Um jovem de 23 anos morreu e outras duas pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros registrado na madrugada deste domingo (23), no bairro Passaré, em Fortaleza. O crime aconteceu por volta das 5h20, após uma festa conhecida como “Revoada do H”, realizada no Loteamento Parque Adriano.
A vítima fatal foi identificada como João Diego de Sousa Lima, conhecido como DG. Segundo o relatório policial, ele foi atingido por quatro disparos e morreu em decorrência dos ferimentos. De acordo com as informações policiais, homens que estavam em um veículo de cor prata efetuaram disparos no local onde ocorria a festa. Na sequência, novos tiros foram registrados nas proximidades da areninha do Barroso II. As circunstâncias do ataque, a motivação e a identidade dos responsáveis ainda são investigadas pela Polícia Civil.
Ataque a tiros no Passaré deixa um morto e dois feridos
Além de João Diego, outras duas pessoas foram atingidas durante a ocorrência. Delane Lima da Silva, de 30 anos, foi baleada nas costas. Ela foi socorrida e encaminhada para o Frotinha da Messejana. Gleidson Cardoso da Silva, de 24 anos, foi atingido por disparos no braço direito e no abdômen. Ele foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro José Walter.
O deslocamento das duas vítimas até as unidades de saúde contou com escolta de equipes do Comando Tático Motorizado (Cotam), da Polícia Militar. Até o momento, não há informação sobre o estado de saúde dos dois sobreviventes.
Polícia investiga possível relação com grupos criminosos
Uma das linhas consideradas no relatório policial avalia uma possível relação do ataque com grupos criminosos que atuam na região. O documento cita a possível participação de integrantes da Massa/TDN e aponta que as vítimas teriam ligação ou possível envolvimento com o Comando Vermelho (CV).
Essas informações constam como hipóteses no relatório policial e ainda precisam ser confirmadas ou descartadas pela investigação. Não há, até o momento, identificação oficial dos autores dos disparos. A motivação do ataque também não foi esclarecida. A Polícia deverá verificar se existe alguma relação entre as vítimas e os grupos citados no documento ou se o crime teve outra motivação.
Suspeitos do ataque ainda não foram identificados
Os homens apontados no relatório como responsáveis pelos disparos ainda não foram identificados. A investigação deverá reunir informações sobre a dinâmica do ataque e buscar elementos que possam levar à identificação dos envolvidos.
Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão a origem dos disparos, a participação de cada suspeito e a eventual relação entre as vítimas e os grupos criminosos mencionados no relatório. O veículo de cor prata também poderá ser um dos elementos analisados pelos investigadores. Imagens de câmeras de segurança ou outros registros, caso estejam disponíveis, podem contribuir para a identificação do automóvel e dos envolvidos.




