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EM ENTREVISTA

Tio de bebê morta em Fortaleza fala sobre comportamento dos investigados após o crime

Em entrevista exclusiva à TV Cidade Fortaleza, Victor Guilherme relatou que um dos investigados deixou o apartamento após a bebê ser encontrada desacordada. Polícia aguarda laudos da Pefoce.

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Tio de bebê morta em Fortaleza relata que investigado deixou apartamento para não ser preso
Victor Guilherme, tio da criança morta, falou com exclusividade à TV Cidade Fortaleza sobre o caso. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

O tio da bebê Helena, de 10 meses, afirmou que um dos homens investigados pela morte da criança deixou o apartamento onde ocorreu o caso antes da chegada da polícia. Segundo Victor Guilherme, o investigado teria saído do imóvel após a bebê ser encontrada desacordada e retornado depois de ser localizado pelos policiais.

O relato foi feito em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Nathan Carcará, da TV Cidade Fortaleza. A conversa também contou com a participação da mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, e foi realizada no quarto onde Helena passava parte da rotina com a família.

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A morte da bebê aconteceu entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13), em um apartamento localizado no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará como suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte.

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Segundo Victor, após perceber que a sobrinha estava sem reação, ele saiu com a criança para buscar atendimento médico. Ao retornar ao apartamento para pegar alguns objetos antes de seguir ao hospital, percebeu que um dos homens que estava no imóvel não estava mais no local.

“Quando eu cheguei lá, o Raí já não estava mais no apartamento. Eu mandei mensagem, liguei: ‘cadê tu?’. Ele respondeu perguntando onde eu estava. Eu disse que estava com os policiais”, relatou.

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Ainda segundo o tio, o homem informou que estava em um posto e perguntou se seria preso. “Ele perguntou: ‘o Levi vai ser preso, né? Ou eu vou ser preso também, por ser o dono da casa?’”, afirmou Victor durante a entrevista.

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O tio contou que, após retornar ao imóvel, o investigado foi localizado pelos policiais e conduzido. Ele também relatou que o outro homem investigado permanecia no apartamento e teria demorado para acordar quando foi chamado pelos agentes.

“Quando eu cheguei lá, do jeito que o Levi ficou, que minha irmã tinha tirado ele pela manhã, ele ficou do mesmo jeito. Os policiais demoraram muito para acordar ele”, disse.

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Os dois homens foram presos em flagrante e são investigados pela Polícia Civil. A confirmação ou descarte da suspeita de violência sexual depende dos exames realizados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

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Tio relata momento em que encontrou Helena desacordada

Victor contou que estava dormindo com a esposa quando foi acordado pelos gritos da irmã, mãe da bebê. Segundo ele, ao chegar ao local, encontrou Helena sem reação e levou a criança para atendimento.

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“Quando eu me levantei, que eu vi ela, ela não tinha reação. Eu peguei ela nos braços e já desci correndo”, afirmou.

O tio relatou que, naquele primeiro momento, não sabia da suspeita de violência sexual e acreditava que poderia se tratar de um acidente. Ele afirmou que tomou conhecimento da suspeita após conversar com policiais durante as diligências.

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“Quando eu acordei com os gritos, eu pensei que a menina tinha caído ou algo do tipo. Foi quando o policial disse que não era um acidente e falou sobre a suspeita de abuso sexual”, contou.

Mãe diz que aguarda resultado da perícia

Durante a entrevista, Ysabelle Rodrigues afirmou que espera a conclusão dos exames da Pefoce para saber o que aconteceu com a filha.

Segundo ela, a médica responsável pelo atendimento informou que havia alterações que precisavam ser investigadas, mas não confirmou violência sexual.

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“Ela não confirmou que minha filha tinha sido estuprada. Ela falou que tinha uma abertura no ânus da minha filha com um pouco de sangue. A gente não pode dizer que isso é um estupro porque só quem pode dizer é o IML”, declarou.

A mãe afirmou que aguarda o resultado da perícia antes de tirar qualquer conclusão.

“Eu só vou acreditar quando o IML soltar a verdade, o que aconteceu com a minha filha, porque eu não sei”, disse.

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Família estava no apartamento durante a madrugada

Segundo o relato da mãe, a família participou de uma comemoração antes de ir ao apartamento onde ocorreu o caso. Ysabelle afirmou que estava com Helena durante todo o período e que a bebê estava bem antes de dormir.

De acordo com o relato, estavam no imóvel ela, o irmão, a cunhada e os dois homens investigados. A mãe contou que colocou a filha para dormir e percebeu, durante a madrugada, que a criança estava em uma posição diferente quando acordou.

Investigação depende de laudos da Pefoce

A morte da bebê é investigada pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).

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A Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica dos acontecimentos dentro do apartamento e identificar a participação de cada pessoa presente.

A Pefoce já realizou exames iniciais e o exame cadavérico. As análises laboratoriais continuam em andamento e devem apontar informações sobre a causa da morte e a existência ou não de violência sexual.

Os investigados têm 22 e 26 anos. Segundo a apuração da TV Cidade Fortaleza, um deles iniciava um relacionamento com a mãe da criança e o outro é primo dele.

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O corpo da bebê foi sepultado na terça-feira (14), em Caucaia. A Polícia Civil continua realizando diligências e aguarda a conclusão dos laudos técnicos para avançar na investigação.

Denúncias à polícia

A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.


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