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FEMINICÍDIO

Caso Jamile: família espera julgamento de acusado sete anos após morte da empresária em Fortaleza

Sete anos após a morte de Jamile Oliveira Correia, família espera definição da data do Tribunal do Júri enquanto defesa de Aldemir Pessoa Júnior segue recorrendo

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Caso Jamile: família espera julgamento de acusado sete anos após morte da empresária em Fortaleza
A família mantém a expectativa de que o processo avance para o julgamento popular. O crime aconteceu em 2019. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

Sete anos após a morte da empresária Jamile Oliveira Correia, o caso Jamile ainda aguarda uma definição para chegar ao Tribunal do Júri. Aldemir Pessoa Júnior, apontado pelo Ministério Público como responsável pelo crime, nunca foi preso e ainda não foi julgado. A defesa continua recorrendo na Justiça.

A mais recente decisão que negou um recurso apresentado pela defesa aumentou a expectativa da família pela realização do julgamento. Agora, os familiares aguardam que o Judiciário cearense defina a data para que o acusado seja submetido ao júri popular.

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Aurimar Chaves de Oliveira, irmão de Jamile, afirma que a sequência de recursos prolongou a espera da família por uma conclusão do processo. Ele falou sobre o tema com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza:

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“A gente espera que a partir de agora ela tome outro rumo, porque até então tudo que se tenta provar contra ele não se consegue, porque a todo momento entra com um recurso. A gente pensava que esse talvez fosse o último recurso, no entanto ele já entrou com outro recurso para protelar o processo. Só para, como se diz, justificar o erro dele.”

A família espera agora que o processo avance para uma nova etapa. Para Aurimar, o tempo transcorrido desde a morte da irmã tornou ainda mais difícil a espera pela decisão judicial.

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“Todo mundo fala que a Justiça é morosa e tudo, mas quando é com a gente, quando o caso acontece com a gente, aí a gente vê o que demora mesmo. Porque sete anos é muito tempo.”
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Caso Jamile completa sete anos sem julgamento

Jamile morreu em agosto de 2019, após ser baleada. Na época, a ocorrência foi inicialmente registrada como uma tentativa de suicídio. A investigação conduzida pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), porém, passou a tratar o caso como feminicídio.

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Aldemir Pessoa Júnior, que era namorado da empresária e também é advogado, foi denunciado pelo Ministério Público em 2021. A denúncia atribuiu a ele os crimes de feminicídio, lesão corporal, fraude processual e porte ilegal de arma de fogo.

Desde então, a defesa apresenta recursos em instâncias superiores, enquanto o processo permanece sem uma data definida para o julgamento pelo Tribunal do Júri.

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Jamile deixou um filho, que era adolescente quando perdeu a mãe. A família argumenta que a demora também afeta o filho. Aurimar conta que o sobrinho vive atualmente com uma tia e tenta retomar a rotina depois da perda:

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“Ele tá com a tia dele, né? Ele tá bem melhor, ele tá conseguindo se recuperar, conseguindo se reerguer na vida, né? Porque é muito difícil. Pessoa que perde o pai e a mãe assim e tentar recomeçar, né? Porque é um recomeço, na realidade.”

A família mantém a expectativa de que o processo avance para o julgamento popular. Aurimar também afirma acreditar em uma condenação de Aldemir.

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“Que ele vá a júri popular. E, ele indo, eu tenho certeza que ele vai ser preso. Entendeu? Eu acho que a justiça vai ser feita. Ele não vai escapar fácil disso. Porque a culpa é certa. A verdade é só uma, mas ela vai chegar.”

Relembre a morte de Jamile Oliveira Correia

Imagens das câmeras de segurança do prédio onde Jamile e Aldemir moravam, no bairro Meireles, em Fortaleza, registraram a chegada dos dois à garagem. As imagens mostram uma discussão entre o casal e um momento em que Aldemir dá um soco na empresária.

Depois, Jamile demora cerca de 20 minutos para entrar no elevador. Dentro do equipamento, ela retira a aliança. Em seguida, Aldemir sobe para o apartamento.

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Pouco tempo depois, ocorreu o disparo no closet da empresária. Na sequência, Jamile aparece sendo carregada pelo advogado e pelo filho dela no elevador.

No dia 30 de agosto de 2019, Jamile deu entrada no Instituto Doutor José Frota (IJF) com a informação inicial de que teria tentado suicídio. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

As divergências identificadas durante a investigação levaram a Polícia Civil a mudar a linha do caso. Aldemir, então namorado da vítima, passou a ser apontado como principal suspeito.

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Laudo analisou pistola usada no caso

Em setembro de 2019, um laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) analisou uma pistola calibre 380 relacionada à investigação.

O exame apontou que amostras do DNA de Jamile foram encontradas somente na extremidade do cano da arma. No restante da pistola, o laudo identificou material genético de Aldemir e do policial civil responsável pela apreensão do objeto.

Sete anos depois da morte da empresária, a família continua aguardando a conclusão da fase processual e a definição da data do Tribunal do Júri.

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