A decisão entre Argentina e Espanha coloca frente a frente duas das principais forças do futebol mundial e também reacende uma rivalidade histórica entre os continentes. O duelo deste domingo será a 22ª final da história da Copa do Mundo e representará a 12ª decisão entre uma seleção sul-americana e uma europeia, o confronto mais frequente em jogos que definem o campeão do torneio.
O retrospecto favorece amplamente os representantes da América do Sul. Das 11 finais anteriores entre sul-americanos e europeus, as seleções sul-americanas conquistaram oito títulos, enquanto os europeus venceram apenas três vezes.
O histórico é um dos fatores que alimentam a expectativa dos torcedores argentinos para a decisão, já que a seleção albiceleste venceu três das quatro finais de Copa disputadas contra equipes do continente europeu.
Sul-americanos levam vantagem sobre europeus em decisões
A supremacia sul-americana nas finais entre os dois continentes foi construída principalmente por Brasil e Argentina, únicos países da América do Sul campeões mundiais em confrontos diretos contra seleções europeias.
O Brasil conquistou seus cinco títulos mundiais derrotando adversários da Europa. Em 1958, venceu a Suécia; em 1962, superou a Tchecoslováquia; em 1970, derrotou a Itália; em 1994 voltou a vencer os italianos, desta vez nos pênaltis; e, em 2002, conquistou o pentacampeonato diante da Alemanha.
A Argentina também construiu uma trajetória positiva nesse tipo de confronto. A seleção venceu a Holanda na final de 1978, conquistou o bicampeonato diante da Alemanha em 1986 e voltou ao topo do futebol mundial ao derrotar a França na decisão da Copa do Catar, em 2022.
Europeus reagiram apenas a partir de 1990
Apesar da vantagem sul-americana, as seleções europeias conseguiram equilibrar parte do histórico nas últimas décadas.
A primeira vitória de uma equipe europeia sobre um adversário sul-americano em uma final de Copa aconteceu apenas em 1990, quando a Alemanha derrotou a Argentina na Itália.
Os alemães repetiriam o feito em 2014, no Maracanã, ao vencer novamente os argentinos e conquistar o tetracampeonato mundial.
Já a única derrota brasileira em uma final de Copa ocorreu em 1998, quando a França derrotou a Seleção Brasileira na decisão disputada em Paris.
Finais entre seleções do mesmo continente
Ao longo da história das Copas, nove decisões reuniram duas seleções europeias.
A mais recente ocorreu em 2018, quando a França derrotou a Croácia na Rússia e conquistou seu segundo título mundial.
Os quatro títulos da Itália, além das únicas conquistas de Inglaterra e Espanha, foram obtidos em finais contra outras seleções europeias.
Já uma decisão exclusivamente sul-americana aconteceu apenas uma vez: na primeira Copa do Mundo, em 1930. Na ocasião, o Uruguai derrotou a Argentina em Montevidéu e ficou com o título inaugural da competição.
Um episódio frequentemente confundido como final foi o chamado Maracanazo, em 1950. Embora Brasil e Uruguai tenham disputado o jogo decisivo na última rodada, aquela Copa foi definida por um quadrangular final, que também contava com Espanha e Suécia. Assim, tecnicamente, não houve uma final única naquele Mundial.
Histórico das finais por continente
Final entre seleções sul-americanas
- 1930: Uruguai (campeão) x Argentina
Finais entre seleções europeias
- 1934: Itália x Tchecoslováquia
- 1938: Itália x Hungria
- 1954: Alemanha x Hungria
- 1966: Inglaterra x Alemanha
- 1974: Alemanha x Holanda
- 1982: Itália x Alemanha
- 2006: Itália x França
- 2010: Espanha x Holanda
- 2018: França x Croácia
Finais entre sul-americanos e europeus
- 1958: Brasil x Suécia
- 1962: Brasil x Tchecoslováquia
- 1970: Brasil x Itália
- 1978: Argentina x Holanda
- 1986: Argentina x Alemanha
- 1990: Alemanha x Argentina
- 1994: Brasil x Itália
- 1998: França x Brasil
- 2002: Brasil x Alemanha
- 2014: Alemanha x Argentina
- 2022: Argentina x França
Independentemente do resultado deste domingo, a decisão entre Argentina e Espanha acrescentará um novo capítulo a um dos confrontos mais tradicionais da história das Copas do Mundo. Além de definir o campeão, a partida colocará em jogo um retrospecto histórico que, até aqui, sorri para os representantes da América do Sul.




