A mãe da bebê Helena, de 10 meses, afirmou que não consegue acreditar que a filha possa ter sido vítima de violência sexual e disse que aguarda o resultado dos exames da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para entender o que aconteceu com a criança.
Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Nathan Carcará, da TV Cidade Fortaleza, Ysabelle Rodrigues relatou que a médica responsável pelo atendimento hospitalar levantou uma suspeita após identificar alterações no corpo da bebê, mas explicou que não houve uma confirmação naquele momento.
Segundo a mãe, somente a perícia poderá apontar se houve ou não crime sexual.
“Ela não confirmou que a minha filha tinha sido estuprada. Ela falou: ‘mãezinha, tem uma abertura no ânus da sua filha com um pouco de sangue’. A gente não pode dizer que isso é um estupro porque só quem pode dizer é o IML”, afirmou Ysabelle.
A bebê morreu após ser socorrida em um apartamento localizado no bairro Dionísio Torres, área nobre de Fortaleza. O caso aconteceu entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13) e passou a ser investigado pela Polícia Civil do Ceará.
De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), profissionais de saúde identificaram sinais que levantaram a suspeita de violência sexual durante o atendimento médico. A confirmação, porém, depende exclusivamente dos laudos periciais.
Mãe afirma que aguarda resposta da perícia
Durante a entrevista, Ysabelle afirmou que ainda não consegue aceitar a possibilidade de a filha ter sido vítima de um crime sexual.
“Eu só vou acreditar quando o IML soltar a verdade, o que aconteceu com a minha filha, porque eu não sei. Eu não sei o que aconteceu com a minha filha”, declarou.
Questionada sobre a suspeita investigada pela polícia, a mãe respondeu: “Eu não consigo acreditar. Eu não consigo acreditar que a minha filha tenha sido estuprada. Tinha eu. Porque se fosse [estupro], por que não fizeram comigo?”
A mãe também falou sobre a repercussão do caso e disse que evita acompanhar comentários nas redes sociais. Segundo ela, a maior dificuldade é lidar com a perda da filha.
“A pior condenação que eu já estou sentindo é viver sem a minha filha até o último dia da minha vida”, afirmou.
Investigação tenta esclarecer morte da bebê
A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). A Polícia Civil busca reconstruir a sequência dos acontecimentos dentro do apartamento e identificar a responsabilidade de cada envolvido.
Dois homens que estavam no imóvel durante a madrugada são apontados como principais investigados. Um deles tem 22 anos e cultivaria o início de um relacionamento com a mãe da criança. O outro, de 26 anos, é primo dele e mora no bairro Araturi, em Caucaia.
Familiares da bebê já prestaram depoimento, incluindo a mãe e o tio da criança, que também estava no local no momento em que Helena foi encontrada desacordada.
Laudos da Pefoce devem esclarecer o caso
A Pefoce já realizou exames iniciais e o exame cadavérico da criança, mas as análises laboratoriais ainda estão em andamento.
Os resultados deverão ajudar a esclarecer pontos considerados fundamentais para a investigação, como a causa da morte, a existência ou não de violência sexual e a dinâmica dos acontecimentos.
Enquanto aguarda a conclusão dos exames, Ysabelle afirma que busca respostas sobre a morte da filha. “Eu quero resposta, porque não pode ficar assim. Eu não posso levar essa dor para a minha vida sem saber o que aconteceu”, declarou.
A Polícia Civil continua realizando diligências e deve analisar os laudos periciais antes de definir os próximos passos da investigação.
Denúncias à polícia
A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.




