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INVESTIGAÇÃO

PM presa por suspeita de matar policial foi filmada em oficina no período em que relatou estar amarrada

Imagem obtida pelo GCMais mostra Júlia Nathalia em uma oficina durante a manhã dessa terça-feira (11); policial foi presa em flagrante por homicídio após avanço da investigação sobre a morte de Raphael Sampaio

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PM presa por suspeita de matar policial foi filmada em oficina no período em que relatou estar amarrada
Policial presa por morte de PM foi filmada em oficina no período em que relatou estar amarrada. Foto: Reprodução

A policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes, de 27 anos, presa em flagrante por suspeita de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, foi filmada em uma oficina durante a manhã dessa terça-feira (11), período relacionado ao momento em que ela teria relatado ter sido encontrada amarrada em uma área de mata. A imagem foi obtida pelo Portal GCMais e mostra a policial usando um vestido rosa. O registro passou a integrar a apuração sobre a cronologia dos acontecimentos que envolvem a morte do PM e a situação apresentada inicialmente por Júlia.

Leia também: Como ficou a Câmara dos Deputados após as Eleições 2026? Veja composição por partido

Raphael Sampaio, também de 27 anos, foi encontrado morto dentro de um veículo incendiado na região do Ancuri, na divisa entre Fortaleza e Itaitinga. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) constatou lesões provocadas por disparos de arma de fogo feitos quando o policial ainda estava vivo. Posteriormente, o corpo foi carbonizado.

Júlia foi presa e autuada em flagrante por homicídio na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O companheiro dela, Antoneudo Ribeiro, foi conduzido para a unidade da Polícia Civil e é ouvido no âmbito da investigação. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ele não foi informado como preso pelo homicídio.

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Imagem mostra Júlia em oficina durante a manhã

A imagem obtida pelo GCMais mostra Júlia Nathalia dentro de uma oficina durante a manhã desta terça-feira. Ela aparece usando um vestido rosa.

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O registro foi feito durante o período relacionado ao relato de que a policial teria sido encontrada amarrada em uma área de mata.

A imagem não estabelece, sozinha, o que aconteceu com Júlia nem determina sua participação na morte de Raphael. O registro acrescenta um elemento à linha do tempo que está sendo reconstruída pela Polícia Civil.

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Os investigadores deverão confrontar a imagem com depoimentos, horários e outros elementos reunidos durante as diligências para estabelecer onde a policial esteve antes de ser localizada e em que circunstâncias foi encontrada amarrada.

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A cronologia é um dos aspectos que precisam ser esclarecidos porque Júlia passou de pessoa encontrada amarrada a suspeita presa por homicídio durante o avanço da investigação.

Policial foi encontrada amarrada antes de ser presa

Júlia Nathalia havia sido encontrada amarrada às margens da BR-116, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

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A situação ocorreu enquanto as forças de segurança também investigavam a morte de Raphael Sampaio. Conforme as diligências avançaram, a policial passou a ser investigada por possível envolvimento no homicídio.

Na tarde desta terça-feira, ela foi conduzida à sede do DHPP, onde acabou presa em flagrante e autuada por homicídio.

Segundo a SSPDS, Júlia já responde por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e integrar organização criminosa.

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A investigação agora busca esclarecer a participação dela na morte de Raphael e as circunstâncias relacionadas ao momento em que foi encontrada amarrada.

Raphael foi baleado ainda vivo e teve o corpo carbonizado

O soldado Raphael Sampaio da Silva foi encontrado morto dentro de um carro incendiado na região do Ancuri.

O veículo foi localizado depois que uma testemunha percebeu as chamas e acionou as forças de segurança. Equipes foram ao local e, após o controle do incêndio, encontraram o corpo no interior do automóvel.

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A perícia realizada pela Pefoce identificou lesões provocadas por arma de fogo. Segundo a SSPDS, os disparos atingiram Raphael quando ele ainda estava vivo.

A carbonização ocorreu posteriormente.

A SSPDS também informou que não foi constatada nenhuma amputação traumática no corpo do policial.

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A investigação deverá esclarecer onde os disparos foram efetuados, como Raphael chegou ao veículo e quem participou da ação.

Companheiro da policial é ouvido pela Polícia Civil

Antoneudo Ribeiro, companheiro de Júlia, também foi conduzido para uma unidade da Polícia Civil.

Segundo a SSPDS, ele é ouvido pelos investigadores. A secretaria informou que Antoneudo responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

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Os registros anteriores não estabelecem participação dele na morte de Raphael.

A investigação deverá verificar se existem elementos que relacionem Antoneudo ao homicídio e qual teria sido sua eventual participação.

A situação dele, portanto, é diferente da de Júlia: a policial foi presa em flagrante e autuada por homicídio, enquanto o companheiro foi conduzido para prestar depoimento.

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Polícia apura possível motivação relacionada a relacionamento

Entre as hipóteses investigadas está a possibilidade de que o homicídio tenha relação com um suposto envolvimento amoroso entre Júlia e Raphael.

Informações preliminares levantadas durante a investigação indicam que Antoneudo teria descoberto o possível relacionamento. A partir dessa linha, os investigadores verificam se Raphael teria sido atraído para uma situação previamente planejada antes de ser morto.

A hipótese ainda não foi confirmada como motivação definitiva do crime.

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A Polícia Civil deverá analisar os contatos entre os envolvidos, depoimentos, imagens e demais elementos para determinar o que ocorreu antes da morte do soldado.

Também será necessário estabelecer a participação individual de cada investigado.

Investigação continua para reconstruir os acontecimentos

A Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP) é responsável pela investigação.

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A unidade realiza diligências e oitivas para esclarecer as circunstâncias da morte de Raphael, além de verificar a participação dos investigados.

Entre os pontos ainda em apuração estão os últimos momentos do policial, a forma como ele foi abordado, o local dos disparos, o deslocamento do corpo até o veículo e a posterior carbonização.

A investigação também deverá esclarecer a sequência envolvendo Júlia, incluindo o período em que ela foi vista na oficina, a circunstância em que teria sido encontrada amarrada e os acontecimentos que levaram à prisão.

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O Ministério Público do Ceará acompanha o caso por meio de uma força-tarefa criada pelo procurador-geral de Justiça, Herbet Santos.

O grupo reúne promotores de Justiça e atuará em conjunto com a 2ª Promotoria de Justiça de Itaitinga em eventuais procedimentos investigatórios e judiciais relacionados à morte do policial.

O caso permanece em investigação.

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