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INVESTIGAÇÃO

Casal preso por desvio de R$ 1 milhão de clientes de banco vivia em imóvel de luxo no Cumbuco

Segundo a Polícia Civil, mulher de 48 anos, ex-funcionária de banco, desviava valores das contas de clientes para empresa do companheiro; investigação aponta esquema entre 2021 e 2026

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Casal preso por desvio de R$ 1 milhão de clientes de banco vivia em imóvel de luxo no Cumbuco
Imóvel no Cumbuco foi alvo de sequestro judicial durante a Operação Insider.(Foto: Reprodução)


O casal preso por suspeita de desviar mais de R$ 1 milhão de clientes de uma instituição bancária no Ceará vivia em um imóvel de luxo na Praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. A residência de dois pavimentos, com área de lazer e piscina, foi alvo de um mandado de sequestro judicial durante a Operação Insider, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará.

Leia também: Mãe de Isabelle Caracristi lamenta decisão da Justiça do Ceará que concedeu liberdade a João Munhoz

Os dois suspeitos foram presos nesta terça-feira (11). A mulher, de 48 anos, é ex-funcionária da instituição financeira e, segundo a investigação, teria utilizado o acesso obtido durante o período em que trabalhava no banco para desviar valores das contas de clientes.

Os recursos, conforme a apuração policial, teriam sido direcionados para uma empresa administrada pelo companheiro dela, de 47 anos. O suposto esquema teria ocorrido entre 2021 e 2026. As identidades dos investigados e o nome da instituição financeira não foram divulgados pelas autoridades.

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Além das prisões, os policiais apreenderam dois veículos, aparelhos celulares e aproximadamente R$ 18 mil em espécie. A Justiça também determinou o bloqueio de valores de até R$ 1,3 milhão em contas bancárias, além de restrições sobre veículos relacionados aos investigados e a empresas administradas por eles.

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Imóvel de luxo no Cumbuco é alvo de sequestro judicial

A residência localizada na Praia do Cumbuco está entre os principais bens alcançados pelas medidas determinadas pela Justiça durante a operação. Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram uma casa de dois pavimentos, com espaço de lazer e piscina. O imóvel foi incluído nas medidas patrimoniais adotadas no âmbito da investigação sobre o suposto desvio de recursos de clientes bancários.

O sequestro judicial busca impedir que determinado patrimônio seja vendido, transferido ou ocultado enquanto as autoridades analisam sua possível relação com os fatos investigados. A medida, por si só, não comprova que o imóvel tenha sido comprado com dinheiro proveniente de crime. A destinação definitiva do patrimônio dependerá do andamento da investigação e de eventuais decisões judiciais. A casa no litoral cearense foi um dos endereços alcançados pelas medidas determinadas durante a operação que resultou na prisão do casal.

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Como funcionaria o esquema investigado pela Polícia Civil

De acordo com a investigação, a mulher de 48 anos trabalhou anteriormente na instituição bancária e teria utilizado os acessos relacionados à atividade profissional para realizar os supostos desvios. Os valores retirados das contas de clientes teriam sido direcionados para uma empresa ligada ao companheiro dela. A Polícia Civil aponta que a prática teria ocorrido durante aproximadamente cinco anos, entre 2021 e 2026.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), unidade especializada da Polícia Civil do Ceará. Os investigadores analisam movimentações financeiras e outros elementos para identificar a origem, o destino e a forma como os recursos teriam sido movimentados. A apuração também busca esclarecer a participação individual de cada suspeito e verificar se outras pessoas ou empresas tiveram envolvimento nas operações.

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Operação apreendeu R$ 18 mil e dois veículos

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dois veículos, aparelhos celulares e aproximadamente R$ 18 mil em espécie. Os celulares deverão ser submetidos a análise para verificar informações que possam contribuir para a investigação. Os dispositivos podem conter registros de comunicação, movimentações ou outros elementos relacionados ao suposto esquema.

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Os veículos também foram alcançados pelas medidas judiciais. Além dos automóveis apreendidos durante a operação, foram determinadas restrições sobre veículos pertencentes aos investigados e a empresas administradas por eles. As medidas patrimoniais fazem parte das diligências destinadas a preservar bens que possam ter relação com os recursos investigados.

Justiça bloqueou até R$ 1,3 milhão

A investigação também resultou em uma determinação judicial para bloquear valores de até R$ 1,3 milhão em contas bancárias. O objetivo é impedir a movimentação dos recursos enquanto a Polícia Civil apura o suposto esquema e identifica o patrimônio que pode estar relacionado aos fatos.

Também foram determinadas restrições judiciais sobre veículos dos investigados e de empresas administradas pelo casal. O limite de R$ 1,3 milhão não significa que todo esse valor tenha sido efetivamente encontrado nas contas dos suspeitos. Trata-se do montante máximo estabelecido pela decisão judicial para a medida de constrição patrimonial. A análise financeira deverá indicar quais valores têm relação com os fatos investigados e qual foi o caminho percorrido pelos recursos.

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Polícia cumpriu mandado em apartamento de Fortaleza

Além da residência localizada no Cumbuco, outro endereço relacionado aos investigados foi alvo da operação. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em um apartamento situado no bairro São Gerardo, em Fortaleza. A medida integra o conjunto de diligências realizadas pela Polícia Civil para reunir documentos, dispositivos e outros elementos que possam contribuir para a investigação.

Os endereços relacionados aos suspeitos foram incluídos nas ações autorizadas pela Justiça. A análise do material apreendido deverá ajudar os investigadores a reconstruir as movimentações realizadas durante o período em que o suposto esquema teria funcionado.

O que é a Operação Insider

A Operação Insider foi deflagrada pela Polícia Civil do Ceará por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos e teve como alvo o casal investigado pelo suposto desvio de mais de R$ 1 milhão de clientes de uma instituição bancária.

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As prisões preventivas foram cumpridas em Fortaleza e Caucaia. Após serem capturados, os dois foram conduzidos à sede da DRCC, onde foram realizados os procedimentos policiais relacionados às prisões. A investigação aponta que a mulher teria usado sua experiência e seus acessos obtidos durante o período em que trabalhou na instituição financeira para realizar operações que teriam provocado os desvios. Os recursos, segundo a apuração, eram direcionados para uma empresa ligada ao companheiro.

A Polícia Civil ainda precisa esclarecer a extensão do suposto esquema, o destino dos valores e a eventual participação de outras pessoas nas movimentações. Até o momento, os nomes dos investigados e da instituição bancária não foram divulgados pelas autoridades.

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