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RODOVIAS

Atropelamentos diminuem nas BRs do Ceará, mas ainda estão entre os acidentes mais fatais

Foram 38 ocorrências e 15 mortes entre janeiro e agosto de 2026; em 2025, o mesmo período teve 60 atropelamentos e 25 óbitos

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Atropelamentos diminuem nas BRs do Ceará, mas ainda estão entre os acidentes mais fatais
Os números da Polícia Rodoviária Federal mostram uma redução de 22 ocorrências na comparação entre os primeiros oito meses de 2025 e o mesmo período de 2026. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

Os atropelamentos nas rodovias federais que cortam o Ceará diminuíram em 2026, mas continuam entre os acidentes que mais terminam em morte. Entre janeiro e agosto, foram registrados 38 casos, com 15 vítimas fatais. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizadas 60 ocorrências e 25 mortes.

A redução foi de 36,7% no número de atropelamentos. Mesmo com a queda, o tipo de acidente permanece entre os três principais que resultam em óbito nas estradas federais do estado.

Leia também: Incêndio destrói quarto e compromete telhado de casa no Pirambu, em Fortaleza

A realidade aparece no cotidiano de quem vive próximo às rodovias. Há mais de 20 anos, a auxiliar de serviços gerais Maria Ivana mora nas proximidades da BR-116, no trecho do bairro Cajazeiras, em Fortaleza. Ela contou à TV Cidade Fortaleza que já presenciou moradores serem vítimas de atropelamentos:

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“Eu já vi muitos casos assim, as pessoas morrerem atropeladas aqui nessa BR, porque os carros são muito movimentados e não tem como as pessoas passarem, né? Eu prefiro ir por cima da passarela do que arriscar a minha vida aí.”
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Atropelamentos no Ceará caem 36,7% em 2026

Os dados da Polícia Rodoviária Federal mostram uma redução de 22 ocorrências na comparação entre os primeiros oito meses de 2025 e o mesmo período deste ano.

Também houve queda no número de mortes. Foram 25 óbitos por atropelamento entre janeiro e agosto de 2025, contra 15 no mesmo intervalo de 2026.

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Apesar da redução, o atropelamento continua entre os acidentes com maior número de mortes nas rodovias federais que passam pelo Ceará.

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O chefe de comunicação da PRF, Lucas Mourão, explica como o cenário aparece nos registros deste ano:

“Em 2025, foi o segundo tipo de acidente com a maior quantidade de óbitos, ficando atrás apenas da colisão frontal. Já neste ano de 2026, ainda continua aparecendo dentro dos três principais tipos de acidentes que acabam terminando em óbito.”
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Atropelamentos ainda provocam mortes nas rodovias

Um dos casos registrados neste ano aconteceu em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Uma mulher morreu atropelada depois de visitar um parente que está preso.

No trecho, os atropelamentos graves são frequentes, principalmente nos fins de semana, quando ocorrem os dias de visita aos detentos.

A situação chama a atenção para a dificuldade de travessia em pontos onde existe circulação de pedestres junto ao fluxo de veículos. Para quem mora ou circula nas proximidades das rodovias, utilizar estruturas destinadas à travessia pode representar uma alternativa diante do movimento intenso.

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Conduta de pedestres e motoristas influencia acidentes

O trânsito se sustenta em três pilares: humano, veículo e via. O fator humano é apontado como o que mais apresenta falhas e responde por mais de 80% dos acidentes, tanto em colisões quanto em atropelamentos.

Lucas Mourão detalha os comportamentos observados pela PRF:

“Estão diretamente associadas à conduta do pedestre, que acaba entrando na rodovia de forma inapropriada, sem observar a presença dos veículos. Também temos casos de pedestres alcoolizados, que acabam também invadindo a rodovia. É claro que também o condutor do veículo precisa respeitar a sinalização, respeitar o limite de velocidade.”
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A segurança na travessia, portanto, envolve tanto o comportamento de quem está a pé quanto a condução dos veículos. O respeito à sinalização e aos limites de velocidade também faz parte das medidas necessárias para reduzir os riscos.

Passarelas são alternativas para travessia

A infraestrutura disponível nas rodovias é outro ponto relacionado à segurança dos pedestres. As passarelas aparecem como alternativa para a travessia em trechos de menor ocupação.

Já nos pontos mais urbanizados, como os primeiros quilômetros da BR-116, o professor Mario Ângelo Azevedo, do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), aponta a possibilidade de utilização de semáforos.

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O professor explica a proposta:

“Aí você consegue interromper o trânsito em alguns momentos, e nessa interrupção você abre um intervalo, ou o que a gente chama de uma brecha, na corrente de trânsito, e o pedestre vai conseguir atravessar de maneira mais segura. Não vai trazer atraso ao fluxo de veículos porque pode coordenar esses semáforos.”

A ideia considera as características dos diferentes trechos das rodovias. Em locais menos ocupados, a travessia por passarelas pode ser uma alternativa, enquanto áreas com maior presença urbana podem exigir mecanismos para organizar o fluxo de veículos e pedestres.

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Segurança depende de diferentes fatores

Os números registrados entre janeiro e agosto mostram uma redução dos atropelamentos e das mortes em comparação com o mesmo período de 2025. Ainda assim, o atropelamento permanece entre os três principais tipos de acidentes que terminam em óbito nas rodovias federais do Ceará.

A segurança também envolve a estrutura disponível para a travessia. Na BR-116, em Cajazeiras, a utilização da passarela é uma escolha feita por moradores que convivem diariamente com o movimento dos veículos.

Já foram registradas 15 mortes nas BRs este ano

O Ceará registrou 15 mortes por atropelamento nas rodovias federais entre 1º de janeiro e 24 de agosto de 2026. Apesar da redução de 40% no número de vítimas fatais em relação ao mesmo período do ano passado, os atropelamentos continuam entre os tipos de sinistro de trânsito com maior impacto sobre a vida humana.

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Ao todo, foram registrados 38 atropelamentos nas BRs do estado neste ano, contra 60 no mesmo intervalo de 2025. A queda foi de 36,7%. Também houve redução nos acidentes graves e no número de pessoas feridas, mas a proporção de ocorrências que terminaram em morte permanece elevada.

Em 2026, 15 dos 38 atropelamentos tiveram pelo menos uma vítima fatal, o equivalente a 39,5% das ocorrências. No mesmo período de 2025, eram 25 casos com morte entre 60 atropelamentos, uma proporção de 41,7%.

Ceará teve menos atropelamentos, feridos e mortes em 2026

Além da redução no número de ocorrências, os dados mostram queda na quantidade de vítimas. Entre janeiro e agosto de 2025, foram 55 pessoas feridas em atropelamentos. No mesmo período deste ano, foram 29, uma redução de 47,3%.

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Os atropelamentos classificados como graves também diminuíram. Foram 51 ocorrências desse tipo em 2025 e 28 em 2026, queda de 45,1%.

Considerando a participação desses casos no total de atropelamentos, a proporção passou de 85% para 73,7%. Ou seja, quase três em cada quatro atropelamentos registrados nas BRs do Ceará em 2026 foram classificados como graves.

Para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a classificação como sinistro grave está relacionada à existência de vítima com ferimento grave ou morte.

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