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WALMIR MEDEIROS

Caso Raphael Sampaio: advogado de PM investigada esclarece episódio em presídio no Ceará

Advogado de Júlia Nathalia explica que não foi preso e explica como o celular foi parar no presídio militar

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Advogado de PM investigada esclarece episódio no presídio e nega envolvimento na morte de Raphael Sampaio
Walmir Medeiros falou com a TV Cidade Fortaleza nesta segunda-feira (17) após a repercussão do ocorrido na última semana em um presídio no Ceará. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

O advogado Walmir Medeiros esclareceu, nesta segunda-feira (17), o episódio ocorrido na última sexta-feira (14), quando esteve no presídio militar para conversar com a policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes, investigada pela morte do soldado Raphael Sampaio da Silva. Segundo ele, não houve prisão e ele não tem envolvimento com o homicídio.

A princípio, foi divulgado que o advogado havia sido preso por entregar um celular para a suspeita, para ela falar com terceiros. Medeiros afirmou que o celular que estava com ele na unidade era seu próprio aparelho e negou ter entregue o equipamento à policial investigada. O advogado também disse que solicitou à TV Cidade Fortaleza um direito de resposta após a divulgação da informação de que teria sido preso por envolvimento no caso.

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De acordo com o advogado, a ida ao presídio ocorreu no contexto do atendimento profissional a Júlia. Ele relatou que os pais e a sogra da policial também tentavam visitá-la e que, antes de entrar na unidade, recebeu uma ligação de um sargento informando que a cliente queria conversar com ele.

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Medeiros disse que chegou ao local acompanhado do pai da policial e permaneceu com o celular durante o atendimento. Segundo o relato, ninguém teria solicitado que ele entregasse o aparelho.

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Walmir Medeiros diz que celular era de uso próprio

O advogado afirmou que, durante o período em que permaneceu no presídio, utilizou o telefone para enviar mensagens e fazer ligações. Segundo ele, em determinado momento percebeu que a bateria estava descarregando e pegou o carregador que estava no bolso.

Medeiros contou ainda que saiu da sala para conversar com os familiares de Júlia e que acredita ter deixado o aparelho no local. Ele negou, porém, que tenha entregado o telefone à policial ou que ela tenha utilizado o equipamento.

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"A ligação que tem ali é minha com a sogra dela. E antes tem minha com o pai dela, que estava lá e foi o tempo todo isso", afirmou.

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O advogado também disse que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhará a extração dos dados do aparelho. Para ele, o conteúdo do telefone poderá demonstrar que o equipamento era utilizado normalmente durante o período em que esteve na unidade.

"A OAB vai acompanhar a extração dos dados do meu celular, não há nada contra ela. Se houvesse, seria ilegal. E vai se ver que o que eu tenho ali, durante esse tempo, eu mandei diversas mensagens pra pessoas outras, pra clientes, pra amigos, conversei com um monte de gente sem falar nada do caso. Já tá tudo lá no meu celular."

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Advogado questiona encaminhamento para delegacia

Medeiros também relatou que, após o episódio, um capitão teria informado que ele seria levado para a Draco, unidade que realiza procedimentos de extração de dados de celulares e atua na apuração relacionada ao caso.

O defensor afirmou ter questionado o motivo do encaminhamento, já que, na avaliação dele, a investigação da morte de Raphael Sampaio estava sob responsabilidade da delegacia de homicídios. A partir dessa situação, Medeiros disse acreditar que a apreensão do aparelho poderia ter sido utilizada para buscar elementos para a investigação.

"Então foi uma busca chamada de pesca predatória ou busca predatória de provas. Na minha cabeça, claramente isso."

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Caso envolve morte de soldado da Polícia Militar

Walmir Medeiros atua na defesa da policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes, que está presa preventivamente no caso da morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos.

Raphael foi encontrado morto dentro de um veículo incendiado na região do Ancuri, na divisa entre Fortaleza e Itaitinga, na manhã da terça-feira (11). Conforme as informações divulgadas anteriormente, a Perícia Forense do Estado do Ceará identificou lesões provocadas por disparos de arma de fogo e apontou que o soldado foi atingido enquanto ainda estava vivo. O corpo foi carbonizado posteriormente.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), que busca esclarecer a dinâmica do assassinato, a autoria dos disparos e a eventual participação de cada investigado.

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Júlia foi inicialmente encontrada amarrada às margens da BR-116, em Aquiraz. Posteriormente, passou à condição de investigada pela morte de Raphael e foi presa em flagrante por homicídio. Após audiência de custódia realizada na quinta-feira (13), a prisão preventiva foi decretada.

Defesa já havia apresentado versão de Júlia

Antes do episódio envolvendo o advogado, Medeiros havia apresentado a versão de Júlia sobre a morte de Raphael. Segundo o defensor, a policial relatou que deixou o batalhão com o soldado e estava no veículo quando ele foi baleado.

"Ela lembra que saiu do batalhão e que interceptaram o carro e que ele levou os tiros", afirmou o advogado em entrevista anterior.

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Segundo Medeiros, Júlia teria presenciado os disparos, mas não soube informar quantos tiros foram efetuados nem explicar de que maneira o veículo foi interceptado. O defensor também afirmou que ela estava confusa sobre a sequência dos acontecimentos e tinha dificuldade para organizar cronologicamente os fatos.

A versão da defesa ainda precisa ser confrontada com os demais elementos reunidos pela Polícia Civil.

Antoneudo Ribeiro também é investigado

O caso também envolve Antoneudo Ribeiro, companheiro de Júlia. Ele foi preso durante as diligências relacionadas à investigação e teve a prisão temporária decretada após audiência de custódia.

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Em entrevista anterior, Walmir Medeiros também havia contestado a forma como a prisão ocorreu e afirmado que a casa da avó de Antoneudo teria sido arrombada durante as diligências, com celulares retirados do imóvel. Essas declarações correspondem à versão apresentada pela defesa.

O advogado também negou que Antoneudo faça parte de uma facção criminosa. Segundo Medeiros, o companheiro de Júlia já havia sido acusado de envolvimento com organização criminosa em uma investigação relacionada a crimes cibernéticos, mas, conforme o defensor, não houve denúncia ou condenação por esse fato.

A investigação sobre a morte de Raphael Sampaio permanece em andamento, enquanto a defesa de Júlia Nathalia sustenta sua própria versão sobre a sequência dos acontecimentos.

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Denúncias para a polícia

A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.


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