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JUSTIÇA

Julgamento de homem acusado de matar bombeira civil acontece nesta quinta-feira (13) em Fortaleza

Acusado de homicídio doloso, Roberto Ayrton Bezerra Ramos será julgado no Fórum Clóvis Beviláqua, mais de três anos após a morte da jovem de 24 anos

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Julgamento de homem acusado de matar bombeira civil acontece nesta quinta-feira (13) em Fortaleza
Família de Hanna Moreira espera por justiça antes de julgamento nesta quinta-feira. Foto: Reprodução/TV Cidade Fortaleza

Mais de três anos após a morte de Hanna Moreira dos Reis, de 24 anos, a família da jovem aguarda o julgamento de Roberto Ayrton Bezerra Ramos, acusado de homicídio doloso no caso. O julgamento está marcado para esta quinta-feira (13), no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. Hanna morreu em junho de 2023, após ser atingida por um carro enquanto estava na garupa de uma motocicleta a caminho do primeiro dia de trabalho como bombeira civil.

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Para a família, a espera pela Justiça acontece enquanto permanece a lembrança de uma jovem que estava no início da carreira e tinha planos para o futuro. A mãe, Nilda Cunha dos Reis, descreve Hanna como uma pessoa alegre, extrovertida e muito próxima dos familiares.

“Ela era muito alegre, falava alto, era extrovertida”, conta Nilda.

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A mãe também recorda que Hanna tinha o hábito de brincar com a avó ao chegar à casa da família. Segundo Nilda, a jovem anunciava a própria chegada de forma descontraída: “Vó, sua neta preferida chegou”. A lembrança, para a família, representa a personalidade que Hanna tinha antes de morrer.

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Quem era Hanna Moreira, vítima do caso

Hanna tinha 24 anos e trabalhava como bombeira civil. A jovem estava no começo da carreira e, segundo os familiares, tinha expectativas relacionadas à vida profissional e pessoal.

A mãe também lembra de conversas que as duas mantinham sobre doação de órgãos. Hanna dizia que, caso morresse antes da mãe, gostaria de doar os órgãos e até a própria pele.

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A fala é lembrada pela família como parte da personalidade da jovem, que, segundo a mãe, costumava tratar assuntos sérios com naturalidade.

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A avó materna, Raimunda Cunha, também lamenta os projetos que Hanna não teve a oportunidade de realizar. Para ela, a neta estava construindo um futuro profissional quando morreu.

“Ela tinha um bom futuro, tinha muitas ideias boas, estava no começo de uma carreira de muita responsabilidade, bons trabalhos, de bom futuro”, afirma Raimunda.

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A avó também fala sobre a perda e sobre a expectativa em relação ao julgamento. “Só quero justiça”, declara Raimunda.

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O que aconteceu com Hanna Moreira em 2023

Hanna estava na garupa de uma motocicleta em junho de 2023, quando seguia para o primeiro dia de trabalho. Na condução estava Matheus Ângelo, ex-namorado da jovem.

Os dois foram atingidos por um carro. Hanna morreu ainda no local. Matheus sobreviveu ao acidente, mas afirma que não consegue se lembrar do momento da colisão.

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Segundo ele, a perda de memória está relacionada ao traumatismo craniano que sofreu. Matheus conta que consegue recordar apenas o momento anterior ao acidente, quando estava a caminho da casa de Nilda para buscar Hanna e levá-la ao trabalho.

“Apesar de eu ser uma testemunha por ter sobrevivido, até hoje eu não lembro de absolutamente nada”, afirma Matheus.

Ele explica que as lembranças ficam interrompidas depois daquele momento e que passou um período sem conseguir recuperar informações sobre o que ocorreu.

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“O único momento em que eu consigo lembrar foi do motivo de eu ter vindo pra cá, pra casa da Nilda, que foi buscar a Hanna pra levar ela pro trabalho. Inclusive, era o primeiro dia”, relata.

Matheus diz que o traumatismo craniano afetou sua memória e que as recordações não retornaram mesmo após o período posterior ao acidente.

Acusado será julgado mais de três anos após a morte

Roberto Ayrton Bezerra Ramos foi preso e autuado em flagrante por homicídio doloso após o caso. Desde então, o processo passou a tramitar na Justiça.

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Segundo Matheus, o acusado apresentou versões sobre o que teria acontecido antes da colisão. Uma delas, conforme o relato da testemunha, seria de que ele e Hanna estariam armados.

Matheus afirma que as buscas realizadas durante a investigação não encontraram armas com os ocupantes da motocicleta. Ele também relata que outra versão apresentada pelo acusado envolvia as condições climáticas no momento do acidente.

Segundo Matheus, inicialmente teria sido alegado que havia chuva e que o motorista fazia movimentos de zigue-zague na via por causa das condições da pista. Ele afirma que a investigação verificou as informações apresentadas.

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“O Ministério Público conseguiu ir atrás da verdade. Ele disse que a gente estava armado, procuraram armas nas imediações, na nossa bolsa, não tinha absolutamente nada”, afirma Matheus.

Na sequência, ele relata que outra versão foi apresentada sobre o motivo pelo qual o veículo teria feito movimentos na pista.

“Na primeira vez ele disse que a gente estava armado, depois ele disse que estava fazendo zig-zag na rua porque estava chovendo. Aí descobriram que não, não estava chovendo, estava muito sol”, relata.

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Matheus afirma ainda que o Ministério Público buscou verificar as diferentes versões apresentadas durante a investigação. “Tudo o que ele foi dizendo, o Ministério Público era obrigado a ir atrás das informações e descobriu que era mentira”, declara.

As afirmações sobre as versões apresentadas pelo acusado são feitas por Matheus e integram o relato da testemunha sobre a investigação. A definição das responsabilidades e das circunstâncias do caso será analisada no julgamento.

Família de Hanna Moreira espera por justiça

Mais de três anos depois da morte da jovem, a família concentra as expectativas no julgamento marcado para esta quinta-feira (13), no Fórum Clóvis Beviláqua.

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A mãe afirma esperar que a Justiça responsabilize o acusado e que o resultado do processo traga uma resposta para a família.

“O que eu espero da Justiça é que ela coloque esse assassino de volta na cadeia, que ele nunca deveria ter saído de lá”, afirma Nilda.

A mãe também questiona o fato de o acusado ter passado um período preso e atualmente responder ao processo em liberdade, segundo seu relato.

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“Ele só passou seis meses preso e está aí, livre. Uma pessoa que está usando tornozeleira, pra mim ela está livre”, declara.

Nilda diz temer que a liberdade do acusado possa representar um risco para outras pessoas. Para ela, a responsabilização pelo caso é uma forma de impedir que uma situação semelhante volte a acontecer.

“Se ele não for preso, ele vai se sentir livre, vai dizer: não, eu posso fazer o que eu quiser, porque não vai dar em nada”, afirma a mãe.

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A família também carrega a ausência deixada por Hanna desde junho de 2023. Para os avós, além da perda da jovem, permanece a frustração pelos planos que ela não conseguiu concretizar.

A avó materna resume a expectativa da família diante da proximidade do julgamento: “Só quero justiça”, declara Raimunda.

O julgamento de Roberto Ayrton Bezerra Ramos está previsto para esta quinta-feira (13), no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. O processo deverá analisar as circunstâncias da morte de Hanna Moreira e a responsabilidade atribuída ao acusado.

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