PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
CONTRA A DEGUE

Fortaleza reduz em 61% número de bairros em risco para dengue, aponta novo levantamento

Terceiro LIRAa de 2026 mostra queda de 41 para 16 bairros em situação de risco e aumento das áreas classificadas como satisfatórias na Capital

Compartilhe
Fortaleza reduz em 61% número de bairros em risco para dengue, aponta novo levantamento
Foto: Divulgação

Fortaleza registrou uma redução de 61% no número de bairros classificados em situação de risco para infestação pelo mosquito Aedes aegypti, segundo o terceiro Levantamento de Índice Rápido Amostral para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo, divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), aponta uma melhora no cenário de controle do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya em comparação com o levantamento anterior.

Entre o segundo e o terceiro ciclos do LIRAa, o número de bairros considerados em situação de risco caiu de 41 para 16. Ao mesmo tempo, houve crescimento expressivo entre as áreas classificadas como satisfatórias: o número passou de 18 para 36 bairros.

Leia também: Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos

Os dados indicam uma mudança no cenário observado durante o período mais crítico da quadra chuvosa. A redução das precipitações no fim da estação, associada às ações de vigilância e controle realizadas pelas equipes municipais, contribuiu para a diminuição dos locais com maior possibilidade de proliferação do Aedes aegypti.

PUBLICIDADE

Número de bairros em risco caiu de 41 para 16

O principal resultado do terceiro levantamento foi a redução das áreas consideradas de risco na Capital. Em relação ao ciclo anterior, 25 bairros deixaram essa classificação, fazendo com que o número total passasse de 41 para 16.

PUBLICIDADE

A mudança representa uma redução de 61% na quantidade de bairros enquadrados nessa situação. O levantamento também mostrou uma melhora entre as localidades consideradas satisfatórias, que passaram de 18 para 36.

O LIRAa é utilizado para identificar a presença do mosquito e os principais tipos de criadouros encontrados nas diferentes regiões da cidade. Com essas informações, as equipes de saúde conseguem direcionar ações de prevenção e combate para os locais que apresentam maior necessidade de intervenção.

PUBLICIDADE

Como Fortaleza combate o Aedes aegypti

Apesar da melhora registrada no levantamento, a circulação do mosquito ocorre durante todo o ano e exige ações permanentes. Por isso, a Prefeitura de Fortaleza mantém estratégias de vigilância mesmo fora do período de maior volume de chuvas.

PUBLICIDADE

Entre as medidas realizadas estão visitas domiciliares, monitoramento do vetor, aplicação de larvicidas e inseticidas, bloqueio de casos confirmados de arboviroses e atendimento de denúncias relacionadas a possíveis criadouros.

Também fazem parte das ações os mutirões de limpeza, o recolhimento de pneus, atividades de educação em saúde e mobilização social e a instalação e o acompanhamento das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL).

PUBLICIDADE

O Município também desenvolve ações integradas com cidades vizinhas por meio da Operação Fronteira. Outra frente ocorre no sistema de transporte, com a Operação METROFOR, que realiza ações de controle vetorial em estações, túneis, vagões, trens e trilhos.

PUBLICIDADE

As estratégias preventivas também são realizadas nos terminais de ônibus e demais espaços relacionados ao transporte coletivo.

População também precisa eliminar criadouros

Mesmo com a redução dos bairros em situação de risco, o combate ao Aedes aegypti depende da manutenção dos cuidados dentro das residências e nos espaços públicos.

PUBLICIDADE

Recipientes que acumulam água podem se transformar em criadouros do mosquito. Por isso, medidas como eliminar água parada, manter caixas-d'água devidamente fechadas, limpar calhas e quintais e descartar corretamente objetos que possam acumular água continuam sendo recomendadas.

A Secretaria Municipal da Saúde também orienta a população a permitir o acesso dos agentes de combate às endemias aos imóveis durante as visitas de inspeção.

A colaboração dos moradores é considerada uma das principais estratégias para evitar a formação de novos criadouros e reduzir a circulação do mosquito transmissor das arboviroses.

PUBLICIDADE

O que é o LIRAa e como funciona em Fortaleza

O Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti é uma ferramenta utilizada para identificar a presença do mosquito e mapear as áreas que demandam maior atenção das equipes de controle de endemias.

Em Fortaleza, o levantamento contempla os 121 bairros da Capital. A análise permite identificar os tipos de recipientes que funcionam como criadouros e verificar como o mosquito está distribuído pelo território.

A partir dos resultados, a gestão municipal pode direcionar ações como vistorias, mutirões de limpeza, mobilização comunitária, fiscalização e campanhas educativas.

PUBLICIDADE

O levantamento também ajuda a acompanhar as mudanças no cenário de infestação ao longo do ano. No terceiro ciclo de 2026, os dados apontaram uma melhora em relação ao segundo levantamento, com menos bairros em situação de risco e o dobro de localidades classificadas como satisfatórias.

Redução do risco não elimina necessidade de prevenção

A melhora registrada no terceiro LIRAa representa um avanço no controle do Aedes aegypti em Fortaleza, mas não significa que o risco de transmissão das arboviroses tenha sido eliminado.

O mosquito continua circulando durante todo o ano, e novos criadouros podem surgir sempre que houver condições favoráveis para sua reprodução. Por isso, a manutenção das ações de vigilância e a participação dos moradores são fundamentais para impedir uma nova elevação dos índices.

PUBLICIDADE

Com o acompanhamento dos 121 bairros, o Município utiliza os resultados do levantamento para concentrar esforços nas regiões que apresentam maior necessidade e reforçar medidas preventivas em toda a Capital.

Cuidados simples ajudam a evitar a proliferação do mosquito

A prevenção começa dentro e ao redor das residências, já que o Aedes aegypti pode se reproduzir em pequenas quantidades de água parada. Por isso, é importante manter pratos de vasos de plantas sem acúmulo de água, guardar garrafas e recipientes com a boca virada para baixo, limpar bebedouros de animais com frequência e verificar ralos, bandejas de ar-condicionado, piscinas e outros pontos que possam acumular água. Também é recomendado manter terrenos e quintais limpos, tampar tonéis e caixas-d'água e descartar corretamente objetos que possam servir de criadouro. Em caso de sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça, manchas vermelhas ou dores nas articulações, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. O diagnóstico e o tratamento variam conforme a doença e o quadro apresentado, e a automedicação deve ser evitada.


Leia também
Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos
OUTUBRO ROSA
Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos
02 de out. de 2026 - 16:52
Fortaleza deve ter 1,2 mil novos casos de câncer de mama em 2026
SAÚDE
Fortaleza deve ter 1,2 mil novos casos de câncer de mama em 2026
02 de out. de 2026 - 09:50
Doação de sangue tem novas regras no Brasil; veja idade, prazos e teste para malária
SAÚDE
Doação de sangue tem novas regras no Brasil; veja idade, prazos e teste para malária
02 de out. de 2026 - 08:13