Uma exposição dedicada à produção de artistas LGBTQIAPN+ propõe um olhar sobre identidade, memória, espiritualidade e resistência por meio da arte contemporânea. Com curadoria de Lucas Dilacerda, a mostra reúne obras de diferentes gerações, territórios e linguagens artísticas, apresentando um panorama diverso da produção cultural desenvolvida por pessoas da comunidade LGBTQIAPN+.
O projeto foi desenvolvido a partir de uma ampla pesquisa curatorial que analisou quase 300 portfólios de artistas. A seleção buscou representar diferentes experiências e perspectivas, considerando aspectos como diversidade geracional, territorial, racial e estética, com o objetivo de refletir a pluralidade existente dentro da própria comunidade.
Curadoria selecionou artistas de diferentes trajetórias
Segundo o curador Lucas Dilacerda, a proposta da exposição é investigar de que forma artistas transformam em produção artística as marcas deixadas por experiências de preconceito, exclusão e outras formas de violência.
Ao longo da história, pessoas LGBTQIAPN+ frequentemente foram alvo de estigmatização e discriminação. A mostra parte desse contexto para apresentar trabalhos que ressignificam essas vivências, convertendo elementos antes associados à marginalização em novas possibilidades de criação artística.
A proposta curatorial valoriza diferentes formas de expressão e evidencia como a arte pode funcionar como espaço de reflexão, reconstrução de narrativas e afirmação de identidades.
Exposição propõe novo olhar sobre experiências LGBTQIAPN+
A mostra reúne artistas que exploram questões relacionadas ao corpo, à memória, ao pertencimento e às múltiplas formas de existir.
Em vez de reproduzir estereótipos, o percurso expositivo busca apresentar diferentes leituras sobre experiências individuais e coletivas, aproximando o público de produções que dialogam com aspectos históricos, culturais e sociais da comunidade LGBTQIAPN+.
A diversidade de estilos e linguagens também contribui para ampliar a compreensão sobre a produção artística contemporânea desenvolvida por esses artistas.
Mostra é dividida em três eixos curatoriais
O percurso da exposição foi organizado em três núcleos temáticos.
O primeiro, "Monstros e quimeras", apresenta figuras híbridas e personagens que transitam entre elementos do universo animal, vegetal, mineral e sobrenatural. A proposta é refletir sobre representações historicamente associadas à diferença e transformá-las em elementos de potência criativa.
O segundo eixo, "Espiritualidade terrena", aborda a relação entre pessoas LGBTQIAPN+ e diferentes manifestações religiosas e espirituais. O núcleo contrapõe experiências de repressão a práticas de acolhimento encontradas em tradições africanas, indígenas, populares e ligadas à natureza.
Já "Terror das formas" reúne obras que desafiam convenções de gênero e padrões tradicionalmente estabelecidos nas artes visuais. Nesse espaço, romper regras aparece como um caminho para criar novas possibilidades de representação e expressão.
Obras exploram diferentes linguagens e materiais
A exposição reúne uma ampla variedade de produções artísticas.
O público encontrará:
- pinturas;
- fotografias;
- esculturas;
- vídeos;
- performances;
- desenhos;
- objetos;
- instalações.
Também há diversidade nos materiais empregados pelos artistas, incluindo barro, cerâmica, terra, sal, grafite, tinta a óleo e óxido de ferro, ampliando as possibilidades de experimentação presentes na mostra.
Exposição oferece recursos de acessibilidade
Além das obras, a exposição disponibiliza recursos voltados à acessibilidade para ampliar a experiência dos visitantes.
Os conteúdos podem ser acessados por QR Code ou com o apoio da equipe educativa do museu e incluem materiais em Libras, audiodescrição e prancha de comunicação alternativa, permitindo que diferentes públicos tenham acesso às informações da mostra.
Ao reunir artistas de diversas regiões, trajetórias e linguagens, a exposição propõe um espaço de diálogo sobre arte contemporânea, diversidade e produção cultural, apresentando múltiplas formas de expressão desenvolvidas pela comunidade LGBTQIAPN+.




