A Polícia Civil do Ceará (PCCE) já colheu o depoimento de quatro pessoas durante a investigação sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no último domingo (13), em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), outras quatro oitivas estão agendadas e imagens de câmeras de segurança também passam por análise.
Isabelle foi encontrada morta na noite de 13 de setembro, no condomínio onde morava com o namorado e familiares dele. O caso ganhou repercussão após a mãe da jovem, a professora universitária Isorlanda Caracristi, publicar um vídeo nas redes sociais cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha e relatando questionamentos sobre as circunstâncias do caso.
De acordo com a SSPDS, uma equipe da Perícia Criminal da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi acionada na noite do dia 13 para atender à ocorrência. Conforme as informações obtidas durante o atendimento pericial, o óbito ocorreu por volta das 20h40.
Polícia analisa imagens e colhe novos depoimentos
As investigações são conduzidas pela Polícia Civil, que realiza diligências para esclarecer o que aconteceu antes e no momento da morte da estudante. Além dos quatro depoimentos já realizados, outras quatro oitivas foram programadas pela equipe responsável pelo caso.
As imagens de câmeras de segurança também estão sendo analisadas pelos investigadores. O material pode auxiliar na reconstrução da sequência de acontecimentos no condomínio e na identificação de movimentações relevantes para a apuração.
A SSPDS não informou, até o momento, o conteúdo dos depoimentos prestados nem quais pessoas já foram ouvidas. A pasta também não divulgou detalhes sobre eventuais linhas de investigação adotadas pela Polícia Civil.
Pefoce identifica lesões compatíveis com impacto contra o solo
A Pefoce informou que, durante os exames realizados no corpo de Isabelle, foram observadas lesões compatíveis com impacto contra o solo. A perícia também realizou exames laboratoriais para verificar a presença de substâncias de interesse toxicológico.
Segundo a SSPDS, os exames laboratoriais tiveram resultado negativo para essas substâncias. Outros exames periciais complementares ainda estão sendo realizados pela Pefoce.
A informação é relevante para a investigação, mas não determina, isoladamente, a dinâmica da morte. Conforme a própria SSPDS, somente após a conclusão de todos os trabalhos periciais e investigativos será possível estabelecer de forma definitiva como os fatos aconteceram.
O que a família de Isabelle relatou
Desde que o caso veio a público, a mãe da estudante também apresentou relatos sobre os momentos anteriores à morte da filha e sobre o relacionamento dela com o namorado, de 33 anos. Segundo Isorlanda, Isabelle mantinha um relacionamento de aproximadamente quatro meses com o homem, que também é advogado e havia sido seu superior durante um estágio.
A mãe afirmou que considerava o comportamento do namorado controlador e relatou situações que, segundo ela, despertaram preocupação durante o relacionamento. Também disse que tentou contato com a filha e com o namorado depois de perceber que Isabelle não respondia às mensagens.
Em seu relato nas redes sociais, Isorlanda afirmou ainda que não recebeu comunicação diretamente do namorado ou da mãe dele após a morte da estudante e que tomou conhecimento da situação depois de procurar informações sobre a filha no condomínio.
Esses relatos fazem parte das informações apresentadas pela família e estão inseridos no contexto da repercussão do caso. Eles não representam, por si só, conclusões da investigação policial.
Investigação ainda não concluiu dinâmica da morte
A SSPDS reforçou que a Polícia Civil e a Pefoce continuam trabalhando para esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle. A pasta informou que os órgãos vinculados têm realizado diligências, perícias e análises de materiais relacionados ao caso.
Até o momento, a secretaria não informou publicamente uma conclusão sobre a dinâmica da morte da estudante. Também não foi divulgado, no novo posicionamento, se há suspeitos formalmente apontados pela Polícia Civil.
A análise das imagens, a realização das quatro oitivas já agendadas e a conclusão dos exames complementares da Pefoce devem contribuir para o avanço da investigação. Segundo a SSPDS, somente com a finalização desses trabalhos será possível concluir a dinâmica da morte de Isabelle Caracristi.



