O período de ventos fortes registrado no Ceará entre os meses de agosto e outubro favorece o aumento dos casos de síndromes respiratórias no estado. Embora os ventos não sejam responsáveis pelo surgimento das doenças, eles contribuem para a dispersão de impurezas no ar e para o ressecamento das vias respiratórias, o que pode agravar alergias e facilitar o aparecimento de sintomas gripais.
Para reduzir o risco de contaminação, profissionais de saúde orientam a adoção de medidas simples no dia a dia, como higienizar as mãos com água e sabão, evitar levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca e não compartilhar copos, pratos e talheres com pessoas que estejam com síndrome gripal.
A dona de casa Ana Flávia procurou atendimento em um posto de saúde após apresentar falta de ar. Segundo ela, o diagnóstico foi de gripe. Na residência dela, os filhos também estão doentes. Ela falou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza sobre o assunto:
"É muito ruim esses sintomas, dor de cabeça, febre, mal-estar, falta de ar. Eu já vi várias vezes, não só eu, como muita gente. Quando eu estava sentindo febre, dor no corpo, mal-estar, eu procurei o médico", relatou.
Ventos intensificam alergias e ressecam as vias respiratórias
A médica do município Luciana Passos explica que esse período, conhecido no Ceará como a época dos ventos ou "época do caju", costuma ser marcado pelo agravamento das alergias respiratórias.
"Esse período é muito conhecido no ano, que é o período dos ventos, conhecido também como a época do caju, no Ceará. É uma época em que as alergias se exacerbam, os ventos fortes provocam ressecamento das mucosas, do nariz, da garganta. Então aparecem como se fossem umas gripes, e isso associado a espirros, tosse. E esse período configura esse aumento, justamente por conta desses ventos", afirmou.
Segundo as orientações apresentadas, manter hábitos de higiene é uma das principais formas de prevenir a disseminação das síndromes respiratórias.
Vacinação e cuidados diários ajudam na prevenção
Além da higiene das mãos, manter a vacinação em dia é outra recomendação para reduzir os riscos de adoecimento. O caseiro Ricardo Cruz afirma que procura adotar medidas preventivas no cotidiano:
"Manter as vacinas em dia, evitar chuva, sol, poeira, essas coisas. Porque na melhor idade a gente tem que se preocupar mais, porque a gente está mais frágil", disse.
Os cuidados também devem ser reforçados entre crianças, especialmente por causa do retorno às aulas. Caso apresentem sintomas gripais, a recomendação é aumentar a ingestão de líquidos e permanecer em isolamento, evitando frequentar salas de aula enquanto durar a doença.
Casos leves devem ser avaliados nas unidades de saúde
Nos quadros considerados leves, com sintomas como coceira no nariz, tosse e dor de garganta, a orientação é procurar um posto de saúde ou uma unidade de atendimento para avaliação.
"Os quadros leves, que acometem mais a parte nasal, tosse, coisas mais simples, sem febre, sem queda do estado geral da pessoa, a gente recomenda ir no posto de saúde, que lá vão ser orientados quanto a isso", explicou a médica Luciana Passos.
A orientação é que os pacientes busquem atendimento para receber as recomendações adequadas e adotem os cuidados necessários para reduzir a transmissão das síndromes respiratórias durante o período de maior circulação de impurezas provocada pelos ventos.




