O litoral do Ceará pode voltar a registrar chuva durante a madrugada e o início da manhã desta terça-feira (11) e quarta-feira (12), segundo previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgada nesta segunda (10). As precipitações também podem alcançar a região do Maciço de Baturité.
A previsão indica, porém, que a maior parte das macrorregiões do estado deve permanecer com estabilidade atmosférica nos próximos dias, com céu apresentando poucas nuvens e sem expectativa de chuva.
Segundo o meteorologista Leandro Valente, novas áreas de instabilidade podem se formar próximas ao litoral cearense durante a madrugada e o começo da manhã. Essas condições podem favorecer a ocorrência de chuva nas áreas litorâneas e no Maciço de Baturité.
Fortaleza amanheceu com chuva nesta segunda-feira
Fortaleza registrou chuva e céu nublado durante a manhã desta segunda-feira (10). Conforme dados parciais da Funceme, a Capital acumulou 4,2 milímetros de precipitação no intervalo entre as 7h de domingo (9) e as 7h desta segunda.
As áreas de instabilidade também provocaram chuva em outros municípios cearenses. Até o momento do levantamento, 19 cidades haviam registrado precipitações.
Os maiores volumes registrados foram observados em Pindoretama, com 10 milímetros; Maracanaú, com 8 milímetros; e Pacatuba, com 7 milímetros.
Confira os dez maiores volumes registrados por posto, conforme dados disponíveis até as 12h05 desta segunda-feira:
- Pindoretama: 10 mm
- Maracanaú: 8 mm
- Pacatuba: 7 mm
- Itaitinga: 7 mm
- Aquiraz: 6 mm
- Beberibe: 6 mm
- Guaramiranga: 5,8 mm
- Itapiúna: 5 mm
- Maracanaú: 4,6 mm
- Caucaia: 4,2 mm
Agosto marca período de ventos no Ceará
A ocorrência de chuva desta segunda-feira acontece durante agosto, mês que marca a abertura da temporada de ventos no Ceará. Apesar de o período não ser caracterizado por grandes volumes de precipitação, a presença de ventos mais intensos é uma característica observada nesta época do ano.
As condições atmosféricas também podem contribuir para o aumento de casos de síndromes respiratórias. Os ventos não provocam diretamente essas doenças, mas podem favorecer a dispersão de impurezas no ar e o ressecamento das vias respiratórias.
Esses fatores podem agravar quadros de alergia e facilitar o aparecimento de sintomas gripais.
Cuidados ajudam a reduzir transmissão de síndromes gripais
Profissionais de saúde recomendam medidas de prevenção para diminuir o risco de transmissão de doenças respiratórias durante o período.
Entre os cuidados estão lavar as mãos regularmente com água e sabão, evitar tocar os olhos, o nariz e a boca com as mãos sujas e não compartilhar copos, pratos e talheres com pessoas que estejam apresentando sintomas de síndrome gripal. A atenção também deve ser ampliada entre crianças, especialmente durante o período de retorno às aulas.
Caso apresentem sintomas gripais, a recomendação é aumentar a ingestão de líquidos e evitar a frequência às salas de aula enquanto durar a doença, reduzindo o risco de transmissão para outras pessoas.
Em situações consideradas leves, com sinais como coceira no nariz, tosse e dor de garganta, a orientação é procurar um posto de saúde ou unidade de atendimento para avaliação.


