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BAIRROS DA CAPITAL

Joaquim Távora une tradição, parque e áreas de lazer em Fortaleza; conheça a história do bairro

Com áreas verdes, mercados tradicionais e forte vida comunitária, o bairro Joaquim Távora reúne história, lazer e desenvolvimento urbano na capital cearense

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Joaquim Távora une tradição, parque e áreas de lazer em Fortaleza; conheça a história do bairro
Uma das principais referências da região é o Parque Rio Branco, considerado uma das portas de entrada do bairro. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

O bairro Joaquim Távora é um dos mais tradicionais de Fortaleza e reúne características que ajudam a contar parte da história da capital cearense. Predominantemente residencial, a região combina áreas verdes, espaços públicos de convivência, comércio consolidado e equipamentos que fazem parte da rotina dos moradores. O bairro se destaca pela valorização dos espaços comunitários e pela preservação de sua memória.

Uma das principais referências da região é o Parque Rio Branco, considerado uma das portas de entrada do bairro. Com cerca de 80 mil metros quadrados de área verde, o espaço recebe diariamente moradores que utilizam o local para atividades físicas, caminhadas, momentos de lazer e contato com a natureza.

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Moradora do bairro há quase seis décadas, Maria Eugênia afirma que o parque faz parte da qualidade de vida da comunidade:

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"Eu já estou aqui há 58 anos. Aqui é um bairro maravilhoso, tem muito entretenimento. Aqui no Parque Rio Branco nós temos várias atividades, tudo de bom aqui no bairro."
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Parque Rio Branco fortalece convivência e gera oportunidades

Além de incentivar a prática de esportes e o convívio entre os moradores, o Parque Rio Branco também movimenta a economia local. É no entorno do espaço que pequenos empreendedores encontram oportunidades para gerar renda.

Um exemplo é o empresário Vinícius Vagner, que trabalha com a família na venda de lanches e churrascos em um trailer instalado próximo ao parque. Segundo ele, que falou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, o negócio completa um ano de funcionamento e se tornou uma importante fonte de sustento, atraindo clientes do próprio bairro e de outras regiões da cidade.

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"Tá completando um ano de trailer, que é uma das nossas fontes de renda. Tenho aqui toda a minha família, a maioria trabalhando com a gente. E agregando mais trabalho para a comunidade e para a localidade aqui da gente. Não penso em sair do bairro nunca. Joaquim Tábora é um dos melhores bairros de Fortaleza para se morar", afirmou Vinícius Vagner.
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A valorização do trabalho também aparece entre moradores mais antigos. Mesmo aposentada, Norma Sueli continua produzindo peças de crochê que comercializa na feirinha realizada no Parque Rio Branco.

"Aqui foi onde eu nasci, me criei e aqui é onde eu estou construindo tudo", disse Sueli.
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Sobre a importância da feira para complementar a renda e manter uma rotina ativa, ela acrescentou:

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"Ajuda também. E para o meu bem-estar, né? Para não ficar tão parada."

Comércio tradicional movimenta o bairro

Conhecido anteriormente como Piedade, o Joaquim Távora possui importantes corredores comerciais, entre eles as avenidas Pontes Vieira e Soriano Albuquerque. Também abriga equipamentos tradicionais, como o Mercado das Flores e o Mercado Público Joaquim Távora.

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Nos arredores desses espaços, moradores aproveitam o tempo livre para encontros e momentos de convivência.

"O que mais gosto de fazer aqui na pracinha do mercado é conversar, espairecer, tomar cervejinha, que é bom, a comida é boa...", contou Denise Aragão, autônoma.

Origem do nome homenageia militar cearense

O bairro recebeu o nome em homenagem ao militar cearense Joaquim Távora, nascido em Jaguaribe. Segundo o historiador Lucas Nogueira, ele iniciou a carreira militar no Ceará antes de seguir para a Escola Militar de Realengo, tornando-se uma figura importante do movimento tenentista no início do século XX. Ele explicou à TV Cidade Fortaleza a história do homenageado:

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"Joaquim Távora é um cearense nascido em Jaguaribe, que teve a sua carreira militar iniciada aqui, mas depois migrou para a Escola Militar de Realengo. Tornou-se uma figura muito relevante num contexto de rebelião e de tentativas de troca de poder a nível nacional, que a gente chama na historiografia, nos livros de história, como o movimento tenentista. E acaba falecendo muito jovem, na coluna paulista, em 1924, num momento de extrema tensão e rivalidade com o então presidente Arthur Bernardes."

Espaços públicos preservam a memória do bairro

Além da importância histórica, o bairro também preserva espaços que refletem as transformações urbanas de Fortaleza. Conforme o historiador, a área onde hoje está localizado o Parque Rio Branco já teve outra função antes de se tornar um dos principais equipamentos públicos da região.

"Esse espaço, que era uma estação ferroviária, passa a virar aqui perto um mercado. Tanto que essa arquitetura ainda fala sobre isso. E ali em 1976 a gente tem o decreto que estabelece aqui como uma zona de proteção paisagística, cuja obra do parque urbano é finalizada ali em 1992. Isso mostra como a cidade, os bairros são transformados pelo espaço de memória, pela disputa, pela mudança de significação.", afirmou Lucas Nogueira.
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A convivência em espaços públicos, a presença do comércio tradicional e a preservação da memória local ajudam a fortalecer o sentimento de pertencimento dos moradores e fazem da região um importante capítulo da história dos 300 anos da capital cearense.

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