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MEDICINA

Segundo paciente com lesão medular recebe aplicação de polilaminina no Ceará

Homem de 27 anos recebeu a substância durante cirurgia no IJF, em Fortaleza. Tratamento ainda está em fase experimental e busca estimular a recuperação de lesões na medula espinhal

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Segundo paciente com lesão medular recebe aplicação de polilaminina no Ceará
A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir de pesquisas relacionadas à laminina, proteína encontrada naturalmente no organismo. (Foto: Reprodução)


Um homem de 27 anos tornou-se o segundo paciente do Ceará a receber polilaminina como parte de um tratamento experimental para lesão na medula espinhal. A aplicação ocorreu no último sábado (15), durante uma cirurgia realizada no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza.

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O paciente foi internado no hospital no dia 11 de agosto, após sofrer um trauma raquimedular. Na chegada à unidade, apresentava paraplegia, sem movimentos ou sensibilidade abaixo da região atingida pela lesão. Exames realizados pela equipe médica identificaram uma lesão completa na medula espinhal na altura da sexta vértebra torácica (T6).

Quatro dias após a internação, o paciente passou pelo procedimento cirúrgico. Durante a operação, a polilaminina foi aplicada diretamente na área lesionada. A substância ainda não é utilizada como tratamento convencional para lesões medulares. A aplicação faz parte de uma abordagem experimental que busca avaliar o potencial da polilaminina na recuperação de pacientes com traumas na medula espinhal.

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O que é a polilaminina?

A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir de pesquisas relacionadas à laminina, proteína encontrada naturalmente no organismo. Os estudos sobre a substância começaram a partir de pesquisas desenvolvidas pela cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao longo dos anos, os trabalhos passaram a investigar o potencial da laminina em processos relacionados à recuperação de lesões na medula espinhal.

A partir dessas pesquisas, foi desenvolvida uma versão produzida em laboratório, chamada polilaminina. A proposta é que a substância seja aplicada diretamente na região afetada pela lesão para estimular processos relacionados à reorganização do tecido nervoso e à formação de novas conexões.

A expectativa dentro da pesquisa é avaliar se esse mecanismo pode contribuir para a recuperação de movimentos em determinados pacientes. No entanto, a aplicação da polilaminina não significa que haverá recuperação dos movimentos. Como o procedimento ainda está em fase experimental, os resultados precisam ser acompanhados individualmente e avaliados pelos pesquisadores.

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Paciente será acompanhado após procedimento

Após a aplicação da polilaminina, o acompanhamento médico é uma etapa importante para avaliar a evolução do paciente. A observação ao longo do tempo permite verificar eventuais alterações neurológicas e outros resultados relacionados ao procedimento. Como se trata de uma abordagem experimental, não é possível antecipar se o paciente terá recuperação parcial ou completa dos movimentos.

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