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SEGURANÇA

Estudantes da UFC relatam insegurança após jovem ser esfaqueado durante assalto em Fortaleza

Estudantes relatam assaltos, furtos e ameaças nas proximidades dos campi e pedem reforço no policiamento e na segurança da universidade.

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Estudantes da UFC relatam insegurança após jovem ser esfaqueado durante assalto em Fortaleza
Estudantes da UFC denunciam série de assaltos e ameaças nos arredores dos campi em Fortaleza. Foto: Reprodução

Um estudante de 19 anos foi esfaqueado durante um assalto nas proximidades da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), no bairro Rodolfo Teófilo, em Fortaleza. O crime aconteceu na segunda-feira (14), quando o jovem deixava o Departamento de Morfologia da universidade. Durante a abordagem, ele foi atingido no ombro e teve o celular roubado.

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O caso passou a ser acompanhado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), que informou estar apurando o roubo. A corporação orienta que vítimas registrem boletim de ocorrência, presencialmente na 10ª Delegacia de Polícia Civil da Capital ou pela Delegacia Eletrônica. Segundo a PCCE, o registro é fundamental para subsidiar a investigação.

O episódio também reacendeu entre estudantes relatos de outros furtos, assaltos e situações de insegurança nas proximidades dos campi da UFC em Fortaleza.

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Estudante é esfaqueado durante assalto próximo à Faculdade de Medicina

Segundo os relatos apresentados, o jovem de 19 anos havia saído do Departamento de Morfologia quando foi abordado por um suspeito. Durante uma luta corporal, ele foi atingido por uma facada no ombro.

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O celular da vítima foi levado durante a ação.

O caso aconteceu no entorno do campus do Porangabuçu, onde funciona a Faculdade de Medicina da UFC. A ocorrência é tratada pela Polícia Civil como roubo e permanece em investigação.

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A situação gerou preocupação entre estudantes que circulam diariamente pela região, principalmente aqueles que precisam caminhar entre os prédios da universidade, estacionamentos e pontos de transporte.

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Alunos relatam outros casos de furtos e assaltos na região

O estudante de medicina Leonardo Matos afirma que a preocupação com a segurança já fazia parte da rotina dos alunos antes do caso mais recente. Ele conta que teve o próprio carro furtado enquanto estava em aula e diz ter presenciado outras situações envolvendo estudantes.

“A gente se sente muito inseguro pelos relatos dos próprios alunos. Eu mesmo já presenciei alguns casos que eu estava passando e vi outros alunos sendo assaltados. O meu carro já foi furtado dentro da faculdade”, relata Leonardo.

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Outra estudante, Julia, também conta que um colega teve a motocicleta furtada enquanto assistia às aulas.

“Um colega de sala nosso teve a moto furtada, enquanto ele estava dentro da sala de aula, levaram a moto dele. E aí é uma situação que é muito chata”, afirma Julia.

Os relatos não permitem estabelecer uma estatística sobre a frequência de crimes na região, mas mostram a percepção de insegurança entre estudantes ouvidos na reportagem.

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Estudantes dizem que deslocamentos entre blocos aumentam preocupação

Além dos crimes ocorridos nas proximidades, os estudantes apontam os deslocamentos dentro da rotina universitária como um dos momentos de maior preocupação.

A UFC possui unidades acadêmicas distribuídas por diferentes áreas de Fortaleza, e a instituição mantém linhas de transporte intercampi para facilitar a circulação da comunidade acadêmica. Entre os trajetos estão conexões entre os campi do Pici, Porangabuçu e Benfica.

Uma estudante que está no quinto semestre de Medicina afirma que os relatos de violência acompanham sua trajetória desde o início do curso. Segundo ela, o receio de circular em determinados horários também interfere na rotina acadêmica.

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“A gente sente uma insegurança enorme aqui no campus, não é de hoje. Desde o início da faculdade, eu estou no quinto semestre, mas desde o início existem os relatos dos nossos alunos de assalto”, conta.

Ela afirma ainda que estudantes já procuraram autoridades para pedir reforço no policiamento. Na avaliação dela, porém, a presença policial não se mantém por períodos prolongados.

“Já falamos com as autoridades para aumentar o policiamento, funciona momentaneamente e logo depois a polícia vai embora e a gente fica aqui desabrigado, sem segurança mesmo”, relata.

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A afirmação representa a percepção da estudante sobre a atuação de segurança na região e não significa que não exista policiamento ou vigilância no campus.

UFC mantém vigilância e transporte entre os campi

A UFC informa que mantém vigilância permanente nos campi por meio da Divisão de Vigilância e Segurança. A universidade disponibiliza uma central de atendimento pelo telefone (85) 3366-9190 e contatos específicos para os campi do Pici, Benfica e Porangabuçu. Em situações de emergência dentro dos campi, a orientação é acionar a divisão ou o vigilante mais próximo.

A instituição também mantém o serviço de ônibus intercampi e intracampus. As linhas permitem a circulação de estudantes entre diferentes unidades da universidade, com trajetos que incluem Pici, Porangabuçu e Benfica.

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A existência desses serviços é especialmente relevante diante dos relatos dos alunos sobre a necessidade de deslocamento entre os espaços acadêmicos.

Alunos criam grupo para alertar sobre assaltos

Além dos mecanismos institucionais, estudantes também desenvolveram formas próprias de comunicação para avisar colegas sobre ocorrências.

Segundo uma das alunas, existe um grupo utilizado especificamente para compartilhar informações sobre assaltos. A comunicação serve como alerta para quem está se deslocando pela região.

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“Tem um grupo só para os assaltos”, explica a estudante. Ela acrescenta que os alunos também costumam avisar quando há ocorrências dentro de ônibus ou nas proximidades das paradas.

A iniciativa mostra como os próprios estudantes passaram a utilizar canais de comunicação para tentar reduzir a exposição a situações de risco durante os deslocamentos.

Insegurança também é relatada no campus do Benfica

Os relatos de insegurança apresentados na reportagem não se restringem ao entorno da Faculdade de Medicina. Estudantes que frequentam o campus do Benfica também descrevem situações que provocam preocupação durante o deslocamento.

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Raíssa, que veio do interior do Ceará para estudar em Fortaleza, conta que sofreu uma tentativa de assalto no dia em que foi à UFC para fazer a matrícula.

“No primeiro momento que eu vim aqui fazer a minha matrícula, eu sofri uma tentativa de assalto, que só não me levaram nada porque eu não tinha nada ali no momento para entregar. Mas podia ter acontecido algo pior”, relata.

Outro episódio citado por uma estudante ocorreu enquanto ela aguardava o transporte para retornar para casa. Ela afirma que foi perseguida, junto com outras pessoas, por um homem que fazia ameaças.

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“Eu e outras pessoas que estavam na parada fomos perseguidos por um moço, ameaçando tacar uma pedra na gente. A gente teve que correr e ir para o lado do shopping”, conta.

Alunos pedem reforço na segurança nos campi

Entre os estudantes ouvidos, a principal reivindicação é o reforço da segurança dentro e no entorno dos campi da UFC. A preocupação é relatada principalmente por quem precisa permanecer ou circular pela universidade no período noturno.

Uma das estudantes afirma que o horário das aulas influencia diretamente a sensação de segurança.

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“Para quem tem aula à noite aqui, é mega perigoso. As paradas, você tem que ficar atento o tempo todo, com medo de assalto, com medo de coisas piores até”, afirma.

Outra estudante também menciona relatos de situações de assédio dentro da universidade. Como se trata de uma percepção individual apresentada na reportagem, a informação não deve ser interpretada como levantamento sobre a ocorrência desse tipo de crime nos campi.

“Eu diria que não só os arredores da faculdade, mas também dentro dela já houve casos de assédios, entre outras coisas”, relata.

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Polícia Civil orienta vítimas a registrar ocorrência

A Polícia Civil do Ceará reforça que o registro do boletim de ocorrência é importante para que os casos sejam formalmente comunicados e possam subsidiar as investigações.

No caso do roubo ocorrido no Rodolfo Teófilo, o registro pode ser feito presencialmente na 10ª Delegacia de Polícia Civil da Capital ou pela Delegacia Eletrônica. A orientação vale para vítimas que ainda não tenham formalizado a ocorrência.

Enquanto a investigação sobre o assalto que terminou com o estudante esfaqueado segue em andamento, os relatos dos universitários colocam a segurança nos deslocamentos entre os campi e nas áreas próximas às unidades da UFC no centro das preocupações de parte da comunidade acadêmica.

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A UFC, por sua vez, mantém serviços de vigilância e transporte entre unidades, enquanto os estudantes defendem que as ações de segurança sejam reforçadas nos locais e horários em que relatam maior sensação de vulnerabilidade.

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