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ELEIÇÕES 2026

Alfredo Gaspar é investigado? Entenda os casos envolvendo o vice de Flávio Bolsonaro

Candidato a vice-presidente é citado em apurações que envolvem acusação de estupro de vulnerável e emendas Pix; parlamentar nega irregularidades e contesta as acusações

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Alfredo Gaspar é investigado? Entenda os casos envolvendo o vice de Flávio Bolsonaro
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados


O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), está relacionado a diferentes apurações que ganharam repercussão em 2026. Para quem quer saber se Alfredo Gaspar é investigado, uma das situações envolve uma acusação de estupro de vulnerável levada às autoridades e que ainda passa por diligências preliminares antes de uma decisão sobre a abertura formal de inquérito. Outro caso envolve possíveis irregularidades na execução de emendas Pix, alvo de investigação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Gaspar nega irregularidades e contesta as acusações.

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Os casos ganharam maior repercussão depois que o deputado passou a integrar a disputa presidencial. Gaspar foi anunciado como vice de Flávio Bolsonaro em 5 de agosto, formando uma chapa composta por dois integrantes do PL. Antes disso, havia sido apresentado como pré-candidato ao Senado por Alagoas.

É preciso, porém, diferenciar as situações jurídicas. A existência de uma acusação, de diligências preliminares ou de uma investigação não representa condenação nem comprova que as suspeitas atribuídas ao parlamentar sejam verdadeiras. Os dois casos também se encontram em contextos e etapas diferentes.

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Alfredo Gaspar é investigado?

Alfredo Gaspar aparece atualmente em dois casos de naturezas distintas. No primeiro, relacionado a uma acusação de estupro de vulnerável, a Polícia Federal solicitou autorização para abertura de inquérito, mas o procedimento ainda estava em fase de diligências preliminares até o fim de agosto de 2026.

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No segundo caso, o nome do deputado aparece entre parlamentares alcançados por uma determinação do ministro Flávio Dino, do STF, para que a Polícia Federal investigue possíveis irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na execução das chamadas emendas Pix. Portanto, não é correto tratar os dois episódios como se estivessem exatamente na mesma etapa processual.

Qual é a acusação contra Alfredo Gaspar no STF?

A acusação contra Alfredo Gaspar de maior repercussão está relacionada a um suposto caso de estupro de vulnerável. Em março de 2026, na reta final dos trabalhos da CPMI do INSS, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) levaram às autoridades uma notícia-crime pedindo a apuração de informações relacionadas ao então relator da comissão.

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A representação apresentou uma acusação segundo a qual Gaspar teria mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. Os parlamentares afirmaram ter entregue registros documentais, conversas e outras informações para sustentar o pedido de apuração. A acusação é negada por Alfredo Gaspar.

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O caso exige uma distinção importante. Até o fim de agosto, não havia decisão definitiva do STF reconhecendo a acusação nem condenação do parlamentar. Também não se deve confundir a notícia-crime levada às autoridades com uma denúncia criminal formal oferecida pela Procuradoria-Geral da República e aceita pela Corte.

O que a Polícia Federal apura sobre Alfredo Gaspar?

Após o caso chegar ao Supremo, a Polícia Federal pediu, em abril de 2026, autorização para abrir um inquérito destinado a investigar a acusação. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, autorizou a realização de diligências preliminares, etapa destinada à reunião de elementos que possam subsidiar uma decisão sobre o prosseguimento da apuração.

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Até o fim de agosto, ainda eram aguardadas informações consideradas relevantes para a conclusão dessa fase. O caso também envolve a Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia solicitado diligências antes de se manifestar sobre a abertura da investigação formal.

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Isso significa que, no caso da acusação de estupro de vulnerável, Alfredo Gaspar não deve ser apresentado como alguém que já responde a uma ação penal pelo episódio. O procedimento permanece em uma etapa anterior, destinada justamente à verificação das informações levadas às autoridades.

O que Alfredo Gaspar diz sobre a acusação?

Alfredo Gaspar nega ter mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos e afirma ser vítima de uma armação e de perseguição política. O parlamentar relaciona a acusação à atuação que teve como relator da CPMI do INSS, função que aumentou sua exposição política nacional.

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Gaspar também apresentou elementos destinados a contestar as acusações. Entre os argumentos apresentados pelo deputado está a versão de que uma das histórias usadas contra sua imagem estaria relacionada, na realidade, a um primo. O parlamentar declarou não ter filhos fora do casamento e se colocou à disposição para a realização de exame de DNA.

Os parlamentares responsáveis pela acusação contestaram essa versão e afirmaram que o episódio apresentado por Gaspar em sua defesa não corresponderia ao caso relatado por eles às autoridades. As divergências entre as versões estão entre os elementos que precisam ser esclarecidos durante a apuração.

Outro personagem relacionado ao episódio também passou a integrar o caso depois de apresentar versões diferentes sobre as acusações. Em um dos depoimentos, afirmou que teria ocorrido uma suposta armação contra Gaspar. As circunstâncias e as versões apresentadas passaram, assim, a fazer parte do conjunto de informações analisado pelas autoridades.

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Alfredo Gaspar é investigado por emendas Pix?

Outro caso envolvendo o candidato a vice de Flávio Bolsonaro está relacionado às chamadas emendas Pix, mecanismo pelo qual recursos federais podem ser transferidos diretamente para estados e municípios. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União apontou problemas de rastreabilidade e execução envolvendo recursos indicados por diferentes parlamentares.

No caso das emendas Pix de Alfredo Gaspar, os questionamentos alcançam três repasses que somam aproximadamente R$ 6,2 milhões destinados ao município de São José da Laje, em Alagoas. Os valores foram transferidos por meio de emendas de R$ 1,6 milhão, R$ 443,1 mil e R$ 4,1 milhões.

A auditoria do TCU apontou problemas na rastreabilidade dos recursos após movimentações entre contas da administração municipal, além de questões relacionadas à prestação de informações sobre a aplicação do dinheiro. Uma representação anterior sobre o episódio havia sido arquivada pela PGR, que não encontrou naquele momento indícios de participação do deputado nas possíveis irregularidades.

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Em agosto, porém, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Polícia Federal a auditoria do TCU e determinou a investigação de possíveis crimes relacionados a um conjunto de emendas Pix. A medida não se restringe a Alfredo Gaspar e alcança recursos indicados por diferentes parlamentares.

Gaspar afirma que as emendas indicadas por ele seguiram as regras vigentes e sustenta que a responsabilidade pela execução dos recursos e pela prestação de contas cabe à administração municipal beneficiada. A investigação deverá esclarecer o que ocorreu com os valores, não sendo possível concluir, apenas a partir da abertura da apuração, que tenha ocorrido desvio ou participação do parlamentar em alguma irregularidade.

Alfredo Gaspar foi condenado?

Não há, nas informações disponíveis até 28 de agosto de 2026, indicação de condenação de Alfredo Gaspar nos casos mencionados. No episódio relacionado à acusação de estupro de vulnerável, existem diligências preliminares após um pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito. A acusação é negada pelo parlamentar e ainda não houve conclusão sobre os fatos.

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No caso das emendas Pix, há uma investigação determinada pelo STF para apurar possíveis irregularidades identificadas a partir de auditoria do TCU. Também não há condenação do deputado relacionada ao episódio.

A diferença entre acusação, investigação e condenação é fundamental para compreender os dois casos. Uma investigação tem justamente a finalidade de reunir elementos, esclarecer se houve ou não irregularidade e identificar eventuais responsabilidades, sem representar antecipadamente uma conclusão sobre a conduta das pessoas envolvidas.

Quem é Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro?

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto é deputado federal por Alagoas e candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. Antes de entrar na política eleitoral, construiu uma carreira de mais de duas décadas no Ministério Público de Alagoas, onde atuou como promotor de Justiça, presidiu o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (GECOC) e chegou ao cargo de procurador-geral de Justiça. Também comandou a área de Segurança Pública do governo de Alagoas.

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Gaspar disputou a Prefeitura de Maceió em 2020 e chegou ao segundo turno, mas não foi eleito. Em 2022, conquistou uma vaga de deputado federal pelo União Brasil e, posteriormente, migrou para o PL.

No Congresso, ganhou projeção nacional como relator da CPMI do INSS. Durante os trabalhos, apresentou um relatório que propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parecer, porém, foi rejeitado pela comissão por 19 votos a 12, e a CPMI encerrou os trabalhos sem aprovar um relatório final.

Em 5 de agosto de 2026, Gaspar foi anunciado como candidato a vice de Flávio Bolsonaro. A definição levou o deputado alagoano ao centro da campanha presidencial e, ao mesmo tempo, ampliou a exposição sobre sua trajetória política e sobre os casos que atualmente passam por apuração.

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