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ELEIÇÕES 2026

Augusto Cury é cristão? Entenda a religião do candidato

Escritor e candidato à Presidência já falou publicamente sobre sua relação com a fé e dedicou parte importante de sua produção literária à figura de Jesus Cristo

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Augusto Cury é de qual partido? Conheça o candidato a presidente em 2026
Augusto Cury, escritor e psiquiatra disputa pela primeira vez um cargo eletivo e concorre à Presidência da República nas eleições de 2026. Foto: Divulgação

A relação do escritor e candidato à Presidência da República pelo Avante com a religião acompanha sua trajetória muito antes da entrada na política. Cury já falou publicamente sobre o período em que foi ateu, sua aproximação com o cristianismo e a importância que a figura de Jesus passou a ocupar em sua vida. Mas, afinal, Augusto Cury é cristão, evangélico ou católico?

A forma como Cury descreve essa experiência, entretanto, não corresponde à filiação pública a uma igreja específica. Ao longo dos anos, o escritor tem utilizado uma expressão própria para explicar sua relação com o cristianismo e também já falou sobre a convivência com católicos, protestantes e seguidores de outras religiões.

Leia também: Flávio Bolsonaro ataca pacote de Lula para MEIs: “Ele está achando que o povo é otário?”

Augusto Cury é cristão?

Augusto Cury se declara cristão. Ao falar sobre a própria fé, o escritor utiliza a expressão “cristão sem fronteiras” e relaciona essa identificação aos estudos que realizou sobre a personalidade de Jesus.

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Em entrevista publicada pela Editora Ultimato, em 2014, ao ser questionado diretamente sobre sua experiência de fé, Cury afirmou: “Fui um dos maiores ateus que pisou nesta terra.” Na sequência, disse que passou a enxergar Jesus de outra maneira depois de estudar sua personalidade e concluiu: “Tornei-me um cristão sem fronteiras.”

Na mesma entrevista, o escritor fez uma ressalva importante sobre sua identificação religiosa: “Mas não defendo uma religião.” Cury também afirmou ter amigos próximos no protestantismo, no catolicismo, no budismo e em outras tradições religiosas. 

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Essa definição continuou aparecendo anos depois. Em entrevista sobre o livro O Homem Mais Inteligente da História, Cury voltou a afirmar: “Eu me tornei um cristão sem fronteiras. Não defendo uma religião.”

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Augusto Cury é evangélico?

Embora Augusto Cury se declare cristão e mantenha relação com lideranças protestantes, o escritor não se apresenta publicamente como integrante de uma denominação evangélica específica.

A própria definição adotada por Cury aponta nessa direção. Na entrevista à Editora Ultimato, ele afirmou ser um “cristão sem fronteiras” e disse não defender uma religião. Na mesma conversa, declarou ter amigos tanto no protestantismo quanto no catolicismo e em outras crenças. 

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Uma entrevista anterior, concedida ao Correio do Vouga, também ajuda a esclarecer a questão. Questionado se sua mudança de visão o havia tornado crente, cristão ou católico, Cury respondeu: “Levou-me a ser um cristão sem fronteiras.” Em seguida, acrescentou: “Sou muito amigo de muitos padres, no Brasil e fora do Brasil. Também sou amigo de líderes protestantes.”

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Augusto Cury é católico?

Também não há registro público suficiente para classificar Augusto Cury como católico. A relação próxima com padres e o diálogo com integrantes da Igreja Católica não equivalem a uma declaração de pertencimento à denominação.

Na entrevista ao Correio do Vouga, Cury afirmou ser amigo de muitos padres, no Brasil e no exterior, mas colocou essa relação no mesmo contexto em que mencionou a amizade com líderes protestantes. A resposta foi dada justamente depois de ser questionado se havia se tornado cristão ou católico, e o escritor preferiu definir-se como “cristão sem fronteiras”. 

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A mesma ideia apareceu em entrevista à revista CLAUDIA, em 2012. Ao falar sobre os livros dedicados a Jesus, Cury afirmou: “Sou um cristão sem fronteiras, com amigos pastores, padres, islamitas e budistas.” Na mesma conversa, acrescentou: “Não defendo uma religião.”

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Assim, não há respaldo nas declarações do próprio escritor para enquadrá-lo publicamente como católico ou evangélico.

Qual é a religião de Augusto Cury?

A forma mais precisa de descrever a religião de Augusto Cury é dizer que ele se declara cristão, sem filiação denominacional publicamente definida. A expressão utilizada pelo próprio escritor é “cristão sem fronteiras”.

Essa identidade aparece em declarações feitas em diferentes momentos de sua carreira. Em entrevista publicada em 2014 pela Editora Ultimato, Cury disse ter passado do ateísmo para o cristianismo depois de estudar a personalidade de Jesus e ressaltou que não defendia uma religião específica. 

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Mais recentemente, a definição voltou a aparecer em entrevistas em vídeo. Em participação no Jota Jota Podcast, por exemplo, Cury relatou novamente a trajetória de ateísmo, investigação sobre Jesus e posterior identificação como “cristão sem fronteiras”. 

Augusto Cury já foi ateu?

Segundo o próprio escritor, sim. Augusto Cury relata que houve diferentes momentos da vida em que se considerou ateu e que a mudança ocorreu a partir dos estudos que realizou sobre Jesus.

Na entrevista à Editora Ultimato, Cury utilizou uma expressão bastante enfática: “Fui um dos maiores ateus que pisou nesta terra.” Segundo o escritor, a análise da personalidade de Jesus mudou sua maneira de enxergar a fé e o levou a se tornar cristão. 

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Em entrevista à revista CLAUDIA, ele detalhou que viveu períodos de ateísmo em diferentes fases da vida e disse que posteriormente passou a considerar Deus a partir de reflexões sobre fenômenos físicos, biológicos e psicológicos. 

A trajetória também foi retomada em entrevistas mais recentes. Em conversa no Jota Jota Podcast, Cury relatou que partiu de uma postura de investigação e questionamento até chegar à definição de “cristão sem fronteiras”. 

Quais são os livros de Augusto Cury sobre Jesus?

Os livros de Augusto Cury sobre Jesus incluem principalmente a coleção Análise da Inteligência de Cristo, uma das vertentes mais conhecidas da produção do escritor.

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A série é formada por cinco volumes: O Mestre dos Mestres, O Mestre da Sensibilidade, O Mestre da Vida, O Mestre do Amor e O Mestre Inesquecível. Cury utiliza episódios dos Evangelhos para desenvolver reflexões sobre emoções, liderança, relações humanas, comportamento e enfrentamento de adversidades.

A produção relacionada a Jesus não se limita à coleção. O escritor também publicou obras de ficção ligadas ao tema, como O Homem Mais Inteligente da História, que acompanha um pesquisador inicialmente ateu envolvido em uma investigação sobre a personalidade de Cristo.

A temática possui relação direta com o relato feito por Cury sobre sua própria trajetória, embora os personagens das obras não devam ser interpretados automaticamente como representações autobiográficas do autor.

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O que é O Mestre dos Mestres?

O Mestre dos Mestres: Jesus, o maior educador da história é o primeiro volume da coleção Análise da Inteligência de Cristo. Na obra, Cury analisa episódios atribuídos a Jesus a partir de conceitos relacionados ao comportamento, às emoções e à educação.

O escritor procura examinar como Cristo reagia a situações de pressão, conflitos e adversidades, além da maneira como se relacionava com as pessoas. Essa abordagem estabelece a estrutura utilizada nos demais volumes da coleção.

A leitura feita por Cury combina elementos espirituais com conceitos empregados pelo próprio autor em seus trabalhos sobre comportamento e gestão das emoções.

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O Homem Mais Inteligente da História é sobre Jesus?

O Homem Mais Inteligente da História é um romance diretamente relacionado à figura de Jesus. O livro acompanha Marco Polo, um cientista ateu que passa a estudar a inteligência de Cristo e investiga características de sua personalidade a partir de questões relacionadas à psicologia, à ciência e às emoções.

A história possui pontos de contato com temas descritos pelo próprio Augusto Cury ao falar sobre sua trajetória pessoal, principalmente o período de ateísmo e a posterior investigação da personalidade de Jesus. Isso, entretanto, não torna o protagonista uma representação literal do escritor.

A obra integra o conjunto de livros em que Cury utiliza Jesus como referência para reflexões sobre comportamento humano, inteligência e gestão das emoções.

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Os livros de Augusto Cury sobre Jesus são religiosos?

As obras tratam diretamente de Jesus e possuem conteúdo relacionado ao cristianismo e à espiritualidade, mas a abordagem utilizada por Cury não se restringe a uma interpretação teológica tradicional.

Na coleção Análise da Inteligência de Cristo, por exemplo, o escritor procura examinar episódios dos Evangelhos utilizando conceitos ligados à psicologia, às emoções, à liderança, às relações humanas e ao enfrentamento de conflitos.

Essa forma de abordagem acompanha a própria maneira como Cury descreve sua relação com Jesus. O escritor afirma ser cristão, mas também diz não defender uma religião específica e procurar dialogar com pessoas de diferentes crenças. 

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Augusto Cury se converteu ao cristianismo?

Augusto Cury relata uma passagem pessoal do ateísmo para o cristianismo. Nesse sentido, é possível afirmar que houve uma mudança de sua posição religiosa, porque o próprio escritor diz ter deixado de ser ateu e passado a se considerar cristão.

O termo “conversão”, entretanto, precisa ser empregado com cuidado. Ele pode sugerir o ingresso formal em uma determinada igreja ou denominação, algo que não aparece nas declarações públicas de Cury consultadas.

Em vez de se identificar como membro de uma igreja específica, o escritor repete a expressão “cristão sem fronteiras”. Em entrevista à Editora Ultimato, ao narrar a mudança, foi explícito ao acrescentar: “Mas não defendo uma religião.”

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O que significa “cristão sem fronteiras”?

A expressão “cristão sem fronteiras” é a maneira adotada por Augusto Cury para explicar sua identificação com o cristianismo sem estabelecer uma vinculação pública a uma denominação específica.

Essa definição aparece há mais de uma década em entrevistas do escritor. À revista CLAUDIA, Cury afirmou ser um “cristão sem fronteiras” e citou a convivência com pastores, padres, muçulmanos e budistas. 

Na entrevista à Editora Ultimato, voltou a usar a expressão e afirmou ter amigos no protestantismo, no catolicismo, no budismo e em outras religiões. Também disse que considera importante respeitar pessoas que pensam de maneira diferente. 

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A expressão, portanto, não deve ser tratada como o nome de uma denominação ou corrente religiosa. Trata-se da forma escolhida pelo próprio Cury para definir sua fé.

A religião de Augusto Cury influencia sua candidatura?

A religião de Augusto Cury passou a despertar maior interesse depois da entrada do escritor na eleição presidencial de 2026, mas sua relação com o cristianismo é muito anterior à candidatura.

Os livros sobre Jesus, as entrevistas sobre fé e a autodefinição como “cristão sem fronteiras” aparecem em registros publicados muitos anos antes de sua filiação ao Avante. Não há, portanto, base para tratar essa identidade religiosa como algo criado especificamente para a campanha.

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A candidatura, porém, aproximou o nome de Cury do debate sobre o eleitorado religioso. Em agosto, o pastor Samuel Nova, da Believe Church, em Maceió, manifestou publicamente apoio ao candidato e defendeu o nome do escritor como alternativa à polarização eleitoral. A declaração provocou reações de outros integrantes do segmento evangélico. 

Esse tipo de apoio não modifica a religião pessoal do candidato. Receber respaldo de pastores ou integrantes do meio evangélico não permite classificar Augusto Cury como evangélico.

Há também dados eleitorais que permitem acompanhar seu desempenho entre diferentes segmentos religiosos. Uma pesquisa PoderData/Aya realizada entre 25 e 28 de maio de 2026 registrou Cury com 2% entre os entrevistados evangélicos naquele levantamento. O número representa aquela pesquisa específica e não deve ser apresentado como desempenho atual do candidato no segmento. 

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Augusto Cury é cristão?

Augusto Cury é cristão segundo sua própria definição. O escritor afirma que já foi ateu e que passou a se identificar com o cristianismo após estudar a personalidade de Jesus. Para descrever a própria fé, utiliza reiteradamente a expressão “cristão sem fronteiras”.

As declarações públicas não oferecem base suficiente, contudo, para classificá-lo especificamente como evangélico ou católico. Em entrevistas concedidas ao longo dos anos, Cury afirma não defender uma religião e destaca sua convivência com pessoas de diferentes tradições religiosas.

A resposta mais precisa, portanto, é que Augusto Cury se declara cristão, mas não apresenta publicamente uma vinculação confessional específica. Essa distinção é especialmente importante diante do crescimento da dúvida sobre se Augusto Cury é evangélico, porque sua aproximação com lideranças protestantes e o apoio de integrantes desse segmento não substituem a autodefinição religiosa feita pelo próprio candidato.

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