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VIOLÊNCIA

Investigação sobre morte da bebê Helena aguarda laudo que pode esclarecer caso em Fortaleza

Exames da Perícia Forense devem apontar a causa da morte da criança e confirmar ou descartar a suspeita de violência sexual investigada pela Polícia Civil.

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Investigação sobre morte da bebê Helena aguarda laudo que pode esclarecer caso em Fortaleza
As análises laboratoriais continuam em andamento e, após concluídas, serão encaminhadas à autoridade policial responsável pela investigação. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

A investigação sobre a morte da bebê Helena, de 10 meses, entra em uma etapa considerada decisiva com a expectativa pela conclusão dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Os exames devem esclarecer a causa da morte da criança e indicar se houve ou não violência sexual, hipótese levantada durante o atendimento médico, mas que ainda não foi confirmada oficialmente.

O caso aconteceu entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13), em um apartamento localizado no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Desde então, a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) conduz a investigação, enquanto os resultados periciais são aguardados para orientar os próximos passos do inquérito.

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Até o momento, a Pefoce informou apenas que realizou o exame cadavérico e as perícias iniciais. As análises laboratoriais continuam em andamento e, após concluídas, serão encaminhadas à autoridade policial responsável pela investigação.

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Exames da Pefoce são considerados decisivos

Os laudos periciais são apontados como a principal peça técnica da investigação. A partir deles, a Polícia Civil espera esclarecer a causa da morte da bebê, confirmar ou descartar a suspeita de violência sexual e contribuir para a reconstrução da dinâmica dos acontecimentos registrados dentro do apartamento.

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Além disso, os exames poderão auxiliar os investigadores na definição da participação de cada uma das pessoas que estavam no imóvel durante a madrugada da ocorrência.

Enquanto os resultados não são divulgados, a Polícia Civil continua realizando diligências, ouvindo testemunhas e analisando vestígios coletados durante a investigação.

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Dois homens seguem presos

Os dois homens investigados permanecem presos após terem sido autuados em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte.

Eles têm 22 e 26 anos. Segundo informações apuradas pela TV Cidade Fortaleza, um deles iniciava um relacionamento com a mãe da criança. O outro é primo dele.

A defesa de um dos investigados informou que acompanha o andamento das investigações e aguarda a conclusão dos laudos da Pefoce. Em nota, os advogados afirmaram que o cliente colaborou com as autoridades, realizou voluntariamente a coleta de material genético e sustenta que não estava no quarto onde a bebê dormia. Segundo a defesa, essa circunstância será analisada durante o inquérito.

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Um dos investigados, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, também foi exonerado do cargo que ocupava na Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura de Caucaia após a repercussão do caso.

Mãe afirma que espera a perícia para entender o que aconteceu

Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Nathan Carcará, da TV Cidade Fortaleza, a mãe da bebê, Ysabelle Rodrigues, afirmou que somente o resultado da perícia poderá esclarecer o que ocorreu com a filha.

Ela contou que a médica responsável pelo atendimento informou sobre alterações encontradas durante o exame da criança, mas explicou que não havia confirmação de violência sexual naquele momento.

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Segundo Ysabelle, a profissional afirmou que apenas os exames periciais poderiam confirmar ou descartar essa hipótese.

Durante a entrevista, a mãe disse que ainda não consegue acreditar na possibilidade de a filha ter sido vítima de um crime sexual e afirmou que aguarda a divulgação dos laudos para compreender o que aconteceu.

Ela também relatou que evita acompanhar comentários nas redes sociais e afirmou que a maior dificuldade é lidar com a perda da filha.

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Pai relata que permanece em choque

O pai da bebê também afirmou aguardar respostas da investigação. Em um breve contato com o jornalista Luiz Esteves, da TV Cidade Fortaleza, ele declarou que continua em estado de choque e que não consegue dormir desde a morte da filha.

Segundo o relato, ele ainda não se sente preparado para falar detalhadamente sobre o caso.

Nas redes sociais, o pai publicou mensagens pedindo Justiça pela morte da criança e também contestou declarações feitas pela mãe durante entrevista concedida à emissora. O GC Mais tenta contato com ele para obter um posicionamento mais detalhado, mantendo o espaço aberto para manifestação.

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Tio relata comportamento dos investigados após a ocorrência

Outro depoimento que passou a integrar o conjunto de informações reunidas pela investigação foi o do tio da bebê, Victor Guilherme.

Em entrevista exclusiva à TV Cidade Fortaleza, ele afirmou que um dos investigados deixou o apartamento depois que a criança foi encontrada desacordada e retornou apenas após ser localizado pelos policiais.

Victor também relatou que o segundo investigado permaneceu no imóvel e demorou para acordar quando os agentes chegaram ao local.

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Segundo ele, naquele primeiro momento a família acreditava que a bebê poderia ter sofrido um acidente. A suspeita de violência sexual só foi informada posteriormente pelos policiais, após o atendimento hospitalar.

Investigação continua

Além da mãe, do pai e do tio da bebê, outras pessoas ligadas ao caso já prestaram depoimento à Dececa. Ao todo, quatro pessoas foram ouvidas nas primeiras diligências.

A Polícia Civil busca reconstruir a sequência dos acontecimentos dentro do apartamento, identificar a responsabilidade de cada investigado e reunir todos os elementos necessários para a conclusão do inquérito.

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Até que os laudos da Pefoce sejam concluídos, permanecem sem resposta questões centrais da investigação, como a causa exata da morte da bebê, a existência ou não de violência sexual e a participação individual de cada pessoa que estava no imóvel durante a madrugada da ocorrência. Esses resultados deverão orientar os próximos desdobramentos do caso.

Denúncias à polícia

A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.


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