,36 começou a valer para trabalhadores de dezenas de categorias profissionais. O reajuste garante uma remuneração superior ao salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621, e beneficia profissionais que não possuem piso salarial definido por legislação específica ou por acordos e convenções coletivas.
Na prática, quem se enquadra nas regras passa a receber um valor maior do que o mínimo pago à maior parte dos trabalhadores brasileiros. A diferença chega a R$ 253,36 por mês, o equivalente a cerca de 15,6% acima do piso nacional.
A medida já entrou em vigor e representa um aumento de R$ 70,36 em relação ao piso anterior.
Quem pode receber o salário de R$ 1.874?
O reajuste contempla aproximadamente 70 categorias profissionais que não possuem piso salarial próprio.
Entre elas estão:
- trabalhadores domésticos;
- cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência;
- motoboys;
- serventes;
- auxiliares de serviços gerais;
- garçons;
- vendedores;
- operadores de telemarketing;
- profissionais da limpeza e conservação;
- pedreiros;
- pintores;
- encanadores;
- trabalhadores agropecuários;
- pescadores.
Esses profissionais passam a contar com um piso superior ao salário mínimo comum, desde que não exista outro valor definido por acordo coletivo, convenção sindical ou legislação específica para a categoria.
Qual a diferença para o salário mínimo nacional?
Enquanto o salário mínimo nacional permanece em R$ 1.621, o novo piso de R$ 1.874,36 garante uma remuneração significativamente maior para os trabalhadores contemplados. Na prática, isso significa um ganho adicional de mais de R$ 250 por mês, valor que pode representar um reforço importante no orçamento familiar.
No entanto, o piso salarial não substitui acordos coletivos. Quando sindicatos e empregadores negociam um salário superior, continua valendo o valor estabelecido na negociação. Além dos trabalhadores da iniciativa privada contemplados pelo novo piso, servidores públicos também podem ser alcançados por medidas relacionadas ao reajuste.
Nos casos em que a remuneração ficar abaixo do valor estabelecido para determinadas jornadas de trabalho, poderá haver pagamento de um abono complementar para garantir o piso definido pela legislação.
Como saber se você tem direito?
Quem trabalha com carteira assinada e exerce uma das profissões contempladas deve verificar o contracheque para conferir se o reajuste já foi aplicado.
Caso exista piso salarial definido por convenção coletiva ou acordo sindical da categoria, esse valor continuará prevalecendo.
Já para os profissionais sem piso específico, a atualização ocorre automaticamente conforme as regras da legislação vigente.
Onde o salário de R$ 1.874 está valendo?
Embora o reajuste desperte o interesse de trabalhadores de todo o país, a medida não vale para todo o Brasil.
O novo piso salarial foi instituído exclusivamente no estado de São Paulo, por meio da Lei Estadual nº 18.471/2026, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas.
Isso significa que o valor de R$ 1.874,36 beneficia apenas trabalhadores da iniciativa privada que atuam em São Paulo e pertencem às categorias contempladas pela legislação estadual, desde que não possuam piso definido por acordo coletivo ou lei federal.
Nos demais estados, continuam valendo o salário mínimo nacional ou os pisos salariais estabelecidos pela legislação local e pelas convenções de cada categoria.




